Fisiopatologia e tratamento para a diarreia Pós-Colecistectomia: uma revisão de literatura
Pathophysiology and treatment for Postcholecystectomy diarrhea: a review of the literature
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n6-253Keywords:
Diarreia, doenças da vesícula biliar, Síndrome Pós-Colecistectomia, tratamentoAbstract
INTRODUÇÃO: A Diarreia Pós-Colecistectomia (DPC), principal manifestação da Síndrome Pós-Colecistectomia (SPC), é definida como a presença de fezes líquidas ou amolecidas e/ou como o aumento na frequência de evacuações, após a intervenção cirúrgica. Por ser uma patologia bastante frequente, presente em 12 à 57,2% dos colecistectomizados, propôs-se realizar essa revisão bibliográfica a fim de ampliar o conhecimento à cerca do assunto. OBJETIVO: Este estudo tem como objetivo ressaltar os aspectos fisiopatológicos e o tratamento, medicamentoso e não medicamentoso, para a DPC, facilitando a conclusão diagnóstica da mesma e antecipando o tratamento da doença, a fim de reduzir a ocorrência de efeitos adversos. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada a partir de 9 referências, do período de 2016 à 2021, acerca da fisiopatologia e do tratamento para a DPC. As bases de dados escolhidas foram o LILACS e o MEDLINE. RESULTADOS: Estudos apontam o mecanismo patogênico a partir da interrupção do equilíbrio dos ácidos biliares e, também, da excessiva desidroxilação bacteriana no intestino delgado dificultando a absorção desses, o que aumenta o tempo de contato com a mucosa e promove uma resposta inflamatória crônica. Ademais, pesquisas têm demonstrado que uma dieta hipo-lipídica associada à administração de sequestradores de ácidos biliares possuem grande eficácia no tratamento da DPC; além disso, incorporar o uso de probióticos, com o objetivo de regular a microbiota intestinal, parece uma opção válida e bastante conveniente. CONCLUSÃO: Conclui-se que reconhecer os principais mecanismos patogênicos da Diarreia Pós-Colecistectomia permite um melhor manejo do paciente e, assim, a realização da adequada conduta terapêutica, a qual visa reduzir os efeitos adversos da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.
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