Perfil de funcionalidade e qualidade de vida de pacientes oncológicos submetidos aos cuidados paliativos domiciliares no Distrito Federal / Profile of functionality and quality of life of cancer patients undergoing home palliative care in the Federal District
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n2-117Keywords:
oncologia, cuidados paliativos, qualidade de vida, funcionalidade fisioterapia.Abstract
Introdução: O câncer representa um problema de saúde que gera um grande impacto global. Em alguns casos, principalmente em estágios avançados da doença, não é possível alcançar a cura. Neste momento, são instituídos os cuidados paliativos que tem como objetivo melhora da qualidade de vida e controle dos sintomas, bem como manutenção da funcionalidade quando possível. O atendimento domiciliar composto por uma equipe multiprofissional especializada, em conjunto com a fisioterapia, tem sido primordial para a oferta desses cuidados humanizados. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida e a funcionalidade dos pacientes oncológicos, em cuidados paliativos, acompanhados pelo Núcleo Regional de Atenção Domiciliar de Taguatinga, DF. Métodos: A qualidade de vida e a funcionalidade foram avaliadas por meio do questionário EORTC QLQ C30, da Karnofsky Performance Status (KPS) e da Palliative Performance Scale (PPS). Foram incluídos no estudo 7 pacientes avaliados no período de maio a outubro de 2021. Resultados: A incidência do diagnóstico de câncer ocorreu em sua maioria no sexo feminino, com faixa etária média de 70 (±8,9) anos, o tipo de câncer com maior frequência foi hematológico. O questionário de qualidade de vida EORTC QLQ C30 apresentou uma média de saúde global de 62 pontos. O escore de domínio relacionado aos controles de sintomas apresentou uma média de 100 pontos. Já os escores relacionados à função física e estado geral de saúde foram de 8,83 e 5,50, respectivamente. Observou-se significância estatística na avaliação da piora da dor e de sintomas como a diarréia quando correlacionado com as escalas de funcionalidade (p<0,05). Conclusão: Os pacientes avaliados apresentaram resultados satisfatórios de qualidade de vida e controle de sintomas. No entanto, foram relatados baixos escores relacionados à funcionalidade e saúde geral devido ao quadro avançado da doença. São necessários mais estudos com número amostral significativo.
References
ALMEIDA, Pollyana Farias et al. A relação entre o enfermeiro e o paciente nos cuidados paliativos oncológicos. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 2, p. 1465-1483, 2020
ANDRADE, Luiz Eduardo Lima de et al. Avaliação do nível de conhecimento e aplicabilidade da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde. Saúde em Debate, v. 41, p. 812-823, 2017
BITTENCOURT, Nair Caroline Cavalcanti de Mendonça et al. Sinais e sintomas manifestados por pacientes em cuidados paliativos oncológicos na assistência domiciliar: uma revisão integrativa. Escola Anna Nery, v. 25, 2021.
BRASIL, Ministério da Saúde. Caderno de atenção domiciliar. Unidade Temática 27: Práticas de Saúde na Atenção Domiciliar.2012. Disponivel em: http://repositorio.asces.edu.br/handle/123456789/2033. Acessado em outubro de 2021.
BRITO, Fabiana Medeiros et al. Cuidados paliativos e comunicação: estudo com profissionais de saúde do serviço de atenção domiciliar Palliative care and communication: study with health professionals of the home care service. RPCFO, v. 9, n. 1, p. 215-221, 2017.
DA SILVA, Islany Barbosa Soares et al. Avaliação da Qualidade de Vida de Pacientes Oncológicos em Cuidados Paliativos. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 66, n. 3, 2020.
DOS SANTOS, Vânia Nazaré Maia; SOEIRO, Ana Cristina Vidigal; MAUÉS, Cristiane Ribeiro. Qualidade de Vida de Pacientes Oncológicos em Cuidados Paliativos Domiciliares e Desafios da Prática Médica diante da Finitude da Vida. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 66, n. 4, 2020.
Estimativa, I. N. C. A. "Incidência do Câncer no Brasil/Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, Coordenação de Prevenção e Vigilância. 2020." Rio Janeiro. Disponível em (2020).
