A prática do contato pele a pele: uma observação participante / The practice of skin-to-skin contact: a participating observation

Authors

  • Ana Luiza Giacon da Silva
  • Flávia Aparecida Vaz Silva
  • Mateus Oliveira Marcelino
  • Quésia Nayrane Ferreira

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv4n6-338

Keywords:

Relações Mãe-Filho, Serviços de Saúde Materno-infantil, Salas de Parto, Assistência de Enfermagem.

Abstract

Objetivo: análise da prática do contato pele a pele em uma maternidade de referência em alto risco obstétrico. Métodos: estudo descritivo exploratório, observacional e qualitativo, realizado com parturientes. Utilizou-se de roteiro de observação e diário de campo, análise documental de prontuários, publicações normativas e protocolos do serviço. Feita análise descritiva e de conteúdo. Resultados: 97 horas de observação em 22 partos. O contato pele a pele imediato e ininterrupto aconteceu em nove partos, seis foram interrompidos, realizado tardiamente em dois. Em sete não aconteceu, sendo quatro deles cesáreas. No serviço, havia um documento sobre a prática, desatualizado. Houve influência de profissionais na prática e a ausência de orientações atrelada à rotina impossibilitou autonomia das puérperas nos cuidados ao recém-nascido. Considerações finais: contato pele a pele é recomendado, beneficia mãe-bebê. A enfermagem deve estar munida de conhecimentos para sua realização. Espera-se promoção de discussões para a implementação e qualificação desta prática.

References

Justino DCP, Lopes MS, Santos CDPS, Andrade FB. Avaliação Histórica das Políticas Públicas de Saúde Infantil no Brasil: revisão integrativa. Rev. Ciênc. Plur. 2019; 5(1):71-88. DOI:

https://doi.org/10.21680/2446-7286.2019v5n1ID17946.

Monteiro, BR. Fatores intervenientes no contato pele a pele entre mãe e bebê na

hora dourada. [Dissertação]. Natal, RN. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem; 2020. Disponível em

https://repositorio.ufrn.br/bitstream/123456789/28420/1/Fatoresintervenientescontato_Monteiro_2019.pdf.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida [recurso eletrônico] Brasília: Ministério da Saúde. 2016. [Acesso em 28 de jan de 2021]. Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf.

Campos PM, Gouveia HG, Strada JKR, Moraes BA. Contato pele a pele e aleitamento materno de recém-nascidos em um hospital universitário. Rev. gaúch. enferm. 2020; 41(esp):e20190154. DOI: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2020.20190154.

Kologeski TK, Strapasson MR, Schneider V, Renosto JM. Contato pele a pele do recém-nascido com sua mãe na perspectiva da equipe multiprofissional. Rev. enferm. UFPE on line., Recife, [acesso em 15 de fev de 2021] 2017 jan, 11(1):94-101. DOI: 10.5205/reuol.9978-88449-6-1101201712.

Saco MC, Coca KP, Abrão ACFV, Marcacine KO, Abuchaim ESV. Contato pele a pele e mamada precoce: fatores associados e influência no aleitamento materno exclusivo. Texto & contexto Enferm. [online]. 2019 [acesso em 03 de fev de 2021]; 28:e20180260. Disponível em

http://dx.doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2018-0260.

Karimi FZ, Sadeghi R, Maleki-Saghooni N, Khadivzadeh T. The effect the mother-infant skin to skin contact on sucess and duration of first breadsfeeding: A systematic review and meta-analysis. Taiwan. j. obstet. gynecol 58 (2019) 1-9. DOI: 10.1016/j.tjog.2018.11.002.

Santos LM, Silva JCR, Carvalho ESS, Carneiro AJS, Santana RCB, Fonseca MCC. Vivenciando o contato pele a pele com o recém-nascido no pós-parto como um ato mecânico. Rev. Bras. enferm. 2014 mar-abr; 67(2): 202-7. DOI 10.5935/0034-7167.20140026.

Jung SM, Rodrigues FA, Herber S. Contato pele a pele e aleitamento materno: Experiências de Puérperas. Rev. enferm. Cent.-Oeste Min. 2020;10:e3657. [acesso em 06 de mar de 2021]. DOI: http://doi.org/10.19175/recom.v10i0.3657.

Minayo MCS, Costa AP. Fundamentos Teóricos das Técnicas de Investigação Qualitativa. Rev. Lusofona de Educ., 40, 2018. [acesso em 01 de abr de 2021]. Disponível em https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/6439/3910.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Além da sobrevivência: práticas integradas de atenção ao parto, benéficas para a nutrição e a saúde de mães e crianças. Brasília: Ministério da Saúde. 2013. [acesso em 25 de jan de 2021]. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alem_sobrevivencia_praticas_integradas_atencao.pdf.

