Intoxicações por agrotóxicos: diferenças entre áreas urbanas e rurais do Espírito Santo (2007 a 2016) / Pesticide poisoning: differences between urban and rural areas of Espírito Santo (2007 to 2016)
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n2-083Keywords:
agrotóxico, intoxicação exógena, sistemas de informação, área urbana. área rural.Abstract
O presente trabalho objetivou descrever os casos de intoxicação exógena por agrotóxico ocorridos nas áreas urbanas e rurais do Estado do Espírito Santo, no período de 2007 a 2016. Foi realizado um estudo transversal comparativo com 2.434 casos reportados ao Sistema de Informação de Agravo de Notificações do estado. A proporção das intoxicações é semelhante nos meios urbano (51,8%) e rural (48,2%), entretanto, a incidência na área rural (200,9 por 100.000 habitantes) é 4,7 vezes maior que a urbana (43,1 por 100.000 habitantes). Na área urbana, o principal grupo de agente tóxico foi o raticida, sendo a intoxicação mais presente nos indivíduos com 9 a 11 anos de estudo e nos pardos (P = 0,001). Já na área rural, as intoxicações ocorreram majoritariamente nos indivíduos brancos, pouco escolarizados e com agrotóxicos de uso agrícola (P = 0,001). Fatores relacionados ao tipo de trabalho também associaram à intoxicação na área rural (P = 0,001). Para os dois territórios, a principal circunstância da contaminação foi tentativa de suicídio (P = 0,001). Assim, vê-se que as intoxicações exógenas por agrotóxicos afetam de maneira diferente as populações das zonas urbanas e rurais, sendo necessário considerar essas características para o planejamento de políticas públicas.
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