Análise acerca do perfil epidemiológico em relação ao diagnóstico de Câncer de Próstata em cidades do noroeste paulista
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n1-199Keywords:
Câncer de Próstata, doença crônica, epidemiologiaAbstract
O câncer de próstata (CaP) é a segunda neoplasia mais incidente no sexo masculino em território brasileiro, configurando um alto índice de mortalidade nessa população. O objetivo do estudo consiste em elucidar o perfil epidemiológico de Araçatuba – SP, do Departamento Regional de Saúde II (DRS II) e do estado de São Paulo, a fim de compreender os dados da neoplasia da próstata e verificar os fatores que influenciam e retardam o diagnóstico do CaP através da estratificação dos portadores da doença de acordo com variáveis como idade, escolaridade, período entre o diagnóstico e início do tratamento e a ocorrência de recidivas. O estudo é de caráter retrospectivo e documental, com abordagem quantitativa descritiva dos casos dessa neoplasia. Foram selecionados para o estudo, dados de indivíduos do sexo masculino, com diagnóstico de CaP entre 2006 e 2016. Os dados foram obtidos através do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, com posterior análise em gráficos e tabelas, extraindo aqueles correspondentes ao estado de São Paulo, ao Departamento Regional de Saúde II e a cidade de Araçatuba – SP. Observou-se nos resultados que a maioria dos pacientes receberam diagnóstico após os 60 anos (79,82%), média de 67 anos, e que há uma tendência inversamente proporcional entre a taxa de escolaridade (em anos de estudo) com a idade dos pacientes, da mesma forma que ocorre com o número de casos da doença. Além do mais, observou-se que o tempo médio entre o diagnóstico e tratamento no estado de São Paulo, DRS II e município de Araçatuba foram 139 (69,92%), 165 (79,92%) e 133 (66,48%) dias, respectivamente, e dentre estas localidades, em Araçatuba houve o maior índice de manutenção do seguimento dos pacientes, correspondendo a 85%. Ainda assim, quanto às recidivas, foi observada uma maior taxa no estado de São Paulo, correspondente a 10%, seguido por 7% no DRS II e 9% em Araçatuba. Diante do perfil epidemiológico encontrado, deve-se instituir políticas públicas voltadas a essa população e suas particularidades, principalmente de educação em saúde, visto que grande parte desses pacientes são detentores de menores índices de escolaridade e existem inúmeros tabus permeando o tema abordado.
References
Os dados podem ser encontrados no site da Fundação Oncocentro de São Paulo (link 1). Pode ser realizado o download de arquivos no formato ".dbf" (sendo necessário programa compatível para acessar os dados) segundo o ano de diagnóstico do tumor, com dados referentes ao período de janeiro/2000 a setembro/2021 e acessar inclusive o dicionário de dados, para melhor entendimento das variáveis. Tais informações são de domínio público e realizamos o download do arquivo de dados: Banco Geral [Banco RHC completo (até 09/2021)], onde filtramos, através de planilha excel, as informações baseadas na descrição da topografia, casos de próstata, com base no ano de diagnóstico, sendo realizado no período de 2006 a 2016, no DRS II, obtendo 1.682 indivíduos. A partir desta informação selecionamos o filtro pela cidade de Araçatuba para comparar e operar os dados.
Link 1:
<http://www.fosp.saude.sp.gov.br/fosp/diretoria-adjunta-de-informacao-e-epidemiologia/rhc-registro-hospitalar-de-cancer/banco-de-dados-do-rhc/> Acesso em: 12 de Outubro de 2021


