Incidência de sífilis congênita e fatores associados à transmissão vertical da sífilis: uma revisão integrativa
Incidence of syphilis design and factors associated with vertical transmission of syphilis: an integrative review
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n6-063Keywords:
Sífilis Congênita, transmissão vertical de doença infecciosa, pré-natal, gestanteAbstract
INTRODUÇÃO: Sífilis, infecção causada pela espiroqueta Treponema pallidum, transmitida pelo contato sexual ou vertical, a qual apresenta importância para saúde pública, pois sem tratamento ela evolui para diferentes estágios clínicos, danificando os sistemas cardiovasculares e neurológicos. Sendo que, há uma incidência de 12 milhões de casos por ano, destes, cerca de 2 milhões ocorrem em mulheres gestantes, sendo grave a complicação congênita dessa infecção na gravidez. Dessa maneira, o teste sorológico VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é usado para fazer rastreamento desses pacientes infectados, principalmente nas gestantes para evitar prematuridade e baixo peso ao nascer. OBJETIVO: Elucidar os principais fatores envolvidos para incidências de sífilis congênita. MÉTODO: Refere-se um estudo de revisão integrativa da literatura de caráter qualiquantitativa. Foram utilizados o PubMed, Scielo Medline, LILACS e portais oficiais do Ministério da Saúde como base de dados. Utilizaram- se os descritores em Ciências da Saúde (DeCS/Mesh):): Sífilis Congênita, Sorodiagnóstico da Sífilis, Transmissão Vertical de Doença Infecciosa, prevenção e controle; Cuidado Pré-Natal; Qualidade da Assistência à Saúde. Desta busca foram encontrados 54 artigos, posteriormente submetidos aos critérios de seleção, sobre os casos de sífilis em gestantes e seus principais fatores de risco. Sendo as variáveis analisadas com critério de inclusão foram período 2012 a 2017, baixa escolaridade e idade. RESULTADO: Com os artigos selecionados, a maioria são Revisão Sistemática de literatura, do período 2012 a 2017, os quais foram essenciais para ilustrar as informações. Nesse sentido, a incidência de sífilis congênita está relacionada à falta de captura da gestante em período adequado para fazer pré-natal, bem como a falta ao acesso ao serviço de saúde seja por questão geográfica e atividade laboral do casal. Além disso, essas crianças são nascidas de mães que fazem relação sexual desprotegida e têm idade reprodutiva acima de 20 a 34 anos.
References
AVELLEIRA, João Carlos Regazzi; BOTTINO, Giuliana. Sífilis: diagnóstico, tratamento e controle. An. Bras. Dermatol., Rio de Janeiro , v. 81, n. 2, p. 111-126, Mar. 2006 . Available from . access on 21 Ago. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962006000200002
ANTONIO C, DAVANZO R. Congenital syphilis in Mozambique: the diagnostic complementary role of laboratory and radiological investigations. Central African Journal of Medicine, v.32, n. 12, p.552-5, dec. , 1989. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/248571. acesso em 23 jan. 2017.
BRASIL, Ministério da Saúde.Sífilis: estratégias para diagnóstico no Brasil. Brasília:Ministério da Saúde, Coordenação de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS,2015.(SérieTELELAB).Disponívelem:<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/sifilis_estrategia_diagnostico_brasil.pdf>
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Controle da Sífilis Congênita. Brasília;(DF):Ministério,daSaúde,.p.753,2005.disponivél:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_prevencao_transmissao_verticalhivsi fili manualbolso.pdf. Acesso em: 19/09/2017
BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. AIDS: Boletim Epidemiológico. AIDSDST. Documento Eletrônico, Brasília: PN DST/AIDS, Brasil. Ministério da Saúde,2004.Disponívelemhttp://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_prevencao_transmissao_verticalhi vsifili s_manualbolso.pdf.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Boletim epidemiológico – Sífilis. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
CAMPOS, Ana Luiza de Araújo et al . Sífilis em parturientes: aspectos relacionados ao parceiro sexual. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., Rio de Janeiro , v. 34, n. 9, p. 397-402, Sept. 2012 . Available from . access on 17 Dec. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032012000900002.
COSTA, Camila Chaves da et al . Sífilis congênita no Ceará: análise epidemiológica de uma década. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo , v. 47, n. 1, p. 152-159, Feb. 2013 . Available from . access on 16 Dec. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342013000100019
Domingues RMSM, Saracen V, Hartz ZMDA, Leal MC. Sífilis congênita: um evento sentinela na qualidade da assistência pré-natal. [em português]. Rev Saude Publica . 2013; 47 :147–56, discussão 157. 10.1590/S0034-89102013000100019
Domingues RM, Leal MD. Incidência de sífilis congênita e fatores associados à transmissão vertical: dados do estudo Nascer no Brasil. Cad Saude Publica. 2016;32.
Feliz MC, Medeiros ARP, Rossoni AM, Tahnus T, Pereira AMVB, Rodrigues C. Adherence to the follow-up of the newborn exposed to syphilis and factors associated with loss to follow-up. Rev Bras Epidemiol. 2016;19(4):727-39. https://doi.org/10.1590/1980-5497201600040004
MATTHES, Ângelo do Carmo Silva et al. Sífilis congênita: mais de 500 anos de existência e ainda uma doença em vigência. Ped. Mod. v.48, n.4, abr., 2012. Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/bvsvs/resource/pt/lil-663152. Acesso em: 6 dez. 2017.
NASCIMENTO, Maria Isabel do et al . Gestações complicadas por sífilis materna e óbito fetal. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., Rio de Janeiro , v. 34, n. 2, p. 56-62, Feb. 2012 . Available from . access on 16 Dec. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032012000200003.
TOLDO, M.K.S et al. A RECRUDESCÊNCIA DA SÍFILIS CONGÊNITA.Arquivos Catarinenses de Medicina, 2018
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Eliminação mundial da sífilis congênita: fundamento lógico e estratégia para ação, 2008.
SOARES, Larissa Gramazio et al . Sífilis gestacional e congênita: características maternas, neonatais e desfecho dos casos. Rev. Bras. Saude Mater. Infant., Recife , v. 17, n. 4, p. 781-789, Dec. 2017 . Available from. access on 10 Nov. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/1806- 93042017000400010


