Síndrome de Hutchinson
Hutchinson syndrome
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n5-081Keywords:
doença de Hutchinson, envelhecimento, doença neurodegenerativaAbstract
Introdução: A doença de Huntington (DH) é uma doença neurodegenerativa autossômica dominante que ocorre devido a mutação no gene da huntingtina, em seu terminal 5 ́, levando a uma expansão instável do tripleto de bases nitrogenadas CAG (citosina-adenina-guanina). Sua transmissão é autossômica dominante. Apresentação do caso Paciente do sexo feminino, com idade de 1 ano 5 meses, deu entrada no serviço ambulatorial de pediatria para acompanhamento devido atraso do crescimento e baixo peso corporal para faixa etária. Nascida com 37 semanas, de parto normal, a termo, com peso 3000 gramas, estatura de 51 cm, perímetro cefálico 34cm, APGAR 7. Discussão: a doença de huntington (DH) foi descrita no século 19 por George Huntington, o qual identificou características clínicas da doença e sua natureza hereditária. No entanto, foi apenas em 1993 que conseguiu isolar o gene e descobrir que a mutação responsável pela doença é a expansão da repetição dos trinucleotídeos CAG(citosina- adenina- guanina) localizada na região 5 do gene IT15 no braço curto do cromossomo 4. O gene IT15 é responsável pela codificação da proteína Huntingtina, que está presente em vários tecidos do corpo, principalmente no cérebro. Quando no tecido cerebral, ela é quase exclusiva do citoplasma neural, sendo vista nos axônios, dendritos e corpo celular. Conclusão: é possível compreender a importância do manejo da Síndrome de Hutchinson desde sua apresentação até o tratamento de complicações visto que sua cura ainda está em investigação científica.
References
DIAS, Pedro Antonio Rodrigues et al. Complicações cardiovasculares e os impactos na qualidade de vida dos pacientes portadores da síndrome de Hutchinson-Gilford (HGPS). Revista Eletrônica Acervo Científico, v. 14, p. e4706-e4706, 2020.
ENCARNAÇÃO, Ana Teresa Ramos da. Síndrome de Hutchinson-Gilford: abordagem terapêutica e genética. 2022. Tese de Doutorado.
Gil Mohapel, J. M., & Rego, A. C. (2011). Doença de Huntington: Uma Revisão dos Aspectos Fisiopatológicos. Revista Neurociências, 19(4), 724–734.
Gonçalves MJ, Ferreira C, Saraiva R, Sereijo C, Castanheira L, Fernandes E, et al. Psychosis in Huntington ́s Disease. a rare and Under-Investigated Psychiatric Manifestation. J Health Biol Sci. 2021; 9(1):1-3
GONÇALVES, Ana Rita Ramos. Síndrome de Hutchinson-Gilford ou progéria: passado, presente e abordagens terapêuticas futuras. 2014. Tese de Doutorado.
Ho LW, Carmichael J, Swart J, Wyttenbach A, Rankin J, Rubinsztein DC. The molecular biology of Huntington’s disease. Psychol Med 2001; 31:3-14.
JURNO, Mauro Eduardo et al. Doença de Huntington e Internação Hospitalar Psiquiátrica: relato de dois casos. Revista Médica de Minas Gerais, Minas Gerais, v. 193. Disponível em: http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/434. Acesso em: 24 jun. 2022.
Laks J, Rocha M, Capitão C, Domingues RC, Ladeia G,Lima M, et al. Functional and motor response to lowdose olanzapine in huntington’s disease: case report.Arq Neuropsiquiatr. 2004; 62(4):1092-4
Lima LL, Ribas CBR, Pereira PMR, Eiras JC, Schettini RA. Síndrome de Hutchinson-Gilford (Progeria). An Bras Dermatol. 2011;86(1):165-6.
SIMÕES, Flávia Toledo; ROSA, Camila Pereira; FERREIRA, Fernanda Guedes; OLIVEIRA, Lara Mundim Alves de; TOLEDO, Maria Alice de Vilhena. Demora no diagnóstico da Doença de Huntington devido aos sintomas psiquiátricos: relato de caso/ delay in the diagnosis of huntington's disease due to psychiatric symptoms. Brazilian Journal Of Health Review, [S.L.], v. 4, n. 6, p. 23751-23755, 3 nov. 2021. South Florida Publishing LLC. http://dx.doi.org/10.34119/bjhrv4n6-006
Ximenes BAA, Teixeira EH. Doença de Huntington: aspectos diagnósticos e implicações éticas. Campinas. Rev Ciênc Méd. 2009; 18:287-91.


