Papel do fisioterapeuta em unidade de pronto atendimento e emergência / Role of physical therapy in emergency care unit

Authors

  • Luana Pereira Paz
  • Neliana Maria de Melo
  • Cíntia Clara Picharsky
  • Arlete Ana Motter

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv2n4-137

Keywords:

Fisioterapia, Emergência, Pronto Atendimento Adulto.

Abstract

Nos últimos anos, tem-se ampliado a atuação fisioterapêutica na unidade de pronto atendimento, visando reduzir complicações, tempo de internação hospitalar e proporcionando a identificação e atuação precoce em problemas cardiopulmonares e cinésio-funcionais. Objetivos: Revisar a literatura relacionada ao atendimento fisioterapêutico na sala de emergência, correlacionando com a experiência da inserção do fisioterapeuta na equipe multidisciplinar e no atendimento aos pacientes admitidos na unidade de emergências de um Hospital Público do estado do Paraná. Metodologia: Trata se de uma revisão integrativa utilizando como palavras-chaves: Serviço Hospitalar de Fisioterapia, Modalidades de Fisioterapia e Ventilação Não Invasiva. As palavras chaves foram selecionadas, após a vivência ocorrida na implantação do serviço de fisioterapia na Unidade de Pronto Atendimento de um Hospital Universitário Público, o qual presta atendimento às emergências clínicas, tratando-se um relato de experiência, ocorrido no período de fevereiro de 2011 à fevereiro de 2013. Os autores objetivam apontar os principais campos de atuação do fisioterapeuta neste setor. Resultados e Discussão: A população atendida caracteriza se por pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência cardíaca congestiva, asma e insuficiência respiratória. O fisioterapeuta pode atuar na profilaxia da trombose venosa profunda, mobilização precoce, e otimização do padrão ventilatório. Conclusão: A equipe multiprofissional torna as relações de trabalho mais horizontais, permitindo a visão holística do paciente. Sendo o papel fisioterapeuta mais relevante na esfera cardiorrespiratória e cinésio funcional.

 

References

NEVES, C. A. B. Urgências e emergências em saúde: perspectivas de profissionais e usuários. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 22, n. 3, p. 691-693, Mar. 2006 .

CACCIA-BAVA, M. do C.G. , PEREIRA, M. J. B.i , ROCHA, J. S. Y. , MARTINEZ, E. Z. Pronto-atendimento ou a tendimento ou atenção bási- tenção bási- tenção básica: escolhas ca: escolhas ca: escolhas dos pacientes no SUS Medicina (Ribeirão Preto) 2011;44(4): 347-54

ROSA, T. de P. R., MAGNAGO, T. S. B. de S. TAVARES, J. P. LIMA, S. B. S. de, SCHIMIDT, M. D., SILVA, R. M. da Perfil dos pacientes atendidos na sala de emergência do Pronto Socorro de um Hospital Universitário. R. Enferm. UFSM 2011 Jan/Abr;1(1):51-60

FARIAS,S. M. C., O. L. de C.,MOREIRA,W., OLIVEIRA, M. A. F.,PEREIRA, M. O. Caracterização dos sintomas físicos de estresse na equipe de pronto atendimento. Rev Esc Enferm USP 2011; 45(3):722-9

GARLET, E. R. et al . Organização do trabalho de uma equipe de saúde no atendimento ao usuário em situações de urgência e emergência. Texto contexto - enferm., Florianópolis , v. 18, n. 2, p. 266-272, jun. 2009 .

FARIA, L.; SANTOS, L.A. de C. As profissões de saúde: uma análise crítica do cuidar. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro , v. 18, supl. 1, p. 227-240, dez. 2011 .

ALTHEMAN, F. Transformar. Rev Crefito. 2007;3:24-5.7 .

BASTOS, Francisco I.. Crack no Brasil: uma emergência de saúde. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 28, n. 6, p. 1016-1017, June 2012 .

HEIT, JA. The epidemiology of venous thromboembolism in the community. Arterioscler Thromb Vasc Biol 2008; 28: 370-2.

RIBEIRO, M. A.; NETTO, P. G.; LAGE, S. G. Desafios na profilaxia do tromboembolismo venoso: abordagem do paciente crítico. Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo , v. 18, n. 3, p. 316-319, set. 2006 .

CAMPOS, C. C. C.; ALBUQUERQUE, P. C.; BRAGA, I. J. S. Avaliação do volume de fluxo venoso da bomba sural por ultra-sonografia Doppler durante cinesioterapia ativa e passiva: um estudo piloto. J. vasc. bras., Porto Alegre , v. 7, n. 4, p. 325-332, dez. 2008 .

MACHADO, N.L. B.; LEITE, T. L. ; PITTA, G. B. B. Freqüência da profilaxia mecânica para trombose venosa profunda em pacientes internados em uma unidade de emergência de Maceió. J. vasc. bras., Porto Alegre , v. 7, n. 4, p. 333-340, dez. 2008 .

KAHN, S.R. LIM, W. DUNN, A.S. et al. Prevention of VTE in nonsurgical patients: Antithrombotic Therapy and Prevention of Thrombosis, 9th ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines. Chest 2012; 141: 195-226.

VAZQUEZ, F. et al . Guía de recomendaciones para la profilaxis de la enfermedad tromboembólica venosa en adultos en la Argentina. Medicina (B. Aires), Ciudad Autónoma de Buenos Aires, 2015.

Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. III consenso brasileiro no manejo da asma. J Pneumol 2002; 28:S1-28.

