O custo do leito UTI do paciente COVID-19 em unidades hospitalares de Minas Gerais: referências para avaliação do modelo de financiamento durante a Pandemia/ The cost of the ITU bed for the COVID-19 pacient in hospital units of Minas Gerais: references for assessing the financing model during the Pandemic
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n2-145Keywords:
custos hospitalares, COVID-19, leito UTI, gestão hospitalar, financiamento da saúde.Abstract
Introdução: no cenário atual da pandemia causada pelo COVID-19, amplia-se a necessidade de utilização de informações de custos de serviços hospitalares para tomada de decisão. Objetivo: analisar os custos dos leitos de UTI vocacionados, em 2020, para a assistência a paciente com de SRAG COVID-19 em comparação com os custos destes em 2019. Metodologia: estudo descritivo, cujo objeto são hospitais da FHEMIG, que disponibilizaram leitos UTI para o manejo de COVID-19. A pesquisa utilizou método de triangulação. Na abordagem quantitativa, compara custos globais e por componentes, assim como o faturamento realizado e recurso recebido. Na qualitativa, utiliza painel de especialistas para análise dos custos e do financiamento. Resultados: em todas as Unidades houve relativo aumento do custo do paciente/dia no leito UTI COVID, exceto no HEM. Esse aumento do custo variou em função da vocação e perfil de pacientes anterior. Foi observada ainda déficit superior a 60% no custo real dos leitos. Considerações Finais: evidencia-se a necessidade de ampla publicização das informações de custos hospitalares dos hospitais públicos e privados referentes à assistência à COVID-19 e sua utilização para se considerar o financiamento dos mesmos.
References
ALVES-MAZZOTTI, A. J. GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Editora Thomson, 1999.
BANCO_MUNDIAL. Brasil Governança no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil : Melhorando a Qualidade do Gasto Público e Gestão de Recursos. . Brasília: 2016.05.04, 2007.
BRASIL. Introdução à gestão de custos em saúde. 1a Ed. ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013. v. 2. Disponível em: <http://saudepublica.bvs.br/pesquisa/resource/pt/lil-750392>. Acesso em: 2 maio 2014. (Série Gestão e Economia da Saúde).
BRASIL. O financiamento da saúde. Brasília: Conselho Nacional de Secretários de Saúde CONASS, 2011. Disponível em: <http://www.conass.org.br/bibliotecav3/pdfs/colecao2011/livro_2.pdf>. Acesso em: 5 ago. 2016. (Coleção Para entender a gestão do SUS).
BRASIL. PORTARIA No 237, DE 18 DE MARÇO DE 2020 - Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPM) do Sistema Único de Saúde (SUS), para atendimento exclusivo dos pacientes com COVID-19. Disponível em: <https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-237-de-18-de-marco-de-2020-249024782>. Acesso em: 3 abr. 2021.
BRASIL, M. DA S.-D. Departamento de Informática do SUS - DATASUS. Disponível em: <http://datasus.saude.gov.br/>. Acesso em: 4 fev. 2016.
BRASIL, P. DA R. Lei no 8080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília: Diário Oficial da União. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm>. Acesso em: 8 maio 2014. , 1990
BRASIL, T. DE C. DA U.-T. Critérios gerais de controle interno na Administração Pública. , Um estudo dos modelos e das normas disciplinadoras em diversos países. Brasília: [s.n.], 2009.
CLEMENTS, B.; COADY, D.; GUPTA, S. The Economics of Public Health Care Reform in Advanced and Emerging Economies. 1. ed. Washington, DC: International Monetary Fund, IMF Publications, 2012.
FHEMIG. www.fhemig.mg.gov.br. Disponível em: . Acesso em: 3 abr. 2021.
GONÇALVES, C. A.; MEIRELLES, A. DE M. Projetos e Relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: [s.n.], 2004.
GONÇALVES, M. A.; ALEMÃO, M. M.; DRUMOND, H. A. Estudo da utilização da informação de custos como ferramenta de gestão em organização pública: O estudo do SIGH-Custos. Perspectivas em Gestão & Conhecimento, v. 3, n. 1, p. 210–226, 2013.
