Responsabilidade familiar frente à doação de órgãos: conhecimento ou direito do doador? / Familie’s responsabilities facing organ donation: doner’s right or knowledge?

Authors

  • Bárbara Gurgel Leite do Amaral Pessoa Brazilian Journals Publicações de Periódicos, São José dos Pinhais, Paraná
  • Cláudia Simões Cavalcanti de Albuquerque Bezerra
  • Solange Baraldi

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-382

Keywords:

Obtenção de Tecidos e Órgãos, Morte Encefálica, Educação em Saúde, Sistema Único de Saúde, Doadores de Tecidos

Abstract

Introdução: No Brasil, após a confirmação do diagnóstico de Morte Encefálica de um potencial doador de órgãos, a família do falecido é notificada e entrevistada. Torna-se, portanto, o responsável por consentir ou não a doação desses órgãos. A recusa familiar alcança 40% do total de entrevistas realizadas por ano, condição necessária para iniciar o processo de transplante. Estudos apontam que o desconhecimento do desejo do doador seja um dos principais motivos para a recusa familiar. Objetivo: Este estudo objetivou compreender a relação entre o conhecimento da responsabilidade familiar acerca da doação de órgãos com o ato de expressar em vida o desejo de ser doador ou não. Material e Método: Trata-se de uma pesquisa tipo survey, exploratória e transversal, de caráter quantitativo, com coleta de dados por meio de questionário online, aplicado entre dezembro de 2018 e março de 2019. A amostra constituiu-se de 381 estudantes de uma Universidade Pública do Distrito Federal, recrutados de maneira não estratificada, mediante difusão do instrumento em comunidades virtuais (Facebook e Whatsapp) da instituição. Os dados foram analisados e categorizados conforme a distribuição de participantes (n=381) por posicionamento acerca da doação de órgãos e por nível de conhecimento do conceito de morte encefálica, de acordo com a área de conhecimento dos cursos de graduação e utilizando-se escala tipo Likert. Resultados: 67% dos participantes sabiam da responsabilidade familiar acerca da decisão de doação no momento da morte, e, dentre eles, 62% havia comunicado à sua família sobre seu desejo de doar ou não seus órgãos com a finalidade terapêutica. Os demais 25% acreditavam na validade de um documento elaborado em vida, e 57% deles também havia comunicado a algum familiar sobre ser ou não doador; 8% alegou desconhecimento, dentre eles 37% havia conversado sobre o tema com a família. Conclusões: O grau de conhecimento do processo de doação de órgãos no Brasil pela população jovem, pode influenciar no acontecimento ou não de uma conversa familiar prévia acerca do desejo de ser doador. Esse conhecimento e posicionamento interfere diretamente no índice de recusas familiares, na disponibilidade de órgãos para a ocorrência de transplantes e no tempo da lista de espera por órgãos aos usuários do Sistema Único de Saúde.

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Published

04/16/2021

How to Cite

AMARAL PESSOA, B. G. L. do; ALBUQUERQUE BEZERRA, C. S. C. de; BARALDI, S. Responsabilidade familiar frente à doação de órgãos: conhecimento ou direito do doador? / Familie’s responsabilities facing organ donation: doner’s right or knowledge?. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 2, p. 8685–8698, 2021. DOI: 10.34119/bjhrv4n2-382. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/28374. Acesso em: 17 oct. 2026.

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Section

Original Papers