Distância inter-retos do abdome e sua correlação com a autoimagem corporal no puerpério / Intermitted distance of the abdome and its correlation with the body autoimage in the puerpério
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n6-443Keywords:
Distância inter-retos, Puerpério, Autoimagem, Flacidez, Depressão.Abstract
Introdução: Os músculos retos do abdome sofrem afastamento a partir da linha alba com o evoluir da gravidez, aumentando a distância inter-retos (DIR). No puerpério, quando soma-se a flacidez ao aumento da DIR, percebe-se uma alteração importante no abdome que para muitas mulheres não se resolve espontaneamente no puerpério. Objetivo: Avaliar a correlação entre o aumento da distância inter-retos do abdome e a autoimagem corporal em mulheres no puerpério. Material e métodos: Trata-se de um estudo de corte transversal, realizado nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), em Campina Grande – PB. A amostra foi formada por 27 puérperas, com idade de 18 a 40 anos, no período puerperal e que frequentasse alguma UBSF. Inicialmente foi utilizado um questionário para avaliar as puérperas, em seguida foi feita a análise da autoimagem corporal, verificação da flacidez abdominal e por último a medição da DIR. Resultados: A pesquisa apresentou média de idade de 24,8 anos, o tempo de puerpério apresentou média de 5 (±3,11) meses. Em relação a DIR o ponto de maior afastamento foi o supraumbilical com média do avaliador 1 de 2,91cm e do avaliador 2 de 2,90. A prevalência de flacidez foi de 51,9%. A média da autoimagem foi de 2,25. Não houve correlação entre a DIR com a autoimagem (p>0,05). Também não foi verificada correlação entre flacidez e autoimagem corporal no puerpério (p>0,05). Conclusão: Não houve correlação entre o aumento da DIR e a autoimagem corporal no puerpério.
References
ARAUJO, B.L.B. et.al. Utilização da corrente russa associada a exercícios físicos para o fortalecimento muscular e flacidez em mulheres. EPCC – Encontro Internacional de Produção Científica UniCesumar, Maringá, n. 9, p. 4-8, nov, 2015. Disponível em: http://www.cesumar.br/prppge/pesquisa/epcc2015/anais/bruna_louise_boni_araujo.pdf. Acessado em: 30/05/2017.
BARBOSA S, DE SÁ, R. A; VELARDE, L. G. C. Diastasis of rectus abdominis in the immediate puerperium:correlation between imaging diagnosis and clinical examination. Arch Gynecol Obstet. 2013. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23435798.
Acesso: 01/06/2017.
BARROS, DIAS, D. Imagem corporal a descoberta de si mesmo. História, ciência e saúde- Manquinhos. Rio de Janeiro, v.12, n.2, maio-ago, 2005. p. 547-54.
BENATTI, A. T. et. al. Equilíbrio tóraco-abdominal: Ação integrada à respiração e a postura.
Arq. Ciênc. Saúde Unipar. Maringá, v.5, jan/abr, 2001.
BORGES, F. B.; VALENTIN. E. C. Tratamento da flacidez e diástase do reto-abdominal no puerpério de parto normal com o uso de eletroestimulação muscular com corrente de média frequência. Revista Brasileira de Fisioterapia Dermato-Funcional, Rio de Janeiro, 2002.
BOYINGTON, J., JOHNSON, A., CARTER E. L. Dissatisfaction with body size among low- income, postpartum black women. Journal of Obstetric, Gynecologic & Neonatal Nursing. 2007. p. 144–151.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica da Mulher. Parto, aborto e puerpério: assistência humanizada à mulher.
Brasília: Ministério da Saúde, 2001.
DEMARTINI, E. et.al. Diastasis of the rectus abdominis muscle prevalence in postpartum.
Fisio. Mov. Curitiba, v. 29, n. 2, apr./june, 2016. p. 279-286.
ERBIL, N. et. al. Body Image Among Turkish Women During the First Year Postpartum. NCBI, 2012. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22242653. Acessado em: 01/06/2017.
FONTELES, M. J. Metodologia da pesquisa científica: diretrizes para a elaboração de um protocolo de pesquisa. Delineando a Pesquisa Clínica – Uma Abordagem Epidemiológica. Rio de Janeiro: Artmed, 2003.
