Nootrópicos na era dos extremos: drogas da inteligência e pressão social/ Nootropics in the era of the extrems: drugs of intelligence and social pressure
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n2-215Keywords:
Nootrópicos, Indústria Farmacêutica, Estudantes, Metilfenidato, Saúde Pública.Abstract
Os nootrópicos pertencem a uma classe de drogas que atuam sobre o sistema nervoso central (SNC), provocando uma cascata de efeitos fisiológicos que induzem ao aumento da concentração e do foco. A princípio desenvolvido como tratamento para narcolepsia e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), entre os jovens acadêmicos, é comum o uso de metilfenidato (Ritalina®) como método de ampliação da capacidade de estudo para acompanhar a demanda e a competitividade que o meio exige. No Brasil, apesar da existência de legislações que regulamentem a distribuição e a venda de psicotrópicos, o principal problema identificado reside na persistência de mercados ilegais de venda dessas substâncias e de meios de “propaganda” em redes sociais e fóruns virtuais, assim como na necessidade de produtividade e de sucesso imposta pela sociedade, que fomenta o uso indevido – e o consequente abuso – por um processo não só fisiológico de dependência, mas também social. Nesta pesquisa bibliográfica, realizada a partir de estudos e de relatos de caso acerca dos efeitos desse medicamento a curto e a longo prazo, assim como da medicalização da sociedade, abordou-se como os jovens acadêmicos são influenciados pelo convívio social e pelo senso de perfeccionismo que lhe são impostos, de modo a compreender o aspecto médico e aprofundar a questão social de como esse problema afeta a saúde pública no país.
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