Hérnia diafragmática congênita: Um relato de caso / Congenital diaphragmatic hernia: A case report
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n5-007Keywords:
hérnia diafragmática, hérnia congênita, cirurgia geral.Abstract
Objetivo: Esse trabalho tem como objetivo relatar o caso de uma paciente de 75 anos portadora de hérnia diafragmática congênita diagnosticada e tratada no serviço de Cirurgia Geral do Hospital e Maternidade São José e mostrar sua evolução até o momento. Relato de Caso: Paciente feminina, 75 anos, foi admitida em unidade hospitalar de Pronto-socorro na cidade de Colatina (ES), com queixa principal de dispneia importante e considerável esforço respiratório com progressão de sintomas há dois meses. Á anamnese, a mesma referia dor epigástrica após alimentação e vários episódios de vômitos com aspecto turvo. Nega cirurgias prévias, tabagismo e etilismo, mas relata história patológica de hipertensão arterial sistêmica. Ao exame físico, a paciente estava em regular estado geral, lúcida e orientada em tempo e espaço, acianótica, anictérica e hipocorada. Em ausculta pulmonar apresentava murmúrio vesicular diminuído, frequência respiratória de 26 irpm, taquipneica e saturando 88% em ar ambiente. Ausculta cardíaca sem alterações relevantes, frequência cardíaca de 110 bpm, PA de 150/90 mmHg. Abdome apresentava-se flácido, globoso, sem massas ou visceromegalias e doloroso a palpação profunda. A tomografia computadorizada evidenciou volumosa hérnia diafragmática esquerda com sinais de rotação gastroduodenal e deslocamento superior da câmara gástrica. Apresentando calcificações ateromatosas aorto ilíacas. Foi realizada endoscopia digestiva alta, que revelou esofagite de estase erosiva grau D de Los Angeles, com estômago e duodeno muito prejudicados devido a presença da estase gástrica. Assim, foi realizado procedimento corretivo tanto por via torácica quanto por via abdominal. A cirurgia foi feita com anestesia geral e incisão intercostal à esquerda e abertura até a cavidade torácica, seguida de abertura do saco herniário. A lesão em diafragma foi corrigida em suturas contínuas com polipropileno monofilamentar em chuleio simples, seguida de drenagem fechada de tórax à esquerda. Ao pós-operatório imediato em UTI, a paciente apresentou complicações como pneumonia broncoaspirativa e injúria renal aguda, em que ambos os quadros foram revertidos posteriormente, apresentando evolução satisfatória. Desde a cirurgia, a paciente mantém seguimento regular, sem queixas de dor no local da ferida operatória.
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