GONÇALVES, M. A.; ALEMÃO, M. M.; DRUMOND, H. A. O Modelo de Gestão FHEMIG e a Prestação de Contas ao Paciente: a implantação do sistema de custos hospitalares e o uso da informação de custos como ferramenta gerencial de transparência do gasto público. 2014, Bras: CONSAD, 2014. Disponível em: <http://www.escoladegestao.pr.gov.br/arquivos/File/2015/CONSAD/074_O_Modelo_de_Gestao_Fhemig_e_a_Prestacao_de_Contas_ao_Paciente.pdf>. Acesso em: 19 ago. 2016.
LA FORGIA, G. M.; COUTTOLENC, B. F. Desempenho hospitalar no Brasil: em busca da excelência. SAO PAULO: [s.n.], 2009.
MINAYO, M. C. D. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11a Edição ed. SAO PAULO: [s.n.], 2008.
OECD HEALTH POLICY STUDIES. Value for Money in Health Spending. 1. Ed. ed. Paris: OECD Health Policy Studies, 2010.
OPAS. Relatório 30 Anos de SUS, que SUS para 2030? . Brasília: [s.n.], 2018.
PIOLA, S. F. et al. Financiamento do Sistema Único de Saúde: Trajetória Recente e Cenários para o Futuro. Analise Econômica, v. 30, p. 9–33, 2012. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/AnaliseEconomica/issue/archive%5Cnhttp://search.ebscohost.com/login.aspx?direct=true&db=ecn&AN=1391960&site=ehost-live&scope=site>.
POPPE, F. A saúde no Rio de Janeiro: o velho compromisso pendente. In: URANI, A.; GIAMBIAGI, F. (Org.). . Rio: a hora da virada. 1a Ed. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. p. 213–226.
ROCHA FILHO, F. DOS S.; SILVA, M. G. C. DA. Análise de custos com pessoal e produtividade de equipes do programa de saúde da família em Fortaleza, Ceará. Ciência & Saúde Coletiva, v. 14, n. 3, p. 919–928, jun. 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232009000300028&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 26 jun. 2016.
ROSA, M. R. R.; COELHO, T. C. B. C. O que dizem os gastos com o Programa Saúde da Família em um município da Bahia? Caderno Saúde Coletiva, v. 16, p. 18663–1874, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csc/v16n3/21.pdf>. Acesso em: 26 jun. 2016.
SANTO, A. C. G. DO E.; TANAKA, O. Y. Financiamento, gasto e oferta de serviços de saúde em grandes centros urbanos do estado de São Paulo (Brasil). Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, n. 3, p. 1875–1885, mar. 2011. Disponível em: <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232011000300022&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 26 jun. 2016.
SOUSA, M. F. DE; HAMANN, E. M. Programa Saúde da Família no Brasil: uma agenda incompleta? Ciência & Saúde Coletiva, v. 14, p. 1325–1335, out. 2009. Disponível em: <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232009000800002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 26 jun. 2016.
TabNet Win32 3.0: Procedimentos hospitalares do SUS - por local de internação - Minas Gerais. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sih/cnv/qiMG.def>. Acesso em: 29 mar. 2021.
TEIXEIRA, H. V.; TEIXEIRA, M. G. Financiamento da saúde pública no Brasil: a experiência do Siops. Ciência & Saúde Coletiva, v. 8, n. 2, p. 379–391, 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232003000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 26 jun. 2016.
VAZQUEZ, D. A. Efeitos da regulação federal sobre o financiamento da saúde. Cadernos de Saúde Pública, v. 27, n. 6, p. 1201–1212, jun. 2011. Disponível em: <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2011000600017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 28 jun. 2016.
VIEGAS, S. M. DA F.; PENNA, C. M. DE M. O SUS é universal, mas vivemos de cotas. Ciência & Saúde Coletiva, v. 18, n. 1, p. 181–190, jan. 2013. Disponível em: <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013000100019&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 28 jun. 2016.


