O processo de luto dos médicos e a busca por ajuda psicológica / The doctors' grief process and the search for psychological help
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-146Keywords:
morte, luto, ajuda psicológica, psicologia hospitalar.Abstract
Introdução: O contato diário dos médicos com pacientes em situações de finitude e morte pode gerar a condição de luto por parte desses profissionais. Com isto, percebe-se a importância de investigar se os médicos identificam o luto perante a morte de seus pacientes e procuram ajuda psicológica para superar essas perdas. Tema: O processo de luto dos médicos perante a morte de pacientes por eles tratados e a busca por ajuda psicológica para superar essas perdas. Objetivo: Investigar se há percepção do processo de luto em médicos frente à morte de pacientes por eles tratados, bem como investigar se existe a busca por ajuda psicológica. Método: Pesquisa de abordagem qualitativa, para a coleta dos dados utilizou-se o método bola de neve, os contatos com os médicos foram feitos pelas redes sociais através do Formulário Google, devido à pandemia do coronavírus. Os procedimentos de análise de dados foram feitos através da Análise de Conteúdos da Bardin. Resultados: Dezoito médicos aderiram à pesquisa, foi perceptível que independente de sexo, idade e tempo de profissão, os médicos sentem, angústia, medo e tristeza diante da morte de seus pacientes, podendo tratar como profissionalismo, mas a tristeza está presente. Todos os médicos que perderam pacientes na semana que responderam a pesquisa sentiram-se enlutados e identificaram esse sentimento. A maioria percebeu a necessidade de suporte psicológico após a perda de pacientes, mas ninguém procurou. A maioria gostaria de ter um espaço para falar de morte no seu locar de trabalho. Conclusão: Área de grande expansão.
References
ANDERY, A. C. R., et al. A vivência do luto de psicólogos dentro das instituições. Revista SBPH. Rio de Janeiro, v. 23 n. 1, Jan./Jun. 2020.
AZEREDO, N. S. D., et al. O enfrentamento da morte e do morrer na formação acadêmica de medicina. Revista Brasileira de Educação Médica, Rio de Janeiro, v. 35, n.1, p. 37-43, Jan./Mar. 2011.
BONI, V.; QUARESMA, S. J, Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais. Revista eletrônica dos pós-graduandos em sociologia política da UFSC, v.2, n.1 (3), p. 68-80, Jan./Jul. 2005.
CÂMARA, R. H. Análise de conteúdo: da teoria à prática em pesquisas sociais aplicadas às organizações. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, 6 (2), p. 179-191, Jul./Dez. 2013.
CASELLATO, G. O resgate da empatia: suporte psicológico ao luto não reconhecido. São Paulo: Summus editorial, 2015.
COMINATO, D. S.; QUEIROZ, M. de Z. Morte: uma visão psicossocial. Estudos de Psicologia, Natal, v.11, n.2, p. 209-2016, Maio/Ago. 2006.
CRESWELL, J. W.; PLANO CLARK, V. L. Designing and conducting mixed methods research. 2nd. Los Angeles: SAGE Publications, 2011.
CRESWELL, J. W.; CLARK, V. L. P. Métodos de Pesquisa: Pesquisa de métodos mistos. São Paulo: Penso, 2013.
FRANCO, M. H. P. Luto é um processo. [Entrevista concedida a] João Vitor Santos. IHU On-line. São Leopoldo/RS, n. 496, 31 out. 2016.
GAMA. M. G. M. Tese de doutorado. O luto profissional nos enfermeiros, Universidade Católica Portuguesa, p.57-78, Jan.2013. Disponível em:: <https://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/13973/1/Tese%20doutoramento_Georgeana%20Gama.pdf>. Acesso em: 15 de abril de 2020.
GORAYEB, R.; GUERRELHAS, F. Sistematização da prática psicológica em ambientes médicos. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitivo. v.V, n.1, 2003.
KOVÁCS, M. J. Sofrimento da equipe de saúde no contexto hospitalar: cuidando do cuidador profissional. O Mundo da Saúde, São Paulo, v.34, n.4, p. 420-429, 2010.
MAGALHÃES, M. V.; MELO, S. C. de A. Morte e luto: o sofrimento do profissional da saúde. Psicologia e Saúde em Debate, v.1, n.1, p. 66-67, Abr. 2015.
MARQUES, A. F. B. C. Luto nos Médicos. Tese (Mestrado) – Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Lisboa. p. 158. 2018.
MARTA, G. N., et al. O estudante de medicina e o médico recém-formado frente à morte e ao morrer. Revista Brasileira de Educação Médica, São Paulo, v.3, n.33, p. 416-427, 2009.
MEDEIROS, L. A., et al. A dificuldade de falar sobre morte no hospital. SBPH. Rio de Janeiro, v.14, n.2, Jul./Dez. 2011.
MENDES, C. M. A pesquisa on-line: potencialidades da pesquisa qualitativa no ambiente virtual. Revista Digital Hipertextus, n.2, Jan.2009.
MENEZES, R. A. Profissionais da saúde e a morte: emoções e formas de gestão. Teoria & Sociedade, Rio de Janeiro, Jan. 2005.
NEVEZ, J. L. Pesquisa qualitativa – características, uso e possibilidades. Caderno de pesquisas em administração, São Paulo, v.1, n.3, 1996.
ORTIZ, C. C. L., et al. As contribuições da psicologia junto à equipe de saúde diante da morte, luto e perdas de seus pacientes. Saúde em Redes, v.2, n.3, p. 273-280, 2016.
PARKES, C. M. Luto: estudos sobre a perda na vida adulta. São Paulo: Summus, 1998.
PARKES, C. M. Amor e perda: as raízes do luto e suas complicações. São Paulo: Summus, 2009.
PAZIN-FILHO, A. Morte. Medicina (Ribeirão Preto), v.38, n.1, p. 20-25, 30 Mar. 2005.
RAMOS, V. A. B. O processo de luto. O portal dos psicólogos, 2016. Disponível em <https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1021.pdf>. Acesso em: 23 de maio de 2020.
SILVA, G. R. F., et al. Entrevista como técnica de pesquisa qualitativa. Online Brazilian Journal of Nursing, Rio de Janeiro, v. 5, n. 2, p. 246-257, Jan. 2006.
SPERONI, A. V. O lugar da psicologia no hospital geral. Revista SBPH, Rio de Janeiro, v.9, n.2, p.83-97, Dez. 2006.
TAMADA, J. K. T., et al. Relatos de médicos sobre a experiência do processo de morrer e a morte de seus pacientes. Revista Medicina, São Paulo, v.96, n.2, p. 81-87, Abr./Jun. 2017.
TONETTO, A. M.; GOMES, W. B. A prática do psicólogo hospitalar em equipe multidisciplinar. Estudos de psicologia, Campinas, v.24, n.1, p. 89-98, Jan./Mar. 2007.


