Incidência de dor e impacto na qualidade de vida de pessoas com deficiência visual praticantes de goalball / Incidence of pain and impact on the quality of life of visually impaired goalball players
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n3-061Keywords:
Deficiência Visual, Goalball, Dor, Qualidade de Vida.Abstract
Objetivo: O objetivo do estudo foi analisar a prevalência de dor e o impacto na qualidade de vida de pessoas praticantes de goalball. Método: As coletas foram realizadas com atletas de goalball durante os campeonatos regionais organizado pela Confederação Brasileira de Desporto para Deficientes Visuais. Ao total foram entrevistados 55 atletas do sexo masculino e 26 do sexo femininos, que responderam ao Questionário de Dor de Mcgill, Inventário de Dor de Winconsin e Questionário NEI-VFQ-25, utilizado para verificar a qualidade de vida de pessoas com problemas na visão. Os dados foram tratados por meio de frequência de respostas e teste qui-quadrado, com significância p< 0,05. Resultados: Todos os atletas pesquisados indicaram sentir algum tipo de dor, sendo que 60,5% relataram sentir dor na coluna lombar. Outro segmento com bastante destaque foi a região do joelho, com 45,7% dos atletas queixando-se deste segmento. No inventário de dor de Winconsin, 66,7% dos atletas informaram que a dor de uma forma geral aparece no seu dia-a-dia. A prática esportiva é o item que mais aparece quando se questiona sobre a interferência da dor, com 53,1% relatando interferência negativa. No questionário sobre qualidade de vida, os atletas apresentam uma percepção positiva, tendo as questões visuais os piores índices, mas com bons níveis para saúde mental e atividades sociais. Conclusão: Percebe-se que a dor faz parte da rotina do atleta de goalball e o trabalho de uma equipe multidisciplinar é essencial para aperfeiçoar o treinamento do atleta, amenizando essas dores e consequentemente melhorando seu desempenho e qualidade de vida.
References
AMORIM, M. et al. Goalball: uma modalidade desportiva de competição. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, Porto, vol.0, n.1, jul./dez. 2010.
COWEE, K.; SIMON, J. E. A history of previous severe injury and health-related quality of life among former collegiate athletes. Journal of athletic training, 54(1), 64-69, 2019
FERREIRA, F. A.; BUSSMANN, A. J. C.; GREGUOL, M. Incidência de lesões em atletas de basquetebol em cadeira de rodas. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v.24, n.2, p. 134-140, 2014.
INTERNATIONAL BLIND SPORTS FEDERATION - IBSA. Disponível em: <https://www.ibsasport.org/sports/goalball/>. Acesso em: 05 fev. 2021
INTERNATIONAL BLIND SPORTS FEDERATION - IBSA. Disponível em: <https://goalball.sport/results-and-rankings/world-rankings/>. Acesso em: 10 dez. 2020
INTERNATIONAL PARALYMPIC COMMITTEE – IPC. Disponível em: <http://www.paralympic.org/>. Acesso em: 05 fev. 2021.
KIRWAN, C.; LANIGAN, B.; O’KEEFE, M. Vision-related quality of life assessment using the NEI-VFQ-25 in adolescents and young adults with a history of congenital cataract. Journal of pediatric ophthalmology and strabismus, v.49, n.1, p. 26-31, 2012.
MAGNO E SILVA, M. P. Lesões esportivas em atletas com deficiência visual. 2010. 105f. Dissertação de Mestrado - Faculdade de Educação Física. Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2010.
MELLO, P. R.; ROMA, A. C.; MORAES JÚNIOR, H. V. Análise da qualidade de vida de portadores de uveítes de causas infecciosas e não infecciosas pelo questionário NEI-VFQ-25. Arq Bras Oftalmol. 71(6): p.847-54, 2008.
MERSKEY, H.; BOGDUK, N. Classification of chronic pain, IASP Task Force on Taxonomy. Seattle, WA: International Association for the Study of Pain Press, 1994. Disponivel em: <https://www.iasp-pain.org/files/Content/ContentFolders/Publications2 /FreeBooks/Classification-of-Chronic-Pain.pdf>Acesso em: 15 out. 2020.
MUSTER, M. A.; ALMEIDA J. J. G. Atividade Física e Deficiência Visual. In, GREGUOL, M. COSTA R. F (ORG.). Atividade física adaptada. Qualidade de vida para pessoas com necessidades especiais. Barueri, Manole, 2019.
NAHAS, M. V. Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida: Conceitos e Sugestões para um Estilo de Vida Ativo. 7 ed. Florianópolis: do autor, 2017.
OLIVEIRA, R. Lesões nos Jovens Atletas: conhecimento dos factores de risco para melhor prevenir. Revista portuguesa de fisioterapia no desporto, v.13, p. 33-8, 2007.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE - OMS. Cuidados inovadores para condições crônicas: componentes estruturais de ação: relatório mundial Genebra: OMS; 2002. Disponível em: <https://www.who.int/chp/knowledge/publications/icccportuguese.pdf>. Acesso em: 01 abr 2021.
PIMENTA, C.; TEIXEIRA, M. Questionário de dor de McGill: proposta de adaptação para a língua portuguesa. Revista Brasileira de Anestesiologia,1997.
RUBIO, K.; MOREIRA, F. G.; RABELO, I. Percepção do esforço e da dor pelos atletas de Multiathlon. Rev. dor, v.11, n.1, 2010.
SCHERER, R. L. Qualidade de vida de adultos com deficiência visual da Grande Florianópolis. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Florianópolis, 2012.
SCHERER, R. L.; KARASIAK, F. C.; BORGATTO, A.F. Fatores associados à atividade física na deficiência visual. Educación Física y Ciencia, v. 20, n. 4, p. e064, 2018.
SOUZA K. M.; BORGES M. A. O.; LIMA B. L. P.; LIMA V. P. Percepção de dor em pilotos de motocross amadores. RBPFEX-Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 13, n. 85, p. 961-965, 2019.
SULLIVAN K.; SULLIVAN P. B.; GABBETT T. J. Pain and fatigue in sport: are they so different? Br J Sport Med Mon. ;52(9):555–6, 2018.


