Laceração esplênica grau IV AAST / Grade IV AAST splenic laceration
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-243Keywords:
Keywords, Abdominal trauma, splenic laceration, AASTAbstract
Introdução: Em vítimas de trauma abdominal fechado o baço é o órgão mais frequentemente comprometido (40-55%), o mais suscetível a lesões graves e, por ser intensamente vascularizado, pode manter o paciente instável hemodinamicamente, sendo associado com significante morbidade e mortalidade Apresentação do caso: MCRM, sexo feminino, 19 anos de idade, admitida no Hospital Universitário Risoleta Tolentino Neves (UFMG) após queda de escada, queixando dor abdominal. Negou comorbidades e uso de medicamentos. Apresentava-se hemodinamicamente estável, com sons respiratórios diminuídos em bases pulmonares. Discussão: O tratamento quase exclusivo no passado se resumia à laparotomia e esplenectomia. Porém, práticas menos invasivas passaram a ser mais recomendadas com o tempo. Assim, o tratamento padrão-ouro para o trauma esplênico atualmente é o não operatório Conclusão: A principal causa de falha do tratamento é a hemorragia cuja incidência aumenta com o grau da lesão. Nem todos os autores recomendam indiscriminadamente o tratamento conservador para as lesões grau IV (AAST) onde a incidência de hemorragia varia de 33% a 45%. Ficando reservado o tratamento cirúrgico por via laparotômica para as lesões grau IV e V (AAST)
References
Assef JC, Perlingeiro JAG, Parreira JG, et al. Emergências cirúrgicas traumáticas e não traumáticas: condutas e algoritmos. São Paulo: Atheneu; 2012.
Brady, R.R. et al (2007) Splenic Trauma in Scotland: Demographics and Outcomes. World J Surg 31:2111-2116.
Branco, BC et al, editor. Tratamento não operatório do trauma de baço grave. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 2013. p. 246-250.
Cardoso DL, et al. Should splenic autotransplantation be considered after total splenectomy due to trauma? Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, 2018.
Feola, A. et al (2016) Iatrogenic splenic injury: review of the literature and medico-legal issues. Open Med 11(1):307-315.
Guedes ARM. Lesões traumáticas de órgãos sólidos abdominais – tratamento ontem e hoje [dissertação]. Porto: Faculdade de Medicina Universidade do Porto; 2010.
Junior, G.A.P et al (2007) Tratamento não operatório do trauma de vísceras abdominais parenquimatosas. Medicina, Ribeirão Preto. 40(4):538-50.
Oliveira JC, Ferreira MA, Sant’Ana PC, Ribeiro RL, Sa RA, Taboada RG et al, Tratamento conservador do trauma esplênico: relato de caso e revisão da literatura. Revista Médica de Minas Gerais. 2010; 20(2 Supl 1): S145-S148.
Peitzman AB, Heil B, Rivera L, Federle MB, Harbrecht BG, Clancy KD et al, Blunt splenic injury in adults: Multi-institutional Study of the Eastern Association for the Surgery of Trauma. J Trauma. 2000 Aug;49(2):177-87; discussion 187-9.
Velmahos GC, Chan LS, Kamel E, Murray JA, Yassa N, Kahaku D, Berne TV, Demetriades D. Nonoperative management of splenic injuries: have we gone too far? Arch Surg. 2000 Jun;135(6):674-9.
von Bahten LC, NicoluzziJE, Olandoski M, Pantanali CAR, Silva RFKC. Trauma abdominal fechado: análise dos pacientes vítimas de trauma esplênico em um hospital universitário de Curitiba. Rev Col Bras Cir. [periódico na Internet] 2006 Nov-Dez; 33(6).
Watson GA, Rosengart MR, Zenati MS, Tsung A, Forsythe RM, Peitzman AB, Harbrecht BG. Nonoperative management of severe blunt splenic injury: are we getting better? J Trauma. 2006 Nov;61(5):1113-8.
Williamson, J.M.L. (2015) Splenic injury: diagnosis and management. British Journal of Hospital Medicine 76(4).