FIGUEIREDO, Jaqueline Fantini et al. Qualidade de vida de pacientes oncológicos em cuidados paliativos. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro, v. 8, 2018.
FLORENTINO, Danielle et al. A Fisioterapia no Alívio da Dor: Uma Visão Reabilitadora em Cuidados Paliativos Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto, UERJ, Abril / Junho de 2012.
FONSECA, António; MEDEIROS, Sofia. Instrumentos de avaliação da funcionalidade em idosos validados para a população portuguesa. Psicologia, Saúde & Doenças, v. 20, n. 3, p. 711-725, 2019.
FRANCESCHINI, Juliana et al. Reprodutibilidade da versão em português do Brasil do European Organization for Research and Treatment of Cancer Core Quality of Life Questionnaire em conjunto com seu módulo específico para câncer de pulmão. Jornal brasileiro de pneumologia, v. 36, p. 595-602, 2010.
FREIRE, Maria Eliane Moreira et al. qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes com câncer em cuidados paliativos1. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 27, 2018.
GÓES, Gabriel et al. Atuação do fisioterapeuta nos cuidados paliativos em pacientes oncológicos adultos hospitalizados. Bahia, 2016. Disponível em:
. Acessado em: 30 outubro 2021. HOSPICE, Victoria. Palliative Performance Scale (PPSv2). 2003.
KLUTHCOVSKY, Ana Cláudia Garabeli Cavalli; TAKAYANAGUI, Angela Maria Magosso. Qualidade de vida-aspectos conceituais. Revista Salus, v. 1, n. 1, 2007.
KOLLER, Mailer; LORENZ, W. Quality of life research in patients with rectal cancer: traditional approaches versus a problem-solving oriented perspective. Langenbeck's archives of surgery, v. 383, n. 6, p. 427-436, 1998.
LIMA, Sara Fiterman et al. Representações sociais sobre o câncer entre familiares de pacientes em tratamento oncológico. REME Rev. Min. Enferm. [Internet], v. 20, p. e967, 2016.
MILLER, Kimberly D. et al. Cancer treatment and survivorship statistics, 2019. CA: a cancer journal for clinicians , v. 69, n. 5, pág. 363-385, 2019.
MOR, Vincent et al. The Karnofsky performance status scale: an examination of its reliability and validity in a research setting. Cancer, v. 53, n. 9, p. 2002-2007, 1984.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Cuidado paliativo. (OMS/WHO).
Disponível em: <https://www.who.int/cancer/palliative/en/ >. Acesso em: 15 Outubro de 2021.
PACHECO PENA, Maria et al. Detecção precoce e prevenção do câncer de mama e próstata. revista de trabalhos acadêmicos–universo belo horizonte, v. 1, n. 3, 2018.
PIEXAK, Diéssica Roggia; CEZAR-VAZ, Marta Regina; BONOW, Clarice Alves. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde: uma análise de conteúdo. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental, p. 363-369, 2019.
PORTARIA Nº 825, DE 25 DE ABRIL DE 2016; BRASIL, Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. PORTARIA Nº 963, DE 27 DE MAIO DE 2013, dispõe sobre Redefine a Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Publicado no Diário Oficial da União. Disponível em . Acessado em 06 Novembro de 2021.
QUEIROZ, Ana Helena Araújo Bomfim, Pontes, Ricardo José & Rodrigues, Thamy Braga (2013). Percepção de familiares e profissionais de saúde sobre os cuidados no final da vida no âmbito da atenção primária à saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 18(9), 2615-2623. Acessado em 06 Novembro de 2021.
SCOTT, Neil et al. EORTC QLQ-C30. Reference values. Brussels: EORTC, 2008.
SILVA Lízia Fabiola Almeida, et al. Conflitos bioéticos: atendimento fisioterapêutico domiciliar a pacientes em condição de terminalidade. Revista Bioética, 2017; 25(1): 148– 157.
VASCONCELOS, Lara Borges et al. Qualidade de vida relacionada à saúde: análise dimensional do conceito. New Trends in Qualitative Research, v. 3, p. 226-238, 2020.
WORLD Health Organization. Definição de cuidados paliativos. Geneva: WHO; 2005.


