Investigação do aumento dos casos de Sífilis Congênita em uma unidade de neonatologia de um hospital secundário do Distrito Federal
Investigation of the increase in cases of Congenital Syphilis in a neonatology unit of a secondary hospital in the Distrito Federal Brazil
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n6-160Keywords:
Sífilis Congênita, neonatologia, pré-natal, hospital secundárioAbstract
Introdução: A sífilis congênita ocorre devido a disseminação hematogênica do Treponema pallidum da gestante infectada não tratada ou inadequadamente tratada para o feto por via transplacentária. Cerca de 80% das transmissões verticais ocorrem intraútero, com taxa de transmissibilidade maior quando a gestante encontra-se portando sífilis primaria ou secundaria. Objetivo: Avaliar o aumento no número de casos de sífilis congênita na Maternidade do Hospital Regional de Taguatinga – HRT, entre o período de julho a dezembro dos anos de 2018 e 2019. Método: Trata-se de um estudo observacional, transversal, descritivo, com coleta de dados retrospectiva no prontuário eletrônico do sistema TrakCare. Foram incluídos RNs com até 28 dias, de ambos os sexos, diagnosticado com sífilis congênita durante o período de julho a dezembro dos anos de 2018 e 2019. Foram coletadas informações referentes a localidade de origem da mãe do RN; data de nascimento do RN, sexo, idade gestacional, APGAR, realização de pré-natal (quantas consultas e quando começou) classificação do RN (AIG, PIG ou GIG), se fez ou não tratamento de sífilis na gestação, tratamento de escolha do RN e desfecho. Resultados: Durante o período do estudo foram incluídos 124 RNs com até 28 dias, de ambos os sexos, diagnosticado com sífilis congênita ou expostos à sífilis durante o período de julho a dezembro dos anos de 2018 (35,5%) e 2019 (64,5%). Cerca de 33,1% das genitoras eram procedentes de Taguatinga e 16,1% de Águas lindas. Cerca de 51,6% dos recém-nascidos eram do sexo masculino e 43,5% eram do sexo feminino. 35,5% dos pacientes foram diagnosticados com Sífilis congênita e 59,7% foram expostos à sífilis. 76,6% dos RNs foram classificados como RNT/AIG. 79% eram a termo. 92,7% tiveram APGAR no primeiro minuto normal e 95,2% tiveram APGAR normal no quinto minuto. Conclusão: conclui-se que, diante do cenário epidemiológico da sífilis no Hospital Regional de Taguatinga, há necessidade de intensificar ações conjuntas com a Atenção primária, objetivando a prevenção dos casos de sífilis congênita no pré-natal. Esta ação contribui para diminuição dos casos de sífilis congênitas na instituição e redução dos gastos públicos com estes pacientes. Não obstante, cabe salientar também que houve um aumento considerável das gestantes provenientes de Águas lindas-GO no ano de 2019. Este aumento de gestante de Águas lindas pode ter contribuído também para o aumento dos casos de sífilis congênita no HRT.
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