Espiritualidade e estratégias de coping religioso em um paciente com Esclerose Lateral Amiotrófica – Um relato de caso / Spirituality and Religious Coping Strategies in a Patient with Amyotrophic Lateral Sclerosis - A Case Report
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-325Keywords:
Coping Religioso, Esclerose Lateral Amiotrófica, Psicologia.Abstract
Pesquisas consideráveis propuseram que o Coping Religioso é um dos mecanismos mais influentes nos resultados de saúde mental e há evidências de que ele também pode afetar o estado de saúde física. O Coping Religioso pode ser definido como um processo pelo qual os indivíduos tentam gerenciar a discrepância percebida entre as demandas e os recursos que avaliam em uma situação estressante. Esta é uma das áreas mais interessantes do trabalho empírico sobre a conexão entre psicologia e religião. Vários estudos demonstraram que estratégias de coping influenciam a qualidade de vida em pacientes com doenças neurológicas dentre elas a Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença incapacitante para a qual ainda não existe cura. Os objetivos deste estudo foram coletar memórias, eventos e emoções sobre questões significativas relacionadas às mudanças de prática espiritual de um homem diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, os conflitos enfrentados pelo desenvolvimento da doença e como a religião tem servido como instrumento de coping. Este trabalho seguiu o modelo de entrevista narrativa com foco sobre um único indivíduo, adventista do sétimo dia, portador de Esclerose Lateral Amiotrófica. A narrativa foi coletada a partir da análise documental e de uma série de entrevistas semiestruturadas com o participante. Ao final da análise dos dados, foi possível perceber que a prática religiosa tem mantido de alguma forma o entrevistado ativo e preservado seu senso de pertencimento e utilidade. Através da leitura da Bíblia ele também tem encontrado consolo para suas angústias e subsídios para permanecer emocionalmente equilibrado. Diante disso, é possível perceber que a espiritualidade, as práticas religiosas e as estratégias de coping são relevantes e merecem ser incentivadas inclusive por profissionais de saúde.
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