Abordagem terapêutica da Esquizofrenia e novas evidências: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n2-005Keywords:
Esquizofrenia, tratamento, ensaio clínico randomizado, medicina baseada em evidênciasAbstract
A esquizofrenia é um importante problema de saúde pública atual, sendo uma das doenças mentais graves de relevante incidência na população mundial. O presente estudo de revisão buscou avaliar novas evidências na abordagem terapêutica da esquizofrenia, documentadas por meio de estudos clínicos e randomizados. Trata-se de uma pesquisa de revisão integrativa realizada por meio da base de dados PubMed, que levou em consideração os seguintes critérios de inclusão: ensaios clínicos e testes controlados e randomizados; artigos publicados no último ano; que possuíam texto completo disponível e que abordassem acerca de novas evidências no manejo da esquizofrenia. Ficou constatado que o brexpiprazol auxiliou na melhora dos níveis de funcionamento em atividades socialmente úteis, relações pessoais e sociais, autocuidado e comportamentos perturbadores e agressivos. Ademais, a roluperidona trouxe melhorias em diferentes índices de sintomas negativos e funcionamento social do paciente, sendo bem tolerada e sem efeitos adversos, o que a torna uma importante aliada para o manejo dos sintomas negativos e funcionamento diário do paciente. Outro ponto constatado é a formulação de palmitato de paliperidona de 6 meses, a qual apresentou eficácia comparável com as formulações de 1 e de 3 meses da mesma medicação, com perfis de segurança semelhantes aos demais, fornecendo regimes de doses mais flexíveis para um manejo efetivo de tais pacientes. Por fim, a blonanserina em adolescentes com esquizofrenia apresentou melhoria de forma significativa nos sintomas psiquiátricos, com eficácia e segurança semelhante ao encontrado em adultos, sendo verificados efeitos mínimos sobre mudança de peso e parâmetros metabólicos analisados.
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