Violência obstétrica: o enfermeiro como promotor de uma assistência qualificada
Obstetric violence: the nurse as a promoter of qualified care
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n5-199Keywords:
saúde da mulher, violência contra a mulher, Enfermagem obstétricaAbstract
Introdução: Qualquer ato praticado pelo médico ou equipe assistencial, familiar ou acompanhante que desrespeite e ofenda a gestante, parturiente ou puérpera seja de forma física ou verbal é considerado Violência Obstétrica. Contudo, levando em consideração a história e evolução da assistência ao parto, institucionalizar a parturição foi uma ação necessária à segurança do binômio mãe-filho, todavia, diversas intervenções desnecessárias associadas ao anseio por rapidez possibilitou aumento no número de violência obstétrica. No entanto, o Ministério da Saúde recomenda que a enfermeira obstetra seja incluída na assistência ao parto de baixo risco a fim de reduzir intervenções e ocasionar bem-estar para as mulheres. Objetivo: Analisar a relevância da assistência da enfermagem obstétrica à mulher, à prevenção da violência obstétrica, com base em evidências científicas. Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura de abordagem qualitativa, realizada a partir do levantamento da produção cientifica nas bases de dados Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e portais de periódicos BVS ENFERMAGEM, GOOGLE SCHOLAR E CAPES, no período de 2017 a 2022. Para a realização do estudo foram selecionados 10 artigos. Utilizaram-se os seguintes critérios de inclusão: Estudos disponibilizados de forma gratuita, publicados entre os anos de 2017 a 2022, nos idiomas português, inglês e espanhol. Os critérios de exclusão foram: artigos que não correspondem ao objetivo principal do estudo, que se repetem e que possuam os termos “violência doméstica” e/ou “violência sexual”. Os descritores utilizados foram combinados utilizando o operador booleano AND. Resultados e discussão: Os artigos selecionados apontam a uma assistência de enfermagem favorecedora de autonomia à mulher durante todo o trabalho de parto e parto, promotora da redução de intervenções e aumento de partos vaginais espontâneos e amamentação. Discutem também a importância do enfermeiro e do enfermeiro obstetra para a propiciação de vínculo entre mãe e equipe desde o pré-natal assumindo papel de referência na equipe. Conclusão: Diante do exposto conclui-se que a equipe de enfermagem tem papel fundamental na prevenção da violência obstétrica e pode atuar de maneira eficaz para preveni-la, para isso utilizam-se de estabelecimento de comunicação desde o pré-natal e favorecimento de um partejar com o mínimo de intervenções possível.
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