SARINHO, E. QUEIROZ, G.R.S. DIAS, M.L.C.M. SILVA, A.J.Q. A hospitalização por asma e a carência de acompanhamento ambulatorial. J Bras Pneumol 2007; 33:365-71.

CHATKIN, M. MENEZES, A.M.B., ALBERNAZ, E. VICTORA,C.G. BARROS,F.C.. Fatores de risco para consultas em pronto-socorro por crianças asmáticas no Sul do Brasil. Rev. Saúde Pública, São Paulo , v. 34, n. 5, p. 491-498, Oct. 2000 .

DALCIN, P. de T. R.; PERIN, C. Manejo da asma aguda em adultos na sala de emergência: evidências atuais. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo , v. 55, n. 1, p. 82-88, 2009 .

MEDURI, G.U. Noninvasive positive-pressure ventilation in patients with acute respiratory failure. Clin Chest Med. 1996;17:513-53.

SACHETTI, A. et al . Adesão às medidas de um bundle para prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica. Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo , v. 26, n. 4, p. 355-359, dez. 2014 .

BORGES,V. M., OLIVEIRA, L. R. C., PEIXOTO, E., CARVALHO,N. A. de C. Fisioterapia motora em pacientes adultos em terapia intensiva Rev Bras Ter Intensiva. 2009; 21(4):446-452

DANTAS, C. M. et al . Influência da mobilização precoce na força muscular periférica e respiratória em pacientes críticos. Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo , v. 24, n. 2, p. 173-178, June 2012 .

TAQUARY, S. A. dos S.; ATAIDE, D. S.; VITORINO, P. V. de O. Perfil clínico e atuação fisioterapêutica em pacientes atendidos na emergência pediátrica de um hospital público de Goiás. Fisioter. Pesqui., São Paulo , v. 20, n. 3, p. 262-267, Sept. 2013 .

SCHETTINO,G.P.P. REIS,M.A.S. GALAS,F. PARK,M. FRANCA,S.OKAMOTO,V. III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica Ventilação mecânica não invasiva com pressão positiva J Bras Pneumol. 2007;33(Supl 2):S 92-S 105

PASSARINI, J. N. de S. et al . Utilização da ventilação não invasiva em edema agudo de pulmão e exacerbação da doença pulmonar obstrutiva crônica na emergência: preditores de insucesso. Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo , v. 24, n. 3, p. 278-283, Sept. 2012 .

REGO, F. M. P., CARDENAS, L. Z. , CARUSO, P., CARVALHO, C. R R., FERREIRA, J. C. Avaliação do desempenho de diferentes interfaces para ventilação não invasiva em modelo mecânico simulando paciente com DPOC Rev Med (São Paulo). 2012 abr.-jun.;91(2):60-8.

YAMANAKA, C. S. Intubação orotraqueal: avaliação do conhecimento médico e das práticas clínicas adotadas em unidades de terapia intensiva. Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo , v. 22, n. 2, p. 103-111, June 2010 .

SILVA, S. G.; NASCIMENTO, E.R. P.; SALLES, R. K. Pneumonia associada à ventilação mecânica: discursos de profissionais acerca da prevenção. Esc. Anna Nery, Rio de Janeiro , v. 18, n. 2, p. 290-295, June 2014.

MOREIRA, F. C. et al . Alterações da mecânica ventilatória durante a fisioterapia respiratória em pacientes ventilados mecanicamente. Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo , v. 27, n. 2, p. 155-160, June 2015 .

JOSÉ, A., P., CÉLIA, R., TIMBÓ, S. R., C., BIEN, S. R. F.SANTOS, U.; DAL CORSO, S. Efeitos da fisioterapia no desmame da ventilação mecânica. Fisioterapia em Movimento, 26(2), 271-279, 2013.

PINTO, W. A. M. et al . Impacto de um programa de educação continuada na qualidade assistencial oferecida pela fisioterapia em terapia intensiva.Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo , v. 26, n. 1, p. 7-13, Mar. 2014 .

VEIGA, V. C. , CARVALHO, J. C. de , AMAYA, L. E. C. , GENTILE, J. K. de A., ROJAS, S. S. O. Atuação do Time de Resposta Rápida no processo educativo de atendimento da parada cardiorrespiratória Rev Bras Clin Med. São Paulo, 2013 jul-set;11(3):258-62

OGAWA, K. Y. L. , FRIGERI, L. B., DINIZ, J. S. FERREIRA, C. A. S.A. Intervenção fisioterapêutica nas emergências cardiorrespiratórias O Mundo da Saúde, São Paulo: 2009;33(4):457-466

NEVES, L. M. T. Conhecimento de fisioterapeutas sobre a atuação em suporte básico de vida. Fisioter. Pesqui., São Paulo , v. 17, n. 1, p. 69-74, Mar. 2010 .

LUNA Fº, Bráulio. Seqüência básica na elaboração de protocolos de pesquisa. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo , v. 71, n. 6, p. 735-740, Dec. 1998 .

Capítulo I - definição, epidemiologia, patologia e patogenia. J. Pneumologia, São Paulo , v. 28, supl. 1, p. 4-5, June 2002 .

Published

08/16/2019

How to Cite

PAZ, L. P.; MELO, N. M. de; PICHARSKY, C. C.; MOTTER, A. A. Papel do fisioterapeuta em unidade de pronto atendimento e emergência / Role of physical therapy in emergency care unit. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 2, n. 4, p. 3762–3773, 2019. DOI: 10.34119/bjhrv2n4-137. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/2714. Acesso em: 19 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers