Estudo dos dados epidemiológicos dos casos de Covid-19 na região metropolitana do Cariri, Ceará, Brasil
Study of epidemiological data on Covid-19 cases in the metropolitan region of Cariri, Ceará, Brazil
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n6-078Keywords:
SARS-CoV-2, epidemiologia, Brasil, Ceará, Cariri CearenseAbstract
O SARS-CoV-2 é altamente contagioso e é transmitido rapidamente por via respiratória. Os focos iniciais de transmissão da COVID-19 no Brasil ocorreram nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, com disseminação célere para as restantes das capitais. Nos primeiros meses, o Ceará liderou posições no Nordeste e no Brasil em número de casos confirmados da doença. Esta não apresenta distribuição de forma homogênea nas regiões do país, especialmente em regiões interioranas. Dessa forma, este estudo tem como objetivo avaliar a dinâmica dos dados epidemiológicos dos casos de COVID-19 na Região Metropolitana do Cariri cearense. Efetuou-se uma pesquisa descritiva de natureza qualitativa e método dedutivo, a qual foi verificada a distribuição de casos na Região Metropolitana do Cariri (RMC) através de dados por meio do Boletim Epidemiológico Novo Coronavírus (COVID-19), disponível no site do IntegraSUS da Secretaria da Saúde do Ceará. Os resultados mostraram que, até o dia 30 de junho de 2022, contabilizam 245.382 casos notificados, sendo 94.408 confirmados da COVID-19, distribuídos em todos os 9 municípios da RMC. Desse total de casos confirmados, 89.400 casos são casos recuperados, equivalente a 94,69%. O número de óbitos notificados foi 1.500, sendo a taxa de letalidade em 1,6%. Atualmente, foram registrados 266.369 exames, sendo 36,2% testes rápidos para antígenos, seguidos de 35,4% de testes rápidos para pesquisa de anticorpos IGG, 24,3% RT-PCR e os demais números somam teste sorológico para pesquisa de anticorpos IgG e IgM, ECLIA, ELISA, RT-LAMP e Imunocromatografia. Em relação ao quadro sociodemográfico, há predominância da contaminação em mulheres, em indivíduos pardos e na faixa etária de 20 a 44 anos. Desse modo, embora o auge da pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2 já tenha sido superado em grande parte do mundo graças, principalmente, à vacinação em massa, a COVID-19 persiste como um problema de saúde pública que deve ser constantemente monitorado e estudado, com o fito de demonstrar caminhos para a criação de estratégias que visem o enfrentamento de epidemias.
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