Prevalência de melanoma no Brasil no período de 2010 a 2017 / Prevalence of melanoma in Brazil from 2010 to 2017

Authors

  • Luiza Moreira Cunha
  • Amadeu Martins Moreira Gonçalves
  • Marilda Alves Moreira
  • Nicole Moreira Cunha

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv4n6-235

Keywords:

Câncer, Epidemiologia, Perfil em Saúde, Saúde Pública.

Abstract

O melanoma é um tipo de câncer originado nos melanócitos (células que produzem melanina), tendo maior frequência em adultos brancos. Consegue se desenvolver em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, em formato de pintas e/ou manchas e tem menor frequência em comparação com outros tipos de cânceres de pele, entretanto, apresenta maior índice de mortalidade e pior prognóstico. Quando o paciente é diagnosticado, exprime sentimentos de medo e apreensão, porém as chances de cura são de mais de 90%, quando houver uma descoberta precoce da patologia. Além disso, sua incidência teve importante aumento na última década. O melanoma é classificado em quatro tipo a partir da clínica e das suas características histológicas, o melanoma expansivo superficial é o mais comum, aparece no tronco dos homens e membros inferiores das mulheres, o que sugere que esta forma clínica esteja associada à exposição solar sazonal; o melanoma nodular, é o segundo mais comum, ocorre principalmente em pessoas acima dos 50 anos, duas vezes mais em homens que mulheres, se manifesta como lesões nodulares ou papulosas, elevadas, acastanhadas, negras ou azuladas e ocorrem ulcerações e sangramento com frequência; melanoma lentiginoso acral, ocorre nas regiões palmoplantares, extremidades digitais, mucosas e semimucosas, mais comum em não-caucaseanos, não tem predileção por sexo, e acontece predominantemente depois dos setenta anos de vida, nas extremidades digitais pode-se apresentar como lesão tumoral acastanhada subungueal, melanoníquia estriada, fragmentação longitudinal da lâmina ungueal, além de paroníquia crônica e persistente e é o tipo histológico mais agressivo dentre os melanomas; melanoma lentigo maligno, que corresponde a menos que cinco por cento dos casos, é mais comum em idosos, surge em área de fotoexposição crônica, apresenta-se como mancha acastanhada ou enegrecida, de limites nítidos e irregulares, alcançando vários centímetros de diâmetro, localizada normalmente na face e mãos. Objetivou-se identificar as consequências de um diagnóstico tardio para o melanoma. Foi realizado levantamento de estudos descritivos de melanoma no Brasil registrados no SINAN, datando de 01/01/2010 a 31/12/2017 com taxas de óbito de acordo com as regiões do Brasil, segundo o sexo, taxa de mortalidade por regiões segundo cor/raça e faixa etária de 2010 a 2017 com base nos registros do SINAN e IBGE. No Brasil, estima-se que existam 8.450 pessoas com a doença, sendo 4.250 mulheres e 4.200 homens. Em 2015, o número de mortes no Brasil era de 1.794 pessoas, sendo 782 mulheres e 1.012 homens. Se a doença for detectada precocemente, o câncer pode ser tratado com procedimentos cirúrgicos, as modalidades mais utilizadas são: cirurgia excisional que é a remoção do tumor com bisturi, o tecido retirado passa por análise para verificar se foram extraídas todas as células cancerígenas, já a cirurgia micrográfica de Mohs, retira-se o tumor com o bisturi e um fragmento de pele ao redor, este método é utilizado quando são tumores mal delimitados. Quando a doença é diagnosticada tardiamente, as lesões são mais profundas, muitas vezes não vistas pelos pacientes, assim, pode se espalhar gerando metástases, indo para a circulação sanguínea e se alojando nos órgãos. Na maioria dos casos, o câncer metastático não tem cura, mas o tratamento do melanoma em estágios avançados é a quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapia alvo. Com os avanços da medicina, há a possibilidade dos pacientes fazerem testes genéticos, que são capazes de determinar as mutações deste melanoma avançado, assim, melhorando a qualidade do tratamento utilizado para este indivíduo. Com base nos dados analisados, averigua-se que o maior registro se deu na região Sudeste para cor/raça Branca, seguida da região Sul. Analisando os períodos, sexo e regiões, evidencia-se um aumento nas taxas de mortalidade em ambos os sexos. Diante dos dados apresentados, ressalta-se que a população idosa é de maior vulnerabilidade em todas as regiões. Embora este tipo de câncer possui o pior prognóstico, muitos avanços da medicina foram benéficos para esta patologia, havendo um maior entendimento das mutações genéticas, que acarretam nos melanomas, proporcionaram uma sobrevida mais longa e maior qualidade de vida aos pacientes que obtiveram um diagnóstico tardio, já que anteriormente tinham um prognóstico extremamente reservado.

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Published

11/29/2021

How to Cite

CUNHA, L. M.; GONÇALVES, A. M. M.; MOREIRA, M. A.; CUNHA, N. M. Prevalência de melanoma no Brasil no período de 2010 a 2017 / Prevalence of melanoma in Brazil from 2010 to 2017. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 6, p. 26581–26585, 2021. DOI: 10.34119/bjhrv4n6-235. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/40332. Acesso em: 19 oct. 2026.

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Original Papers