Prevalência da violência doméstica durante a pandemia do COVID-19 no Município de Barreiras- Bahia, de 2019 a 2021 / Prevalence of domestic violence during the COVID-19 Pandemic in the Municipality of Barreiras-Bahia, From 2019 to 2021

Authors

  • Pamella Fernandes França das Graças
  • João Maurício Moreira Araújo
  • Larissa Paola Rodrigues Venâncio
  • Márcia Regina de Oliveira Pedroso

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv4n6-299

Keywords:

Violência doméstica. Pandemia do COVID 19. Isolamento social. Direitos Humanos. Saúde Pública. Quarentena COVID 19.

Abstract

A violência doméstica é um fenômeno antigo, sendo que a percepção das suas consequências à saúde do indivíduo e coletivo a tornou um problema de Saúde Pública. Com a Lei Maria da Penha, foi imposto ao Estado a elaboração e efetivação de políticas de proteção e medidas assistenciais à mulher agredida e a prevenção da violência. Destaca-se a importância do CRAM como local de auxílio psicológico, social e judicial às vítimas. E as DEAM’s são os lugares de preferência pelas vítimas para relatar as agressões. Com a pandemia do COVID 19, em 2020, e a urgência do isolamento social, notou-se o fenômeno de aumento da violência doméstica em todo o mundo, bem como no Brasil. Assim, fez-se necessário o estudo para detectar a situação desse problema em Barreiras-Ba. Objetivo: descrever a prevalência da violência doméstica durante o período de isolamento da pandemia do COVID 19 no município de Barreiras-Ba. Metodologia: trata-se de um estudo de corte transversal descritivo com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados na instituição CRAM e DEAM a partir de um questionário, composto de variáveis a identificar a violência sofrida. Os dados foram digitalizados no Excel e sua análise no programa BioEstat 5.3, por fim será avaliado foi realizado o teste T para analisar a relação entre a média dos casos e o teste qui-quadrado, com intervalo de confiança de 95% e nível de significância de 5%. Resultados e Discussão: no CRAM houve 228 denúncias de violência doméstica, enquanto na DEAM, no mesmo período, registrou-se 952 denúncias. Em ambas as instituições, a análise bilateral encontrou um p >0,05 indicando que não houve diferença entre os dois grupos pelo teste estatístico. Assim, apesar dos valores discrepantes, observa-se que não houve diferença na média de casos notificados entre os meses pesquisados. Percebe-se, a tendência entre as pesquisas dessa temática, corroborando a subnotificação. Conclusão: Apesar do n pequeno, a pesquisa permitiu obter relações estatisticamente significantes em algumas características da violência associadas à pandemia do COVID-19 em Barreiras. Por fim, essa pesquisa teve a finalidade de motivar discussões sobre o tema abordado e dados para estudos futuros acerca da violência doméstica.

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Published

12/10/2021

How to Cite

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