SEPSE secundária a Covid-19: fisiopatologia e manejo clínico
SEPSIS secondary to Covid-19: pathophysiology and clinical management
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n4-141Keywords:
Covid-19, fisiopatologia, manejo clínico, SARS-CoV-2, SEPSEAbstract
O presente artigo apresenta uma revisão narrativa de literatura, cuja finalidade é abordar o mecanismo fisiopatológico da sepse secundária a COVID-19. A sepse raramente era atribuída a agentes etiológicos virais, porém, com o surgimento do SARS-CoV-2, criou-se um novo debate, exigindo a consideração desse vírus como causador de tal quadro. Apesar da maioria dos pacientes infectados por esse vírus apresentarem-se assintomáticos ou com sintomas leves, uma pequena parte pode evoluir para quadros mais graves, principalmente aqueles que apresentam comorbidades associadas. Embora a patogênese da COVID-19 não esteja completamente esclarecida, percebeu-se que a hiperativação do sistema imune e a produção excessiva de citocinas, revelada através de seus níveis séricos, se assemelhavam aos encontrados na sepse. Além disso, acredita-se que a disfunção microvascular, ocasionada pela hipóxia e distúrbios circulatórios pode causar a falência de múltiplos órgãos. Por fim, o tratamento, preconizado pela Surviving Sepsis Campaign (SSC), se baseia na ventilação, hemodinâmica e terapia, sendo, este último, composto por corticosteróides, imunoterapia, anticoagulantes e antimicrobianos.