GARDIN, D. D; CIECKOVICZ, D. B. Proposta fisioterapêutica para flacidez na região posterior do braço: associação da corrente russa e da radiofrequência. Revista Kinesia. Belo Horizonte, n.4, fev. 2011. p.19-25.
GJERDINGEN, D. et.al. Predictors of Mothers Postpartum Body Dissatisfaction. Women Health. v. 49, n. 6, September, 2009.
GOUVEIA, K.M.C.; GOUVEIA, E.C. O músculo transverso abdominal e sua função de estabilização da coluna lombar. Fisioter. Mov. Curitiba, jul/set, 2008.
HODGKINSON, E. L; SMITH, D. M; WITTKOWSKI, A. Women's experiences of their pregnancy and postpartum body image: a systematic review and meta synthesis. NCBI, BMC
Pregnancy and Childbirth, 2014. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25248649. Acessado em: 01/06/2017.
LEITE, A.C.N.T.; ARAÚJO, K.K.B.C. Diástase dos retos abdominais em puérperas e sua relação com variáveis obstétricas. Fisioter Mov. Curitiba, vol. 25 n.2, 2012.
LOPES, S.C; BRONGHOLI, K. A utilização da corrente russa no tratamento da flacidez muscular abdominal, Santa Catarina, 2009.
LOBATO, G; MORAES, C. L; REICHENHEIM, M.E. Magnitude da depressão pós-parto no Brasil: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. Recife, v. 11 n. 4, Oct./Dec. 2011.
MESQUITA, L.A.; MACHADO, A.V.; ANDRADE, A.V. Fisioterapia para Redução da Diástase dos Músculos Retos Abdominais no Pós-Parto. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 21, n. 5, 1999.
MICHELOWSKI, A. C. S.; SIMÃO, L.R.; MELO E.C.A. A Eficácia da Cinesioterapia na Redução da Diástase do Músculo Reto Abdominal em Puérperas de um Hospital Público em Feira de Santana – BA. Revista Brasileira de Saúde Funcional, Cachoeira-BA, v. 2 n. 2, dez. 2014. p. 05-16.
MORAES, I. G. S; PINHEIRO, R. T; SILVA, R. A; HORTA, B. L; SOUSA, P. L. R; FARIA,
A. D. Prevalência da depressão pós-parto e fatores associados. Revista Saúde Pública, São Paulo, v. 40 n. 1, jan./feb, 2006.
RAMIREZ, O.M. Abdominoplasty and abdominal wall rehabilitation: a comprehensive approach. NCBI, 2000. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10627012. Acessado em: 01/06/2017.
RETT, M. T. et al. Prevalência de diástase dos músculos reto abdominais no puerpério imediato: comparação entre primíparas e multíparas. Revista Brasileira de Fisioterapia, São Carlos, v. 13, n. 4, jul./ago, 2009.
PASCOL, A.G. et.al. Inter-rectus distance in postpartum women can be reduced by isometric contraction of the abdominal muscles: a preliminary case–control study. NCBI, 2014. p. 344–
Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24559692. Acessado em: 01/06/2017.
PITANGUI, A. C. R. et. al. Análise da confiabilidade e concordância dos métodos paquímetro e polpas digitais na mensuração da diástase do músculo reto abdominal. ABCS Health Sciences. v. 41, n. 3, 2016.
.Prevalência da diástase do músculo reto abdominal no puerpério imediato. ABCS Health Sciences. v. 16, n. 42, 2016.
SANTOS, M. C. C; FERREIRA. A. M. V; NAVARRO. F. A variação do IMC e do
percentual de gordura em mulheres na fase puerperal e suas correlações com o ganho de peso e a pratica de exercício físico durante a gestação. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, n. 2, p. 35-45, mar/abr, 2007.
SILVA, M. M. M. Análise morfométrica da diástase dos músculos retos do abdome no puerpério imediato. 2003. Dissertação (Mestrado em Anatomia Patológica) Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003.
SILVEIRA, M. L. et. al. The role of body image in prenatal and postpartum depression: a critical review of the literature. NCBI, 2015. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25895137. Acessado em: 01/06/2017.
TAVARES, M.C.G.C. Imagem Corporal: Conceito e Desenvolvimento. São Paulo: Manole, 2003.


