Sífilis Congênita: incidência e fatores relacionados a gestante no município de Pato Branco entre 2013 a 2018 / Congenital Syphilis: incidence and factors related to pregnant women in the municipality of Pato Branco between 2013 and 2018
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n1-225Keywords:
Infecção sexualmente transmissível, pré-natal, recém-nascido.Abstract
Introdução: A sífilis é considerada um problema de saúde pública e afeta mundialmente um número elevado de gestantes e recém-nascidos. É essencial que os fatores determinantes para os desfechos negativos sejam levantados a fim de indicar falhas no processo assistencial e oportunizar intervenções adequadas para diminuição dessa incidência. Os casos de sífilis congênita preocupam tanto a sociedade quanto gestores que devem intensificar as medidas de educação em saúde, promoção e prevenção deste agravo. Objetivo: verificar a incidência de sífilis congênita no munícipio de Pato Branco entre os anos de 2013 a 2018 e os fatores maternos relacionados à ocorrência da doença. Métodos: Pesquisa quantitativa baseada em dados registrados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no site do Departamento de Informática do SUS- DATASUS, nos períodos de 2013 a 2018. Estudo descritivo que utilizou dados secundários do DATASUS, baseando-se nas fichas de notificação compulsória de sífilis congênita nesse período dos residentes do município de Pato Branco - Paraná. A incidência da doença é definida a partir do número de casos de crianças menores de um ano, diagnosticadas com sífilis congênita por 1.000 nascidos vivos. Resultados: No município de Pato Branco a maior taxa de sífilis congênita foi diagnosticada nos recém-nascidos de mães com idades entre 19 e 29 anos, seguida de mães menores de 20 anos. Quanto à escolaridade da mãe, 47,5% possuíam até o ensino médio incompleto e 32,5% ensino médio completo e um total de 12,5 % estavam cursando ou já haviam cursado ensino superior. Quanto a realização do pré-natal, apenas 5% das mães não o realizaram. Quanto ao diagnóstico de sífilis, 27% das gestantes tiveram-no fora do período recomendado. Apenas 7,5% das gestantes realizaram tratamento adequado, 60% de forma inadequada e 32,5% não realizaram o tratamento. Quanto ao parceiro, 72,5% não receberam tratamento. Constatou-se um aumento na incidência de casos de sífilis, sendo que no ano de 2013 a incidência foi de 2,56 e em 2014 foi de 14,69 casos por 1000 nascidos vivos. A incidência de sífilis congênita avaliada foi mais de seis vezes superior à meta de eliminação proposta para o ano 2015 pela OMS. Conclusão: Verificou-se um aumento importante da incidência de sífilis congênita no ano de 2018 no município de Pato Branco. Ademais, os fatores relacionados a realização do pré-natal e o tratamento da gestante e do parceiro no diagnóstico da sífilis são fundamentais para a erradicação da sífilis congênita.
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