Caracterização epidemiológica da mortalidade materna no estado do amazonas/ Epidemiological characterization of maternal mortality in amazon state
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n3-032Keywords:
Mortalidade Materna, Assistência à Saúde, Epidemiologia, Obstetrícia.Abstract
O elevado número de morte materna demonstra uma das mais graves transgressões aos direitos humanos das mulheres. Valores da mortalidade materna são altos no Brasil, sendo maior do que em países desenvolvidos. O objetivo deste estudo foi caracterizar os óbitos maternos no Amazonas, identificando as principais causas e verificando sua distribuição sociodemográfica. Estudo descritivo, epidemiológico, realizado em Manaus-AM, no ano de 2020, utilizando dados do Departamento de Informática do Sistema Único (DATASUS). Foram identificados 293 óbitos maternos no Amazonas. Cerca de 40,27 (n=118) das mulheres encontravam-se na faixa etária de 20 a 29 anos, 71,67% (n=210) eram da raça parda, 39,25% (n=115) possuíam 8 a 11 anos de escolaridade, 60,75% (n=178) eram solteiras e 53,24% (n=156) eram provenientes do interior do estado. O Amazonas apresenta as mais altas taxas de mortalidade materna em comparação a outros estados, o estudo tem potencial para contribuir com evidencias para a melhoria da assistência.
References
WHO. Maternal mortality: level and trends 2000 to 2017 [Internet]. Sexual and Reproductive Health. 2019. 12 p. Available at: https://www.who.int/reproductivehealth/publications/maternal-mortality-2000-2017/en/
Sombrio SN, Simões PW, Medeiros LR, Silva FR, Silva BR, Rosa MI da, et al. Razão de mortalidade materna na região sul do Brasil no período de 1996 a 2005. Acm [Internet]. 2011;40(3):56–62. Available at: http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/880.pdf
Dias JMG, Oliveira APS de, Cipolotti R, Monteiro BKSM, Pereira R de O. Maternal mortality. Rev Médica Minas Gerais [Internet]. 2015; 25(2): 173–9. Available at: http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/1771
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Manual dos Comitês de Mortalidade Materna. 2a ed. Brasília; 2007
Silva, BG, Lima NP, Silva SG, Antúnez SF et al. Mortalidade materna no Brasil no período de 2001 a 2012: tendência temporal e diferenças regionais. Revista Brasileira de Epidemiologia [Internet]. 2016; 19(3): 484-493. Disponível em https://doi.org/10.1590/1980-5497201600030002
De Lima, THB, Amorim, MM, Buainain Kassar, S. et al. Determinantes do near miss materno em uma maternidade para gestação de alto risco no nordeste do Brasil: um estudo prospectivo. BMC Pregnancy Childbirth 19 [Internet]. 2019, 271. Disponível em: https://bmcpregnancychildbirth.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12884-019-2381-9#citeas
BRASIL. Ministério da Saúde. Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento Nascer no Brasil. Sumário Executivo Temático Nascer no Brasil, 2014.
Leal MC, Gama SGN. Nascer no Brasil. Cad. Saúde Pública [Internet]. 2014 ; 30( Suppl 1 ): S5-S5. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300001&lng=en.
Rosendo TMSS, Roncalli AG. Near miss materno e iniquidades em saúde: análise de determinantes contextuais no Rio Grande do Norte, Brasil. Ciênc. saúde coletiva [Internet]. 2016 Jan [citado 2020 Nov 01] ; 21( 1 ): 191-201. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232016000100191&lng=pt.
Felipe ACC, Ansaloni LVS, Martins MV, Sousa MJ, Oliveira RA. Fatores Assistenciais Que Influenciam Nos Altos Índices De Mortalidade Materna Por Hemorragia Puerperal. REVISA. 2020; 9(3): 551- 62. Doi: https://doi.org/10.36239/revisa.v9.n3.p551a562.
Pfitscher, LC, Cecatti, JG, Haddad, SM, Parpinelli, MA, Souza, JP, Quintana, SM, Surita, FG, Costa, ML e (2016), O papel da infecção e sepse na Rede Brasileira de Vigilância de Graves Morbidade Materna. Trop Med Int Health, 21: 183-193. doi: 10.1111 / tmi.12633.
