Gestante com ideação suicida e o papel da Atenção Primaria: um relato de caso / Pregnant woman with suicidal ideation and the role of Primary Care: a case report
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv5n1-138Keywords:
Gravidez, Depressão, Rastreamento, Antidepressivos, Amamentação, Psiquiatria, Gestantes, Atenção Primaria de Saúde, Transtorno Bipolar.Abstract
A gestação é sabidamente um momento em que há significativas mudanças na vida da mulher. O ministério da saúde (2002) preconiza o acompanhamento da mulher durante a gestação e no puerpério após a alta hospitalar como uma ótima oportunidade para o diagnóstico da depressão pós-parto. Sendo o Programa Saúde da Família (PSF) a porta aberta para o cuidado da mulher nesse periodo, com visita domiciliar nos primeiros 10 dias após o parto para detecção precoce de alguns sinais ou sintomas depressivos ou adaptativos, responsáveis por caracterizar a depressão pós-parto. A puérpera retornará para a Unidade Básica de Saúde entre 30 a 40 dias, para uma consulta, que não deve ser restrita ao exame físico ou ao planejamento reprodutivo, mas de maneira integral deve-se rever as redes de apoio, o uso de psicofármacos, ajustes a nova rotina, sintomas marcantes como insônia, irritabilidade, baixo limiar à frustrações, mudanças bruscas de humor, indisposição, tristeza, insegurança, baixa autoestima, sensação de incapacidade de cuidar do bebê, bem como demais sinais e sintomas que podem sinalizar para um quadro depressivo, que pode levar a consequências graves nesse período pós parto. Cabe a Atenção Primaria de Saude a responsabilidade pelo acolhimento da mulher desde o planejamento familiar, passando por um pré-natal eficiente na adequação e individualização da assistência, torna-se capaz de detectar transtornos psicopatológicos durante o puerpério com terapêutica eficaz.
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