Monitorização e avaliação da dor na pessoa em situação crítica: uma revisão integrativa de literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv6n1-082Keywords:
doente crítico, dor, monitorização, avaliação, escalas, indicadores, nociceção, analgesia nociception indexAbstract
Introdução: A dor é um fenómeno frequente na Pessoa em situação crítica (PSC), tem impacto no estado geral da pessoa e torna-se consciente segundo um processo denominado nociceção. Assim, a sua gestão torna-se essencial, envolvendo a sua monitorização, avaliação e tratamento, o que requer o uso de escalas e instrumentos apropriados. Objetivos: Analisar a evidência existente sobre os instrumentos e intervenções de avaliação e monitorização da dor na PSC. Metodologia: Foi efetuada uma Revisão integrativa da literatura (RIL), através da pesquisa nas bases de dados MEDLINE e CINAHL e em outras fontes. Foram estabelecidos critérios de inclusão e exclusão para seleção dos documentos finais. Resultados e Discussão: Obtiveram-se 165 documentos, quatro dos quais obtidos através de outras fontes. Após leitura do resumo e texto integral para verificação de elegibilidade, resultaram 19 documentos finais, para extração e análise de dados. Os documentos obtidos reforçam a necessidade de avaliação e monitorização sistemática da dor e a utilização de protocolos de gestão da dor. No que diz respeito à sua monitorização, esta deve ter por base a utilização de instrumentos/escalas devidamente validadas para a PSC, dando prioridade ao uso de escalas de autorrelato quando possível. Surge ainda a monitorização da nociceção como forma de detetar a presença de dor na PSC de modo objetivo, não invasivo e contínuo. Simultaneamente deve ser efetuada a avaliação da dor tendo em consideração os fatores individuais que possam afetar a forma como a dor é avaliada, tratada e vivenciada pela pessoa. Conclusão: A gestão da dor requer uma monitorização e avaliação da mesma, por profissionais com conhecimento específico na área, tendo o enfermeiro uma intervenção fulcral nessa gestão. A evidência aponta para a necessidade de desenvolvimento de estudos mais profundos e com população de maiores dimensões, sobre a eficácia da monitorização da nociceção, em comparação com a monitorização-padrão, para que o seu uso sistemático seja sustentado na prática clínica.
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