Retalho sural reverso: uma revisão de literatura / Reverse sural flap: a literature review
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n3-257Keywords:
Retalho cirúrgico, Cirurgia plástica reconstrutora, Nervo Sural.Abstract
As lesões de partes moles do terço inferior da perna e de estruturas distais a ela são verdadeiros desafios à cirurgia plástica reconstrutora. O fino tecido subcutâneo dessa região, assim como sua pobre vascularização, baixa elasticidade cutânea e presença de proeminências ósseas limitam as possibilidades de retalhos nessa área. Neste cenário, o retalho sural reverso se destaca como uma efetiva possibilidade de reparo.
Foi realizada uma revisão bibliográfica integrativa nas línguas inglesa e portuguesa por meio das bases de dados UpToDate, Scielo e PubMed, incluindo artigos publicados entre os anos de 2012 e 2021. Foi observado que a microcirurgia reparadora é a primeira opção para a cobertura cutânea da extremidade distal da perna e estruturas inferiores a ela, porém se restringe aos centros especializados, devido a sua dificuldade técnica. Dessa forma, o retalho sural de fluxo reverso se torna a principal alternativa para reparo dessas áreas. Possui como maior vantagem a facilidade do procedimento, o que garante maior segurança em pacientes idosos ou com comorbidades, já que exige reduzido tempo cirúrgico. Além disso, a técnica permite um amplo arco de rotação e pouca morbidade da área doadora. Apesar de serem descritos na literatura os riscos de necrose parcial e total, congestão venosa e hipoestesia lateral do pé, estes são eventos pouco frequentes nos dias de hoje, quando a técnica operatória é adequada. Com a evolução do procedimento, dentre as alterações que foram sendo introduzidas à técnica original, chama-se a atenção para a dissecção de borda fasciossubcutânea excedendo a porção cutânea do retalho e preservação de faixa de pele sobre o pedículo, o que ajudou a reduzir a incidência de complicações. Conclui-se que o reparo sural reverso é uma ótima opção para a reconstrução de lesões extensas na região distal dos membros inferiores, especialmente quando não se dispõe de equipe treinada em microcirurgia.
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