Avaliação da fadiga em pacientes pediátricos com doenças desmielinizantes em seguimento no hospital da criança de Brasília e acompanhados no estudo multicêntrico observacional para caracterização da Esclerose Múltipla Pediátrica no Brasil (EMOCEMP)
Assessment of fatigue in pediatric patients with demyelinating diseases in follow-up at hospital da criança de Brasília and followed up in the multicenter observational study for the characterization of Pediatric Multiple Sclerosis in Brazil (EMOCEMP)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n5-254Keywords:
doenças desmielinizantes, Esclerose Múltipla, infância, adolescência, fadiga, fadiga mentalAbstract
Introdução: A fadiga é uma queixa frequente na população pediátrica, afetando uma proporção relevante em crianças com doenças crônicas. A taxa na qual essa condição ocorre em crianças com doenças desmielinizantes é ainda desconhecida. Objetivo: Avaliar o grau de fadiga em pacientes pediátricos com doenças desmielinizantes acompanhados no Estudo Multicêntrico Observacional para Caracterização da Esclerose Múltipla Pediátrica no Brasil (EMOCEMP), correlacionando a gravidade da doença com o grau de fatigabilidade. Métodos: Estudo quantitativo descritivo, transversal, de levantamento de dados, realizado por meio da aplicação do Índice Neurológico de Fadiga para Esclerose Múltipla (NFI-MS/BR).Resultados: Foram avaliadas 24 crianças com doenças desmielinizantes, sendo observado maior prevalência do diagnóstico de Esclerose Múltipla (29,3%). A predominância da fadiga foi observada em 58% dos pacientes, sendo mais predominante no domínio cognitivo. A associação entre doenças multifásicas e monofásicas com a gravidade de fadiga não foi estatisticamente diferente ao ser comparado entre os grupos.Conclusão: Os dados mostram que a fadiga pode afetar uma proporção considerável de pacientes pediátricos com doenças desmielinizantes, obtendo uma maior pontuação do questionário de fadiga em pacientes de maior idade. Observa-se que não houve relação entre as etiologias e a grau de fadiga. Observa-se um maior predomínio de fadiga no domínio cognitivo.
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