Cardoso PC, Sousa TM, Rocha DS, Menezes LRD, Santos LC. A saúde materno-infantil no contexto da pandemia de COVID-19: evidências, recomendações e desafios. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant. (Online), Recife, 21 (Supl. 1): S221-S228, fev., 2021. [acesso em 01 de abr de 2021]. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1806-9304202100S100011.

Moreira, SV. Análise documental como método e como técnica. In: Duarte J, Barros A. Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação. São Paulo: Atlas, 2005. p. 269-279.

Bardin, L. Análise de Conteúdo. 1ª edição. Lisboa: Edições 70; 2000.

World Health Organization. (‎2012)‎. Recommendations for management of common childhood conditions : evidence for technical update of pocket book recommendations : newborn conditions, dysentery, pneumonia, oxygen use and delivery, common causes of fever, severe acute malnutrition and supportive care. World Health Organization.[livro online]; 2014 [acesso em 27 de jan de 2021]. Disponível em https://apps.who.int/iris/handle/10665/44774.

Brasil. Portaria Nº 371, de 7 de maio de 2014. Institui diretrizes para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido (RN) no Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União Seção 1 Nº 86, quinta-feira, 8 de maio de 2014. [acesso em 24 de fev de 2021] Disponível em

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2014/prt0371_07_05_2014.html.

World Health Organization. (‎2017)‎. Guideline: protecting, promoting and supporting breastfeeding in facilities providing maternity and newborn services. World Health Organization. [livro online] 2017 [acesso em 29 de jan de 2021]. Disponível em https://apps.who.int/iris/handle/10665/259386.

World Health Organization. (‎2018)‎. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. World Health Organization. [livro online] 2018 [acesso em 05 de fev de 2021]. Disponível em https://apps.who.int/iris/handle/10665/260178.

Juliatto JBCV, Souza SK, Kunrath EB, Correia EC, Rocha YC, Mascarenhas CD. Implementação do contato pele a pele no centro obstétrico de uma maternidade da região metropolitana de Curitiba: relato de experiência. X Congresso Brasileiro de Enfermagem Obstétrica e Neonatal; 30 out – 02 nov 2019; Campo Grande (AL). Even; 2018. Disponível em:

https//www.even3.com.br/anais/cobeon/63035-IMPLEMENTACAO-DO-CONTATO-PELE-A-PELE-NO-CENTRO-OBSTETRICO-DE-UMA-MATERNIDADE-DA-REGIAO-METROPOLITANA-DE-CURITIBA.

Oliveira BS, Batista SG, Valcarenghi RV, Mattos ARS, Correia JBB, Hoffmann ACOS. Contato precoce pele a pele entre mãe e recém-nascido: contribuições da enfermagem em uma maternidade de São José/SC. REES. 2020 [acesso em 22 de fev de 2021] (revista online) volume 9, número 1, 2020. Disponível em http://revistaadmmade.estacio.br/index.php/saudesantacatarina.

Silva BAA, Braga LP. Fatores promotores do vínculo mãe-bebê no puerpério imediato hospitalar: uma revisão integrativa. Rev. SBPH. vol. 22 no. 1, Rio de Janeiro – Jan./Jun. – 2019. Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sciarttext&pid=S1516-08582019000100014.

Pinto MC, Silva LS, Souza EA. A importância dos registros de enfermagem no contexto avaliativo da auditoria. Arq. ciências saúde UNIPAR, v. 24, n. 3, p. 159-167, set./dez. 2020. [acesso em 31 de mar de 2021]. Disponível em: https://www.revistas.unipar.br/index.php/saude/article/view/6750/4006.

Abreu MQS, Duarte EDD, Dittz ES. O processo de construção do apego entre mãe e bebê pré-termo mediado pelo posicionamento canguru. Rev. enferm. Cent.-Oeste Min. 2020;10:e3955. [acesso em 04 de mar de 2021]. DOI: http://doi.org/10.19175/recom.v10i0.3955.

Braga GS, Oliveira CJ, Chaves EMC, Tavares ARBS. Conhecimento dos enfermeiros sobre as repercussões do contato pele a pele em sala de parto para amamentação. REAS [Internet]. 31out.2020 [acesso em 05 mar 2021];12(10):e4890. DOI: https://doi.org/10.25248/reas.e4890.2020.

Souza HLR, Fernandes FECV, Pereira RCLF, Melo RA. Compreensão da enfermagem sobre o contato pele a pele entre mãe/bebê na sala de parto. Rev. enferm. UFSM. 2020; vol.10 e93: 1-19. DOI:

https://doi.org/10.5902/2179769242729.

Published

12/15/2021

How to Cite

SILVA, A. L. G. da; SILVA, F. A. V.; MARCELINO, M. O.; FERREIRA, Q. N. A prática do contato pele a pele: uma observação participante / The practice of skin-to-skin contact: a participating observation. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 6, p. 27844–27863, 2021. DOI: 10.34119/bjhrv4n6-338. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/41329. Acesso em: 19 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers