Estratégia do parto humanizado em uma maternidade de referência do recife: indicadores de qualidade e desfechos/ Strategy of humanized birth in a reference maternity: quality and outcome indicator
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n6-231Keywords:
Parto humanizado, Indicadores de qualidade, Desfecho.Abstract
Introdução: A Organização Mundial de Saúde (OMS), enfatiza boas práticas de atenção ao parto e nascimento, baseadas em evidências científicas, ressaltando o parto como evento natural que não necessita de controle, mas sim de cuidados. Objetivo: Avaliar a atenção ao parto e nascimento e os desfechos da estratégia do parto humanizado de uma maternidade de referência do Recife. Método: Estudo observacional, transversal, com parturientes atendidas no Centro de Atenção a Mulher (CAM) do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), admitidas nos setores de Pré-Parto (PP) e Centro de Parto Normal (CPN), de maio a julho de 2019. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do IMIP com o CAAE nº:08912419.3.0000.5201 e o parecer nº3.257.241. Resultados: Verificou-se que 608 parturientes foram acompanhadas no CAM/IMIP, sendo (85,0%) no pré-parto e (15%) no CPN(73.7%) obtinham entre 19 e 35 anos. (61,0%) eram pardas/negras, (41,4%) provenientes da Região Metropolitana do Recife, (48,2%) tinham entre 09 e 12 anos de estudo e (67,3%) tinham relação estável. Quanto as características obstétricas, observa-se que (72,9%) encontravam-se entre a 37ª a 39ª semanas de gestação, (76,8%) realizaram pré-natal e (62,8%) já haviam vivenciado a gestação. Verificou-se que em relação as estratégias utilizadas durante o trabalho de parto, (100%) das parturientes foram estimuladas a liberdade de posição e a presença do acompanhante foi garantida a 93,6%. Observa-se ainda as práticas não farmacológicas de alívio da dor valorizadas pelos profissionais que atenderam essas parturientes: massagens (90,0%), exercícios respiratórios (85,5%), bola de bobath (83,9%) e o banho morno (69,4%). Conclusão: A inserção de práticas que não interferem na fisiologia do parto e que estão em consonância com o preconizado pela OMS, como o uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor, posições verticais, presença do acompanhante e práticas humanizadas de recepção ao recém- nascido, qualifica o cuidado prestado e valoriza o protagonismo da mulher.
References
ALMEIDA, Olivia Souza Castro; GAMA, Elisabete Rodrigues; BAHIANA, Patricia Moura. Humanização do parto: a atuação dos enfermeiros. Revista Enfermagem Contemporânea, v. 4, n. 1, 2015.
SANTOS, Rafaela Ayanne Alves; DE MELO, Mônica Cecília Pimentel; CRUZ, Daniel Dias. Trajetória de humanização do parto no Brasil a partir de uma revisão integrativa de literatura. Cadernos de Cultura e Ciência, v. 13, n. 2, p. 76-89, 2015.
DUARTE, Micheliana Rodrigues et al. Tecnologias do cuidado na enfermagem obstétrica: contribuição para o parto e nascimento. Rev Cogitare Enferm, v. 24, p. 54164, 2019.
DULFE, Paolla Amorim Malheiros et al. A assistência obstétrica ao parto e nascimento na percepção das mulheres. Rev. enferm. UFPE on line, p. 5402-5416, 2017.
GOMES, Liane Oliveira Souza et al. Práticas dos profissionais de enfermagem diante do parto humanizado. Revista de Enfermagem UFPE on line, v. 11, n. 6, p. 2576-2585, 2017.
GUIDA, Natasha Faria Barros et al. Conformidade das práticas assistenciais de enfermagem com as recomendações técnicas para o parto normal. Rev Rene, v. 18, n. 4, p. 543-550, 2017.
HANUM, Samira dos Passos. Estratégias não farmacológicas para o alívio da dor no trabalho de parto: efetividade sob a ótica da parturiente. Revista de Enfermagem UFPE on line, v. 11, n. 8, p. 3303-3309, 2017.
LEAL, Maria do Carmo et al. Avanços na assistência ao parto no Brasil: resultados preliminares de dois estudos avaliativos. Cadernos de Saúde Pública, v. 35, 2019.
LEHUGEUR, Danielle; STRAPASSON, Márcia Rejane; FRONZA, Edegar. Manejo não farmacológico de alívio da dor em partos assistidos por enfermeira obstétrica. Rev. Enferm. UFPE on line, p. 4929-4937, 2017.
LEITE, Maura Fernanda Ferreira da Silva et al. Promoção do aleitamento materno na primeira hora de vida do recém-nascido por profissionais da enfermagem. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 20, n. 2, 2016.
MAFETONI, R. R.; SHIMO, A. K. K. Non-pharmacological methods for pain relief during labor: integrative review. Rev Min Enferm, v. 18, n. 2, p. 513-20, 2014.
MEDEIROS, Renata Marien Knupp et al. Cuidados humanizados: a inserção de enfermeiras obstétricas em um hospital de ensino. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 69, p. 1091-1098, 2016.
NASCIMENTO, Raquel Ramos Pinto do et al. Escolha do tipo de parto: fatores relatados por puérperas. Revista gaucha de enfermagem, v. 36, p. 119-126, 2015.
POMPEU, Kelen da Costa et al. Prática da episiotomia no parto: desafios para a enfermagem. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro, v. 7, 2017.
POSSATI, Andrêssa Batista et al. Humanização do parto: significados e percepções de enfermeiras. Escola Anna Nery, v. 21, 2017.
RISCADO, Liana Carvalho; JANNOTTI, Claudia Bonan; BARBOSA, Regina Helena Simões. A decisão pela via de parto no Brasil: temas e tendências na produção da saúde coletiva. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 25, 2016.
SANTANA, Fernando Alves; LAHM, Janaína Verônica; DOS SANTOS, Reginaldo Passoni. Fatores que influenciam a gestante na escolha do tipo de parto. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, v. 17, n. 3, p. 123-127, 2015.
SANTOS, Ana Lívia Santana et al. O acompanhante no trabalho de parto sob a perspectiva da puérpera. Revista de Enfermagem da UFSM, v. 5, n. 3, p. 531-539, 2015.
SANTOS, Luciano Marques dos et al. Vivenciando o contato pele a pele com o recém-nascido no pós-parto como um ato mecânico. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 67, p. 202-207, 2014.
SCHILLER, Esther Ferreira. A relação entre perfis de parturientes e vias de parto no Brasil. 2015.
SILVA, Juliane Lima Pereira da et al. Fatores associados ao aleitamento materno na primeira hora de vida em um hospital amigo da criança. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 27, 2019.
SOUSA, Ana Maria Magalhães et al. Práticas na assistência ao parto em maternidades com inserção de enfermeiras obstétricas, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Escola Anna Nery, v. 20, p. 324-331, 2016.
TOSTES, Natalia Almeida; SEIDL, Eliane Maria Fleury. Expectativas de gestantes sobre o parto e suas percepções acerca da preparação para o parto. Trends in Psychology/Temas em Psicologia, v. 24, n. 2, p. 681-693, 2016.
VARGENS, Octavio Muniz da Costa; SILVA, Alexandra Celento Vasconcellos da; PROGIANTI, Jane Márcia. Contribuição de enfermeiras obstétricas para consolidação do parto humanizado em maternidades no Rio de Janeiro-Brasil. Escola Anna Nery, v. 21, 2017.
VIDAL, Ávila Teixeira; BARRETO, Jorge Otávio Maia; RATTNER, Daphne. Barreiras à implementação de recomendações ao parto normal no Brasil: a perspectiva das mulheres. Revista Panamericana de Salud Pública, v. 44, 2020


