Incide?ncia de infecc?a?o pelo hiv e mortalidade por aids em adolescentes no Brasil / Incidence of hiv infection and aids mortality in adolescents in Brazil
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n3-016Keywords:
HIV, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Mortalidade, Adolescente.Abstract
Introduc?a?o: Embora tenha se estabilizado nos u?ltimos anos, a infecc?a?o pelo HIV tem tido notificac?o?es crescentes na adolesce?ncia, possivelmente devido a? descoberta da sexualidade, a? multiplicidade de parceiros e ao baixo uso de preservativos serem mais comuns nessa fase. Assim, e? relevante analisar a epidemiologia de HIV/AIDS em adolescentes no Brasil. Objetivos: Analisar a incide?ncia de infecc?a?o pelo HIV e mortalidade por AIDS em adolescentes no Brasil. Me?todos: Estudo ecológico, retrospectivo, com consulta ao Boletim Epidemiolo?gico do Ministe?rio da Sau?de sobre HIV/AIDS de 2019, contendo dados do Sistema de Informac?o?es de Agravos de Notificac?a?o (SINAN) e Sistema de Informac?a?o sobre Mortalidade (SIM) de 2007 a 2019. Resultados: Segundo dados do SINAN, de 2007 ate? junho de 2019 foram notificados 300.496 casos de infecc?a?o pelo HIV no Brasil, sendo 0,2% entre 10-14 anos e 5,7% entre 15-19 anos, com maior percentual relativo de adolescentes no sexo feminino que no masculino. Embora tenha menor percentual relativo, os casos absolutos em meninos de 15-19 anos entre 2011 a 2018 cresceram mais que em meninas nessa faixa, aumentando de 351 para 1671, enquanto em meninas, de 315 a 734. Quanto ao coeficiente de mortalidade por AIDS de 2008 a 2018, observou-se reduc?a?o tanto na faixa dos 10-14 anos (de 0,3 para 0,1) quanto na dos 15-19 anos (de 0,8 a 0,6), valendo destacar que em ambos os sexos esse coeficiente foi semelhante. Conclusão: A diminuic?a?o da mortalidade por AIDS entre adolescentes e o aumento na incide?ncia de HIV entre 15-19 anos, especialmente no sexo masculino, sugerem melhora na perspectiva de tratamento, pore?m care?ncia na prevenc?a?o da infecc?a?o. Portanto, esses indicadores podem potencializar intervenc?o?es e ac?o?es em sau?de que atuem especialmente na prevenc?a?o dessa infecc?a?o na adolesce?ncia, atrave?s de campanhas que conscientizem quanto a? importa?ncia de pra?ticas sexuais seguras.
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