Análise da média temporal da permanência hospitalar de pacientes com transtornos mentais e comportamentais no estado de Alagoas / analysis of the temporal average of the hospital stay of patients with mental and behavioral disorders in the state of Alagoas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n2-116Keywords:
tempo de permanência, transtornos mentais, epidemiologia.Abstract
Os Transtornos Mentais e Comportamentais são descritos como um grupo de doenças de etiologia altamente diversificada e que possuem prevalência alta e crescente. Por outro lado, a permanência hospitalar é um importante fator analítico dos serviços prestados ao paciente, sua duração prolongada indica um déficit no atendimento e um aumento dos custos, além de aferir riscos inerentes ao próprio paciente. Também é notável a falta de estudos acerca dessa temática nos países em desenvolvimento, em paralelo ao que ocorre em países desenvolvidos. Este estudo teve como objetivo observar e analisar variáveis da média temporal de permanência hospitalar de pacientes com transtornos mentais e comportamentais. Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico baseado nos dados contidos no SIH, no período de janeiro de 2010 a janeiro de 2020. Foi possível observar que Alagoas deteve a 4ª maior média de permanência hospitalar do país, média essa consideravelmente maior que a nacional. Ademais, foi observado também que os transtornos mentais com prognóstico de maior cronicidade, além fatores como cor/raça e faixa etária influenciaram no aumento do tempo de internação. É notável que o principal elemento de acréscimo no tempo de permanência hospitalar por transtornos mentais e comportamentais em Alagoas se deve à carência de serviços de referência em psiquiatria, e em relação à raça/cor e faixa etária, existem causas secundárias que explicam, ao menos parcialmente, a maior permanência hospitalar em grupos específicos dessas variáveis. Portanto, percebe-se que a prevalência dos transtornos mentais e comportamentais continua crescendo e que não há oferta apta para atender com qualidade a demanda existente em Alagoas, isso comprovado pela permanência hospitalar consideravelmente acima da média nacional. Assim, cabe ao poder público aprimorar os serviços de internação hospitalar e desenvolver estratégias mais estruturadas de prevenção, fazendo usufruto do advento da atenção primária que se faz presente nos CAPS e com uma equipe multiprofissional atrelada.
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