Taquiarritmia ventricular em paciente Oncológico – relato de caso

Ventricular tachyarrhythmia in Câncer patient – case report

Authors

  • Daniela Ribeiro Marques Nejm
  • Sanderson Cauduro

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv5n6-277

Keywords:

Antracíclicos, arritmia, cardiotoxicidade, cardio-oncologia, neoplasia de mama

Abstract

Introdução: O paciente oncológico apresenta vários fatores de risco para dano ao sistema cardiovascular (a própria doença, suas complicações ou tratamento) principalmente aqueles com doença cardiovascular prévia ou fatores de risco. Relato de caso: Paciente do sexo feminino, 63 anos, hipertensa, diabética e histórico de extrassístoles ventriculares frequentes, em uso de sotalol, metformina e valsartana. É admitida, em 2017, em um hospital cardiológico apresentando taquicardia ventricular não sustentada após 48 horas da primeira sessão de quimioterapia por neoplasia de mama com as drogas: epirrubicina, ciclofosfamida e 5-fluoracil. Apresentou reversão espontânea da arritmia, mantendo eletrocardiograma (ECG) em ritmo sinusal, com intervalo QT prolongado. ECG prévio normal. Internada para investigação, monitoramento cardíaco e correção de uma hipocalemia associada. No internamento investigação negativa para alterações cardíacas estruturais ou isquêmicas. Realizado troca do sotalol por amiodarona e alta hospitalar com mudança de quimioterápicos, sem novas intercorrências até o final do tratamento. A cardiotoxicidade pode se apresentar como arritmias, disfunção ventricular esquerda, doença isquêmica cardíaca e alterações eletrocardiográficas.  Neste caso houve toxicidade aguda por antraciclina (epirrubicina), causando uma arritmia ventricular e alargamento do intervalo QT. Provavelmente facilitado pelo uso prévio de sotalol e pela hipocalemia. O potencial cardiotóxico das antraciclinas já é bastante conhecido, e as arritmias podem ocorrer entre 16-36% dos pacientes oncológicos e, em especial, pacientes com fatores de risco. Taquicardia ventricular é rara, mas pode ocorrer especialmente na presença do alargamento do QT e em pacientes com hipocalemia. Conclusão: Diante disso, torna-se imperativo a análise pré quimioterapia da interação desta com os medicamentos de uso crônico e seus possíveis efeitos deletérios, e o controle rigoroso dos eletrólitos para evitar níveis que possam aumentar ainda mais o risco de uma arritmia potencialmente fatal.

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Published

12/29/2022

How to Cite

NEJM, D. R. M.; CAUDURO, S. Taquiarritmia ventricular em paciente Oncológico – relato de caso: Ventricular tachyarrhythmia in Câncer patient – case report. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 5, n. 6, p. 25427–25431, 2022. DOI: 10.34119/bjhrv5n6-277. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/55830. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

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Original Papers