Incidência de Distúrbios Osteomusculares em marceneiros

Authors

  • Rubio Hibertton de Lima Pimenta
  • João Guilherme Lino da Silva
  • Pedro Netto Brando Coutinho
  • Julio Carvalho Romanha
  • Lucas Neves Coelho Filho
  • Felipe Rezende Ferreira Alves
  • Augusto Targino Silveira
  • Jaqueline Fazzion Gonsalves
  • Érika Bárbara Costa
  • Lorena Longatti Lara
  • Suelen Aparecida de Campos
  • Larissa Cárita Moreira Silva
  • Luiz Gonzaga Chiavegato Filho
  • Laila Cristina Moreira Damázio

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv6n1-246

Keywords:

sistema penitenciário, LER/DORT, ergonomia

Abstract

Introdução: Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) ou Lesões por Esforços Repetitivos (LER) são as desordens que surgem por alterações musculares, nervosas, tendinosas, ligamentares, articulares e cartilaginosas, resultando em inflamação e degeneração, que afetam o sistema musculoesquelético. Devido à sobrecarga articular, certos profissionais, como os de marcenaria, apresentam maior propensão ao desenvolvimento de LER/DORT, já que posturas estáticas e movimentos ergonomicamente incorretos desencadeiam alterações osteomusculares significativas. Nesse sentido, a Associação de Proteção e Assistência a Condenados (APAC) tem como um de seus princípios o trabalho, como forma de ressocialização e reintegração do condenado à sociedade e, dentre eles, existe a marcenaria/carpintaria como laborterapia. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo avaliar a incidência de DORT/LER entre os marceneiros da APAC do município de São João Del-Rei/MG. Método: Foi realizado um estudo com delineamento transversal com 10 recuperandos que trabalham, exclusivamente, na função de marcenaria/carpintaria, do sexo masculino e idade entre 23-55 anos. Para avaliar a incidência de LER/DORT, foi aplicado o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO), com perguntas sobre a existência de desconforto, dor ou dormência nas regiões da cabeça, pescoço, ombros, região torácica, cotovelos, região lombar, punhos, mãos, coxas, joelhos, tornozelos e pés, e perguntas sobre a existência de sintomas dolorosos, desconforto ou formigamento nos últimos 7 dias e 12 meses. Além disso, o QNSO também avalia o nível de dor, de 1 a 10 pontos, sendo 1 dor fraca e 10 dor forte. Foi também calculado o índice de massa corporal (IMC) de cada entrevistado, o peso corporal e a altura. Resultados: As médias de encontradas foram de 37,2 anos de idade; 82,45 kg de peso corporal; 1,76 m de altura, IMC de 26,7 kg/m², média de anos de trabalho prestados em marcenaria; 9,7 anos, horas de serviço semanal; 47,6h. Quanto à mão dominante para trabalho, 03 marceneiros eram canhotos e 07 destros. Todos os participantes queixaram-se de dor osteomuscular nos últimos 12 meses e as regiões com maiores porcentagens de queixas dolorosas foram a coluna cervical (20%), coluna lombar (40%), punho ou mão direita (40%) e tornozelos ou pés (30%). Quanto aos sintomas dolorosos nos últimos 07 dias, foram observadas maiores porcentagens de queixas em coluna lombar (40%) e tornozelos ou pés (30%). Para o nível de dor nos últimos 12 meses (pontuação 1 a 10), as maiores médias encontradas foram: região do pescoço (5,5), cotovelo direito (5,5), cotovelo esquerdo (5,5), região lombar (5,25) e tornozelos ou pés (6,33). Conclusão: As APACs parecem funcionar melhor do que o sistema prisional tradicional. Nota-se que os recuperandos marceneiros apresentaram dores relacionadas à ocupação e que as principais regiões acometidas, em ordem decrescente foram, lombar, punhos/mãos, tornozelos e pés, indicando que a atividade laboral em marcenaria/carpintaria exerce impacto nessas regiões. 

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Published

02/09/2023

How to Cite

PIMENTA, R. H. de L.; DA SILVA, J. G. L.; COUTINHO, P. N. B.; ROMANHA, J. C.; FILHO, L. N. C.; ALVES, F. R. F.; SILVEIRA, A. T.; GONSALVES, J. F.; COSTA, Érika B.; LARA, L. L.; DE CAMPOS, S. A.; SILVA, L. C. M.; FILHO, L. G. C.; DAMÁZIO, L. C. M. Incidência de Distúrbios Osteomusculares em marceneiros. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 3157–3170, 2023. DOI: 10.34119/bjhrv6n1-246. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/57171. Acesso em: 17 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers