Isolamento social, ensino à distância e seus impactos no estudante universitário durante a pandemia de Covid-19 / Social isolation, distance learning, and their impacts on college students during the Covid-19 pandemic
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n2-042Keywords:
estudantes universitários, isolamento social, depressão.Abstract
Introdução: No atual cenário mundial contemporâneo, encontramo-nos meio a uma pandemia provocada pelo coronavírus (Sarscov-2) qual provocou alterações repentinas e de grande impacto na população mundial, não somente no âmbito social, como também, no âmbito laboral, estudantil e em relação às convivências interpessoais. Com isso, a fim de tentar reduzir a ampla disseminação da contaminação do vírus, foi convocado um isolamento populacional, visando um bem maior: a proteção das pessoas. Em contrapartida, sabe-se que o isolamento traz alguns resultados negativos para a população como ansiedade, inseguranças e pânico, uma vez que, segundo Aristóteles, o ser humano é um ser social, não feito para viver só. Objetivo: Tendo em vista a atual situação pandêmica, o presente estudo objetivou avaliar a situação psicológica e social dos universitários, bem como os impactos que o isolamento social e o uso da metodologia EAD (ensino à distância) causaram no cotidiano e no estado emocional desses estudantes do Brasil, principalmente naqueles que cursam graduação na área da saúde no primeiro semestre de 2020. Método: Foi aplicado através de meio digital (plataforma "Google Forms") um questionário contendo 28 questões que mantém o caráter abrangente da pesquisa original, abordando principalmente as questões de cunho social, emocional e psicológico desses estudantes. O questionário, foi disponibilizado aos alunos a partir de redes sociais, acompanhados de termo de consentimento livre e esclarecido. O formulário ficou disponível durante quatro meses (Março a Julho). Aspectos éticos - Todos os voluntários obtiveram acesso ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e o estudo foi realizado mediante aprovação do comitê de ética da instituição financiadora. Resultados: 563 formulários foram preenchidos por estudantes de todo o Brasil, sendo 85,6% destes da região Sudeste, observou-se ainda uma maior participação de mulheres e de autodeclarados brancos, com média de idade entre 18 a 20 anos. Dentre os estudantes da área da saúde, 77,04% eram do curso de medicina, enquanto fora da área da saúde observou-se uma grande adesão dos estudantes de direito e engenharia. Foi relatado que 91,11% dos participantes estavam com aulas no método de ensino a distancia (EAD) e 79% se sentiram prejudicados de alguma forma com relação a nova rotina de estudo. Quando relatado alteração no aspecto emocional, as queixas mais comuns foram relacionadas a ansiedade, medo, raiva, angústia e tristeza. Conclusão: A prevalência de sintomas depreciativos foi maior em estudantes dos cursos da área da saúde, relacionados aos de outras áreas. Ao analisar os dados, foi possível observar que a escola médica, principalmente, juntamente às suas exigências, são fatores precipitantes para o surgimento dos sintomas depressivos relatados pelos voluntários. Não foi encontrada relação entre renda, sexo ou semestre perante esses resultados, no entanto, a adesão ao isolamento social foi correlacionada aos sintomas de tom negativoReferences
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