A língua brasileira de sinais na grade curricular dos cursos de odontologia no Brasil: revisão narrativa da literatura

Brazilian sign language in dentistry courses: literature review

Authors

  • Rafaela Santos dos Santos
  • Vania Castro Corrêa
  • Rita Correa dos Santos
  • Davi Lavareda Corrêa
  • Sue Ann Castro Lavareda Corrêa
  • Erick Nelo Pedreira

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv5n6-101

Keywords:

línguas de sinais, surdez, odontologia

Abstract

Este artigo objetivou investigar a presença da disciplina de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) na grade curricular de cursos de Odontologia no Brasil. Artigos foram procurados nas bases de dados SciELO, LILACS, PubMed, BVS, e Google Acadêmico considerando os descritores DeCS/MeSH. A maior quantidade de artigos publicados é oriunda das regiões Nordeste e Sudeste. Embora a legislação vigente declare a libras como língua oficial da comunidade surda e demanda sua utilização em serviços públicos de saúde, a falta de conhecimento desta língua pelos profissionais de saúde ainda é um problema. Observou-se que um maior número de instituições de ensino superior privadas disponibiliza a libras como disciplina curricular em comparação àquelas públicas. A disciplina de libras nos cursos de Odontologia é majoritariamente optativa e com carga horária entre 20 à 80 horas. Apesar de compreenderem a importância da LIBRAS, a maioria dos dentistas ainda não a dominam.

References

Ramos AP, Bortagarai FM. A comunicação não-verbal na área da saúde. Rev. CEFAC. 2012; 14(1):164-170.

Brasil. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 [página na internet]. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. [Acesso em 27 de outubro de 2022]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm.

Brasil, Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005 [página na internet]. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. [Acesso em 27 de outubro de 2022]. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2005/decreto-5626-22-dezembro-2005-539842-publicacaooriginal-39399-pe.html.

Brasil. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 [página na internet. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). [Acesso em 27 de outubro de 2022]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm.

Oliveira YCA, Costa GMC, Coura AS, Cartaxo RO, França ISX. A língua brasileira de sinais na formação dos profissionais de enfermagem, fisioterapia e odontologia no estado da Paraíba, Brasil. Interface Comun. Saúde Educ, 2012; 16(43): 995–1008.

Duarte SBR, Chaveiro N, Freitas AR, Barbosa MA, Porto CC, Fleck MPA. Aspectos históricos e socioculturais da população surda. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, 2013; 20(4):1713-1734.

Almeida IT, Dionísio DSM, Nunes LMN. Odontologia e Acessibilidade para os surdos: Uma pesquisa exploratória. Revista Interface – Integrando Fonoaudiologia e Odontologia, 2021; 2(2): 24-33.

Conselho federal de Odontologia (CFO) [página na internet]. Resolução 118/2012. Disponível em: http://www.normaslegais.com.br/legislacao/resolucao-cfo-118-2012.htm. Acesso em: 25 de setembro de 2022.

Bernardo LA, Tholl AD, Nitschke RG, Viegas SMF, Schoeller SD, Bellaguarda MLR et al. Potências e limites no cotidiano da formação acadêmica no cuidado à saúde da pessoa surda. Escola Anna Nery. 2021; 25(3): 1-8.

Martins VRO. Análise das vantagens e desvantagens da Libras como disciplina curricular no ensino Superior. Rev Cad CEOM. 2008; 21(28):191-206.

Brasil, Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Odontologia. Diário Oficial da União. Brasília: DF; 2018 [Acesso em 27 de outubro de 2022]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/abril-2019- pdf/111231-pces803-18/file.

Tedesco JR, Junges JR. Desafios da prática do acolhimento de surdos na atenção primária. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2013; 29(8):1685-1689.

Pires HF e Almeida MAPT. A percepção do surdo sobre o atendimento nos serviços de saúde Revista Enfermagem Contemporânea. 2016; 5(1):68-77.

Ramos TS, Almeida MAPT. A Importância do ensino de Libras: Relevância para Profissionais de Saúde. Revista de Psicologia. 2017; 10(33): 116–126.

Pereira EL, Almeida CM, Queiroz RG, Rocha RASS, Rocha JF, Feitosa FSQ. Entraves no atendimento ao paciente surdo: perspectiva dos profissionais da atenção básica. Journal of Medicine and Health Promotion. 2019; 4(4): 1318-1334.

Silva IL, Alencar LBB, Sousa SCA, Araújo VF, Penha ES, Medeiros LADM et al. Ensino da língua brasileira de sinais para o curso de Odontologia na região nordeste do Brasil. Research, Society and Development. 2020; 9(7) e287974232: 1-11.

Medeiros YL, Lopes DF, Faria LV, Soares MRPS, Silvério CCP. Ensino da Língua Brasileira de Sinais nos cursos de graduação em Odontologia do Sudeste brasileiro: um estudo transversal, Revista da ABENO, 2020; 20(1):113-120.

Ferreira NLM, Brayner ICS. O acesso da comunidade surda aos serviços de saúde: mãos que falam. Temas em Educ. e Saúde, Araraquara, 2021; 17(00), e021016:1-13.

Moura ABR, Pereira EL, Cipriano OB, Goes VN, Palmeira JT, Silva RM et al. Ensino da Língua Brasileira de Sinais nos cursos de Odontologia: análise da composição curricular das instituições públicas do Brasil. Research, Society and Development, 2022; 11(3), e54311326830:1-8.

Pereira RM, Monteiro LPA, Monteiro ACC, Costa ICC. Percepção das pessoas surdas sobre a comunicação no atendimento odontológico. Revista Ciência Plural. 2017; 3(2):53-72.

Faria MHD, Pereira FJP, Lima IPC. Análise do componente curricular “Pacientes com Necessidades Especiais” nos cursos de Odontologia do estado do Rio Grande do Norte. Revista da ABENO, 2021, 21(1): 1311, 1-6.

Castro AM, Marchesoti MGN, Oliveira FS, Novaes MSP. Avaliação do tratamento odontológico de pacientes com necessidades especiais sob anestesia geral. Rev Odontol UNESP, 2010; 39(2): 137-142.

Souza MT, Porrozzi, R. Ensino de Libras para os Profissionais de Saúde: Uma Necessidade Premente. Revista Práxis, 2009; 2(1): 43–46.

Oliveira YCA, Celino SDM, França ISX, Pagliuca LMF, Costa GMC. Conhecimento e fonte de informações de pessoas surdas sobre saúde e doença. Interface. 2015; 19(54):549-60.

Machado WCA, Figueiredo NMA, Tonini T, Silva CRL, Silva RCL. 2012 Procura pelo curso de língua de sinais brasileira: estudo descritivo exploratório. Online Brazilian Journal of Nursing. 2012; 11(2):331-44.

Published

11/24/2022

How to Cite

DOS SANTOS, R. S.; CORRÊA, V. C.; DOS SANTOS, R. C.; CORRÊA, D. L.; CORRÊA, S. A. C. L.; PEDREIRA, E. N. A língua brasileira de sinais na grade curricular dos cursos de odontologia no Brasil: revisão narrativa da literatura: Brazilian sign language in dentistry courses: literature review. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 5, n. 6, p. 23076–23085, 2022. DOI: 10.34119/bjhrv5n6-101. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/54598. Acesso em: 19 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers