Perfil epidemiológico e clínico da Hanseníase no estado do Maranhão no período de 2008 a 2017/ Epidemiologic profile and Leprosy clinic in the state of the Maranhão in the period from 2008 to 2017

Authors

  • Joyce Resende dos Santos Gonçalves
  • Francisca Leilisvânia Souza Albuquerque
  • Letícia Chaves Véras do Rosário
  • Matheus Neves Araujo
  • Samyr Jorge Barbieri Waquim
  • Tatiana Cristina Fonseca Soares de Santana
  • Joicy Cortez de Sá Sousa
  • Mylena Andréa Oliveira Torres

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv4n4-207

Keywords:

Hanseníase, Perfil clínico-epidemiológico, Saúde pública.

Abstract

INTRODUÇÃO: A Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa de evolução crônica e curável, causada pelo Mycobacterium leprae, o qual possui alto poder infectante e baixo poder patogênico. Atualmente, o Brasil é o segundo país no mundo em números absoluto de casos de hanseníase. OBJETIVO: Em virtude da alta prevalência no país, o objetivo do estudo foi analisar o perfil clínico-epidemiológico de pacientes portadores de hanseníase no estado do Maranhão no período de 2008 a 2017. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, quantitativo, descritivo, tendo como base de estudo as notificações dos casos de hanseníase, no estado do Maranhão, no período de 2008 a 2017, na qual foram utilizados dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde (MS). RESULTADOS E DISCUSSÃO: No período de 2008 a 2017 foram notificados 36.264 casos de hanseníase no estado do Maranhão, com predomínio no sexo masculino (56.82%), na faixa etária de 30 a 39 anos (17.2%). Maior ocorrência de casos multibacilares, identificada em (68.6%) referente à classe operacional diagnóstica e (69.23%) referente à classe operacional atual. Sendo a forma clínica dimorfa a mais frequente (46.69%). No que se refere ao grau de incapacidade física no diagnóstico, a maior parte dos pacientes apresentou grau 0 de incapacidade (61.94% referente a avaliação diagnóstica e 78.89% a avaliação cura). Nas lesões cutâneas, a maior parte dos pacientes apresentaram 2 a 5 lesões (33.84%). Quanto aos nervos afetados predominou zero (94.60%). CONCLUSÃO: A hanseníase é tida como um problema de saúde pública, pois se não diagnosticada e tratada precocemente, pode levar a comprometimentos físicos (deformidades e incapacidades) e sociais, originados do medo, preconceito e estigma envolvendo o desconhecimento acerca do contágio, prevenção, sinais e tratamento desta doença. Considerando a relevância epidemiológica da prevalência de hanseníase é recomendável que se intensifiquem ações de acompanhamento, promovendo práticas educativas na área da saúde sobre aspectos etiológicos da doença, para esclarecimento e conscientização mais ampla.

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Published

08/11/2021

How to Cite

GONÇALVES, J. R. dos S.; ALBUQUERQUE, F. L. S.; ROSÁRIO, L. C. V. do; ARAUJO, M. N.; WAQUIM, S. J. B.; SANTANA, T. C. F. S. de; SOUSA, J. C. de S.; TORRES, M. A. O. Perfil epidemiológico e clínico da Hanseníase no estado do Maranhão no período de 2008 a 2017/ Epidemiologic profile and Leprosy clinic in the state of the Maranhão in the period from 2008 to 2017. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 4, p. 14015–17027, 2021. DOI: 10.34119/bjhrv4n4-207. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/34253. Acesso em: 19 oct. 2026.

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Original Papers