A percepção das parturientes em relação a violência obstétrica durante o trabalho de parto no Brasil: uma revisão de literatura / Women’s perception of obstetric violence during childbirth in Brazil: a literature review
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n1-300Keywords:
violência, obstétrica, parto, violência no parto, violência obstétrica no parto.Abstract
Violência obstétrica é qualquer ação capaz de gerar algum efeito maléfico para a mulher durante ou logo após sua gestação. A gravidez e o parto fazem parte de um processo fisiológico do organismo feminino que, por ter muito impacto na vida emocional, requer do médico e da equipe de saúde atenção, compreensão e apoio. Este trabalho propôs avaliar a percepção das mulheres frente a esse tipo de violência, principalmente durante o trabalho de parto. Trata-se de um estudo qualitativo com o objetivo de demonstrar a falta de documentação e divulgação formal a respeito da percepção da violência obstétrica pelas parturientes. Foram utilizados para pesquisa as bases de dados: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e a Scientific Electronic Library Online (SciElo); os critérios de inclusão foram: publicações no idioma português, de natureza qualitativa ou quantitativa e como critérios de exclusão documentos não disponíveis na íntegra e artigos de revisão de literatura. A violência obstétrica ainda é um assunto pouco comentado e instituições de saúde são responsáveis pela maneira com que as mulheres são tratadas durante o parto devendo por isso, garantir o desenvolvimento e implementação de políticas claras sobre direitos e normas éticas para melhorar a qualidade de vida da gestante durante a parturição.
References
Aleman, NM. Entre lo formal y lo sustantivo: La calidad de la asistencia al parto en el Uruguay. Sexualidad, Salud y Sociedad., Rio de Janeiro, 2017, (27): 97-117.
Andrade PON, Silva JQP, Diniz CMM, Caminha MFC. Fatores associados à violência obstétrica na assistência ao parto vaginal em uma maternidade de alta complexidade em Recife, Pernambuco. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant, 2016; 16 (1): 29-37.
Andrade, PON, Silva, JQP, Diniz, CMM, Caminha, MFC. Fatores associados à violência obstétrica na assistência ao parto vaginal em uma maternidade de alta complexidade em Recife, Pernambuco. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 2016; 16 (1): 29-37.
Biscegli, TS, Grio, JM, Melles, LC, Ribeiro SRMI, Gonsaga AT. Violência obstétrica: perfil assistencial de uma maternidade escola do interior do estado de São Paulo. Cuid Arte Enferm., São Paulo, 2015; 9(1): 18-25.
Blázquez, MI. “Aproximación a la antropología de la reproducción”. AIBR: Revista de Antropología Iberoamericana., [Ed.Electrónica Madrid]. Madrid, 2005; 42: 1-25.
Bohren MA, Vogel JP, Hunter EC, Lutsiv O, Makh SK, Souza JP, et al. The Mistreatment of Women during Childbirth in Health Facilities Globally: A Mixed-Methods Systematic Review. PLoS Med. 2015;12(6):1–32. 5.
Bowser D, Hill K. Exploring Evidence for Disrespect and Abuse in FacilityBased Childbirth Report of a Landscape Analysis. Harvard Sch Public Heal Univ Res Co, LLC [Internet]. 2010;1–57.
Davis-Floyd, RE. The technocratic body: American childbirth as cultural expression. Sot. Sci. Med., EUA,1994; 38 (8): 1125-1140.
Deslandes, SF. Análise do discurso oficial sobre a humanização da assistência hospitalar. Ciência & Saúde Coletiva., Rio de Janeiro, 2004; 9 (1): 7-14.
Diniz, SG. Gênero, saúde materna e o paradoxo perinatal. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano., São Paulo, 2009; 19 (2): 313-326.
D'Oliveira AFPL, Diniz CSG, Schraiber LB. Violence against women in health-care institutions: an emerging problem. Lancet 2002; 359(11):1681-1685.
Domingues, RMSM, Santos, EM, Leal, MC. Aspectos da satisfação das mulheres com a assistência ao parto: contribuição para o debate. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2004; 20(1): 52-62.
Estumano, VKC, Rodrigues, PB, Melo, LGS, Coelho, ACR. Violência obstétrica no Brasil: casos cada vez mais frequentes. RECIEN: Revista Científica de Enfemagem., Amazônia, 2017; 7 (19): 2358-3088.
García-Jordá D, Díaz-Bernal Z, Álamo MA. El nacimiento en Cuba: análisis de la experiência del parto medicalizado desde una perspectiva antropológica. Ciênc Saúde Coletiva., Rio de Janeiro, 2012; 17 (7), 1893-1902.
Jardim, DMB, Modena, CM. A violência obstétrica no cotidiano assistencial e suas características. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, 2018, 26: E 3069.
Leal, MC, Pereira, APE, Domingues, RMM, Filha, MMT, Dias, MAB, Nakamura-Pereira, M, Bastos, MH, Gama, SGN. Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e parto em mulheres brasileiras de risco habitual. Cad. Saúde Pública., Rio de Janeiro, 2014; 30.
Martins, AC, Barros, GM. Parirás na dor? Revisão integrativa da violência obstétrica em unidades públicas brasileiras. Rev. Dor. São Paulo, 2016, 17 (3): 215-218.
Mattar, LD, Diniz, CSG. Hierarquias reprodutivas: maternidade e desigualdades no exercício de direitos humanos pelas mulheres. Interface Comun Saúde Educ. 2012; 16(40):107-20.
Nascimento, SLD, Santos, NA, Meira, LS, Pires, VMMM, Machado, JC, Palmarella, VRP. Conhecimentos e experiências de violência obstétrica em mulheres que vivenciaram a experiência do parto. Enfermería Actual de Costa Rica, 2019; (37).
Organização Mundial da Saúde (OMS). Prevenção e eliminação de abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto em instituições de saúde Genebra: Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa/OMS; 2014.
Pedroso, CNLDS, López, LC. À margem da humanização?: Experiências de parto de usuárias de uma maternidade. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Porto Alegre - RS, 2017; 27 (4): 1163-1184.
Regis, JFS, Resende, VM. "Daí você nasceu minha filha": análise discursiva crítica de uma carta ao obstetra. DELTA, São Paulo, 2015; 31 (2): 573-602.
Sanfelice, CFO, Abbud, FSF, Pregnolatto, OS, Silva, MG, Shimo, AKK. Do parto institucionalizado ao parto domiciliar: From institutionalized birth to home birth. Revista Rene. Campinas- SP, 2014; 15(2), 362-370.
Silva-Carvalho, I, Santana-Brito, R. Formas de violencia obstétrica experimentada por madres que tuvieron un parto normal. Enferm. glob., Murcia, 2017; 16 (47):71-97.
Tribunal Supremo de Justicia (Venezuela). Ley orgánica sobre el derecho de las mujeres a una vida libre de violencia. Caracas: Asamblea Nacional; 2006. Avalilable from: http://venezuela.unfpa.org/doumentos/Ley_mujer.pdf.
Venturi G, Godinho T. Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado: uma década de mudanças na opinião pública. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, SESC-SP; 2013
Vieira TFS, Costa TA, Teixeira LAM, Muniz MB. Conhecimento das mulheres sobre violência obstétrica: Uma revisão sistemática. Curitiba: Brazilian Journal of health Review, 2020.
Wolff, LR, Waldow, VR. Violência consentida: mulheres em trabalho de parto e parto. Saude Soc., São Paulo, 2008; 17(3): 138-151.
WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. Care in Normal Birth: a practical guide. Série Safe Motherhood. Geneva, 1996.


