Estenose aórtica grave associada a demência vascular em paciente geriátrico, um relato de caso / Serious aortic stenosis associated with vascular dementia in a geriatric patient, a case report
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n6-422Keywords:
Estenose Aórtica, Lesão Valvar, Demência Vascular.Abstract
A estenose aórtica compõe a lesão valvar mais frequente encontrada em idosos sendo que sua incidência tende a aumentar nas próximas décadas devido ao processo de envelhecimento populacional. Seu processo de formação de se deve a calcificação das estruturas valvares, associadas ou não à fusão das válvulas da valva aórtica, acarretando em uma obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo. A evolução do processo de calcificação é lenta e os sintomas resultantes mais comuns são dor torácica, síncope e dispneia. Uma vez sintomáticos, os pacientes, principalmente os idosos, apresentam uma piora significativa em seu prognóstico após o início das primeiras manifestações clínicas. Por tais questões é importante a identificação precoce do surgimento de sintomas ou de disfunção ventricular, para melhor manejo e intervenção visando interromper a evolução natural da doença. M.S.B.M.P, feminino, 88 anos, natural de Porangaba/SP, católica. Deu entrada na Clínica Geriátrica Residencial em Sorocaba-SP, sendo relatado pelos cuidadores um quadro de declínio cognitivo com início há 15 dias da data de admissão. Informado também episódios frequentes de alterações comportamentais, com agressividade verbal e quedas frequentes devido instabilidade postural. Ao exame físico apresentava um sopro sitólico em região do foco aórtico com irradiação carotídea. Tinha como antecedentes mórbidos: diabetes mellitus, hipertensão arterial de longa data, hipotireoidismo, insuficiência coronariana e estenose aórtica. Ecocardiograma constatou área valvar de 0,9 cm² com progressivo declínio nos exame subsequentes, demonstrando áreas de 0,6 cm² e posteriormente 0,5 cm². Durante o período de acompanhamento, a paciente apresentou importante deterioração de seu quadro clinico e obteve ainda diagnóstico de demência vascular. O comprometimento demencial foi bastante significativo, somando-se ao quadro de angina e dispnéia que era constante. A estenose aórtica pode apresentar uma evolução com maior potencial de complicação quando associada a outras comorbidades, como no caso da demência vascular, além de evidenciar risco cirúrgico elevado ao paciente geriátrico. A análise individualizada dos casos é essencial para a conduta terapêutica, seja ela conservadora ou intervencionista.
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