Carcinoma in situ do colo uterino (NIC III) não HPV induzido ou decorrente de HPV de baixo risco oncogênico: um achado incomum
Carcinoma in situ of the uterine cervix (CIN III) non-HPV induced or due to low oncogenic risk HPV: an uncommon finding
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n5-293Keywords:
HPV, NIC III, carcinoma in situ, captura híbridaAbstract
Introdução: O câncer cervical, terceiro mais prevalente no sexo feminino, representa a segunda maior taxa de mortalidade entre os 14 e 44 anos. Como agente causador mais prevalente, o HPV de alto risco oncogênico está presente em 95% das lesões intraepiteliais de alto grau. Essas lesões compreendem as neoplasias cervicais graus II, III (NIC II, III) e o carcinoma in situ. A captura hibrida vem sendo utilizada para a detecção do HPV e sua classificação em dois grupos: baixo e alto risco oncogênico; e, dentre os métodos moleculares, tem sido considerada como padrão ouro, com sensibilidade de 98,1% e especificidade de 97,6%. Objetivo: Esse estudo teve como objetivo avaliar, através da captura híbrida, a presença das lesões de alto grau (NIC III, carcinoma in situ), que se originaram de HPVs de baixo risco oncogênico ou aquelas não HPV induzidas. Métodos: Dessa forma, foram analisados 39 pacientes com NIC III/carcinoma in situ, confirmadas por citologia oncótica e biópsia dirigida por colposcopia. Dessas, 08 foram classificadas previamente como não HPV induzidas ou de baixo risco, representando 20,51%. Resultados: Quando avaliou-se a concordância diagnóstica, ao se comparar as classificações dos resultados de HPV (baixo e alto risco) e da captura híbrida (negativa e positiva), para os exames realizados, observou-se po= 82,43%, pe= 50,07%, resultando em κ= 0,65 (sκ= 0,1162), ou seja, verificou-se concordância significativa (valor p=0,005). Conclusão: Portanto, foi caracterizado uma reprodutibilidade de nível bom entre as duas classificações, deixando uma lacuna a ser esclarecido na etologia da NIC III/carcinoma in situ.
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