A importância da equipe multidisciplinar da saúde no acompanhamento do paciente chagásico / The importance of the multidisciplinary health team in follow-up of patients with chagas disease
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n2-161Keywords:
doença de chagas, assistência integral à saúde, saúde holística, equipe de assistência ao paciente, qualidade de vida.Abstract
A doença de Chagas (DC), endêmica no Brasil, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, relaciona-se com o subdesenvolvimento, deficientes sistemas sanitários e acomete cerca de 8 a 10 milhões de pessoas no mundo, todavia esses dados podem representar uma subnotificação. Nesse contexto, a DC é considerada um problema de saúde pública de acordo com dados epidemiológicos: 4.706 óbitos em 2009 no Brasil segundo o Plano Nacional de Saúde. Diante disso, compreender a fisiopatologia da DC é fundamental para o estabelecimento de uma abordagem multidisciplinar no atendimento do paciente para que seja possível alcançar qualidade de vida. Assim, o objetivo desse trabalho é apresentar o papel de uma equipe multidisciplinar e a repercussão desse atendimento, bem como verificar os estudos relacionados à inclusão do paciente chagásico nas bases de dados SciELO e PubMed (NCBI), além de dados do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sociedade Brasileira de Cardiologia e suas regionais e da Fundação Oswaldo Cruz. Tais pacientes devem ser cuidados de forma individualizada sob visão de suas peculiaridades e de modo integral pela equipe multidisciplinar. Essa ideia é abordada desde os anos 90 e está inclusa nos princípios de atendimento do Sistema Único de Saúde. Portanto, ao conhecer sua própria comorbidade e adequar-se as mudanças nos hábitos associado à adesão do tratamento holístico/integral e apoio familiar, implica-se em melhores condições de saúde e de vida.
References
ARAÚJO, S. M. de et al. Programa ACHEI: Atenção ao Chagásico com Educação Integral no Município de Maringá e Região Noroeste do Paraná, Brasil. Rev. Soc. Bras. Med. Trop., Uberaba, v. 33, n. 6, p. 565-572, 2000.
BIBLIOTECA DE MANGUINHOS/CICT/FIOCRUZ. Doença de Chagas. Informação em Saúde.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Subsecretaria de Planejamento e Orçamento. Plano Nacional de Saúde – PNS: 2012-2015 / Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.
BRASIL. Presidência da República. Lei Nº. 8080, de 19 de setembro de 1990. Brasília: DF. 1990.
BRASIL. Secretaria de vigilância em saúde - Ministério da saúde. Boletim Epidemiológico. Doença de Chagas aguda no Brasil: série histórica de 2000 a 2013. v. 46, n. 21, 2015.
DIAS, J. C. P. et al. II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas. Epidemiol. Serv. Saúde., Brasília, v. 25, n. esp., p. 7-86, 2016.
GONTIJO, E. D.; GUARIENTO, M. E.; ALMEIDA, E. A. Modelo de atenção ao chagásico no sistema único de saúde. In: DIAS, J. C. P.; COURA, J. R. (Org.). Clínica e terapêutica da doença de Chagas: uma abordagem prática para o clínico geral [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 1997. p. 445-452.
OLIVEIRA JR., W. Assistência integral ao chagásico: um desafio atual. Boletim informativo da Sociedade Brasileira de Cardiologia/Regional Pernambuco, Recife, Ano I, n. 1, p. 6-7, 2010.
OLIVEIRA JR. W. Assistência multiprofissional ao portador de doença de Chagas: Duas décadas de desafios. Revista Norte Nordeste de Cardiologia, Natal, v. 1, n. 1, p. 10-28, 2011.
OLIVEIRA JR., W. Atenção integral ao paciente chagásico: uma proposta para o cuidar. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, v. 84, n. 1, p. 1-2, 2005.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE – OMS. Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO), 1946.
PEREIRA, P. C.; NAVARRO, E. C. Challenges and perspectives of Chagas disease: a review. J. Venom. Anim. Toxins Incl. Trop. Dis., Botucatu, v. 19, n. 1, p. 34, 2013.
UFRGS. Trypanosoma cruzi. Atlas Eletrônico de Parasitologia.