Bartsch E, Medcalf KE, Park AL, Ray JG; High Risk of Pre-eclampsia Identification Group. Clinical risk factors for pre-eclampsia determined in early pregnancy: systematic review and meta-analysis of large cohort studies. BMJ. 2016 Apr 19;353:i1753. doi: 10.1136/bmj.i1753.
Lima DR, Ribeiro CL, Garzon AMM, Henriques TRP, Souza KV de. Análise dos fatores intervenientes da mortalidade materna. Enferm Obs [Internet]. 2016;3:e25. Disponivel em: http://www.enfo.com.br/ojs/index.php/EnfObst/article/view/25.
Freitas GL de. Discutindo a política de atenção à saúde da mulher no contexto da promoção da saúde. Rev. Eletr. Enferm. [Internet]. 1º de junho de 2017 [citado 1º de novembro de 2020];11(2). Disponível em: https://revistas.ufg.br/fen/article/view/47053
Maria H, Claudia M, Aparcida V, Magalhães R. Assistência Pré-Natal E Políticas Públicas De Saúde Da Mulher. Rev Bras Promoção Saúde. [Internet] 2014;28:140–8. Disponivel em: < https://periodicos.unifor.br/RBPS/article/view/2864/pdf>.
Leal MC, Bittencourt SA, Esteves-Pereira AP et al. Avanços na assistência ao parto no Brasil: resultados preliminares de dois estudos avaliativos. Cad. Saúde Pública [Internet]. 35(7): e00223018. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2019000905002&lng=en.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida [recurso eletrônico] – Brasília, 2017
BRASIL. Portaria Nº 1.459, de 24 de junho de 2011, institui no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS - a Rede Cegonha. Brasília: Diário Oficial da União. 2011
Brasil. Portaria nº 569, de 1º de junho de 2000, republicada por ter saído com incorreção do original, no DOU nº 110-E, de 8 de junho de 2000, Seção 1, Páginas 4, 5 e 6. Brasília: Diário Oficial da União 2000; 8 jun.
MARTINS, ACS; SILVA LS. Perfil epidemiológico de mortalidade materna. Rev Bras Enf [Internet], 2018; 71(Suppl 1):677-83. Doi: 10.1590/0034-7167-2017-0624.
MOURA, BLA et al. Internações por complicações obstétricas na gestação e desfechos maternos e perinatais, em uma coorte de gestantes no Sistema Único de Saúde no Município de São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública, 2018; 34(1):e00188016. Doi: 10.1590/0102-311x00188016.
Brasil, TA; D'Angeles, ACR. Perfil da mortalidade materna no município do Rio de Janeiro em 2010. Rev Eletrônica Gestão & Saúde, 2015; 6(1), p.66-78. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5556110.
GOMES, JO et al. Perfil Sociodemográfico e clínico de mortalidade materna. Rev Enferm UFPE On Line, 2018; 12(12):3165-71. Doi: 10.5205/1981-8963-v12i12a237316p3165-3164-2018
Batista, HML. Distribuição da mortalidade materna no estado da Paraíba no período de 2007 a 2016. Rev Epidemiol Controle Infecç Santa Cruz do Sul, 2019; 9(4): 330-337. Doi: 0.14295/idonline.v14i51.2614.
Soares, VMN et al. Causas de mortalidade materna segundo níveis de complexidade hospitalar. Rev Bras Ginecol Obst, 2012; 34(12):536-543. Doi: 10.1590/S0100-72032012001200002
Scarton, J et al. Mortalidade materna: causas e estratégias de prevenção. Research, Society and Development, 2020; 9(5): e67953081. Doi: 10.33448/rsd-v9i5.3081.
Folha informativa - Mortalidade materna OPAS. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5741:folha-informativa-mortalidade-materna&Itemid=820
Duarte, MAS et al. Mortalidade materna e vulnerabilidade social no Estado de Alagoas no Nordeste brasileiro: uma abordagem espaço-temporal. Rev Bras Saúde Mater infant, 2020; 20(2): 587-598. Doi: 10.1590/1806-93042020000200014.


