Osteoporose nas regiões Norte e Nordeste do Brasil: estimativas do número de anos vividos com essa enfermidade pelos idosos/ Osteoporosis in the North and Northeast regions of Brazil: estimates of the number of years lived with this disease by the elderly

Authors

  • Wanderson Costa Bomfim
  • Mirela Castro Santos Camargos

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv4n1-309

Keywords:

Osteoporose, Expectativa de Vida Saudável, Método de Sullivan.

Abstract

Introdução: Em decorrência de seu processo de adoecimento, a osteoporose não possui elevada mortalidade, mas sua presença tem ligação direta com quedas e fraturas, acarretando perdas para idosos, além de prejuízos no aspecto social e econômico. Objetivo: estimar a expectativa de vida com osteoporose (EVCO), aos 60 e 80 anos, para homens e mulheres, para o Brasil e as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Métodos: Foi utilizado o método de Sullivan, combinando informações de morbidade e mortalidade. A análise foi conduzida com dados de participantes da linha de base do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) e Tábuas de Vida pulicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Resultados: Aos 60 anos, em 2016, em média, os homens do Nordeste esperariam viver 2,5 anos com osteoporose e os do Norte 2,6 anos; já as mulheres viveriam 9,1 anos com osteoporose, em ambas as regiões. Aos 80 anos, as diferenças entre os sexos se mantiveram, com 3,9 contra 6,7 anos no Nordeste e 3,8 contra 8,5 anos no Norte. As estimativas também evidenciam que os homens, de 60 e 80 anos, das regiões Norte e Nordeste, apresentaram, proporcionalmente, menos anos vividos com osteoporose comparados com o Brasil. Para as mulheres não houve grandes diferenças percentuais entre as localidades em análise.   Conclusão: Conhecer o quanto tempo em média que se vive com osteoporose permite que ações efetivas possam ser tomadas para o combate a doença e tratamento adequado, respeitando as diferenças entre os sexos.

References

ALVES, L.C, et al. Inequalities in Life Expectancy With Frailty Among Brazilian Older Adults: A Multistate Approach, Innovation in Aging. v.3, n.42019.doi:10.1093/geroni/igz032.

ANDRADE, F.C.D. et al. Gender differences in life expectancy and disability-free life expectancy among older adults in São Paulo, Brazil. Womens Health Issues. v.21, n.1, p.64-70. 2011. doi: 10.1016/j.whi.2010.08.007.

ANTES, D.L. et alMortalidade por queda em idosos: estudo de série temporal. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, v.18, n.4, p.769-778.2015. doi:10.1590/1809-9823.2015.14202.

BRACCO, O.L. et al. Custo hospitalar para tratamento da fratura aguda do fêmur por osteoporose em dois hospitais-escola conveniados ao Sistema Único de Saúde. JBES. v1, n.1, p.3-10.2009.

BRANDÃO, C.M.R. et al. Gastos públicos com medicamentos para o tratamento da osteoporose na pós-menopausa. Rev Saude Publica. v.47, n.2, p.390-402. 2013. doi:10.1590/S0034-8910.2013047004163.

BUDHIA, S, et al Osteoporotic fractures: a systematic review of U.S. healthcare costs and resource utilization. Pharmacoeconomics. v.30, n.2, p.147?170. 2012.doi:10.2165/11596880-000000000-00000.

CAMARGO, M.B. et al. Bone mineral density and osteoporosis among predominantly Caucasian elderly population in the city of São Paulo, Brazil. Osteoporos Int. v.16, n.11, p.1451-60. 2005. PMid:15711778. doi:10.1007/ s00198-004-1831-y.

CAMARGOS, M.C.S.; BOMFIM, W.C. Osteoporose e Expectativa de Vida Saudável: estimativas para o Brasil em 2008. Cad. Saúde Colet. v.25, n.1, p. 106-112. 2017.doi:10.1590/1414-462X201700010150.

CAMARGOS, M.C.S. et al. Estimativas de expectativa de vida livre de incapacidade funcional para Brasil e Grandes Regiões, 1998 e 2013. Ciênc. Saúde. v.24, n. 3, p. 737-747. 2019. doi: 10.1590/1413-81232018243.07612017.

CAMARGOS, M.C.S.; GONZAGA, M.R. Viver mais e melhor? Estimativas de expectativa de vida saudável para a população brasileira. Cad. Saúde Pública. v.31, n.7, p. 1460-1472. 2015. doi:10.1590/0102-311X00128914.

CAMARGOS, M.C.S. Estimativas de expectativa de vida com doenças crônicas de coluna no Brasil. Cien Saude Colet. v.19, n.6, p.1803-11. 2014. Doi:10.1590/1413-81232014196.15812013.

COSMAN, F et al.National Osteoporosis Foundation. Clinician's Guide to Prevention and Treatment of Osteoporosis. Osteoporos Int. v.25, n.10, p.2359-81. doi: 10.1007/s00198-014-2794-2. 2014.

CUMMINGS, S.R.; MELTON, L.J. Epidemiology and outcomes of osteoporotic fractures. Lancet. v.359(9319), p.1761?1767. 2002. doi:10.1016/S0140-6736(02)08657-9 .

DIAS, D.E.M.; SILVA, S.M. Ações de Enfermagem na Promoção da Saúde de Idosos Institucionalizados: uma revisão integrative. Brazilian Journal of Health Review. v.4, n.1, p.674-685 Jan/Feb. 2021.

FONSECA, M.A. Prevalência de mortalidade por quedas em idosos na região nordeste do Brasil C&D-Revista Eletrônica da FAINOR.v.11, n.2, p. 335-346. 2018.doi:10.11602/1984-4271.2018.11.2.6.

FRIES, J.F. Aging, Natural Death, and the Compression of Morbidity. The New England Journal of Medicine; v.303, n.3, p. 130-35. 1980.

GALI, J.C. Osteoporose. Acta ortop. bras. v.9, n. 2, p. 53-62.2001. doi:10.1590/S1413-78522001000200007.

GAMBACCIANI, M.; LEVANCINI, M. Hormone replacement therapy and the prevention of postmenopausal osteoporosis. Prz Menopauzalny. v.13, n.4, p.213?220. 2014. doi:10.5114/pm.2014.44996

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Tábuas Completas de ortalidade. Rio de Janeiro: IBGE; 2013.

JAGGER, C. Trends in life expectancy and healthy life expectancy London: Foresight, Government Office for Science; 2015.

KHAJURIA, D.K.; RAZDAN ,R.; MAHAPATRA, R. Medicamentos para o tratamento da osteoporose: revisão. Rev Bras Reumatol. v.51, n.4, p.365-82.2011. doi:10.1590/S0482-50042011000400008.

KLOP, C. et al. The Epidemiology of Hip and Major Osteoporotic Fractures in a Dutch Population of Community-Dwelling Elderly: Implications for the Dutch FRAX® Algorithm. PLoS One.v.10, n.12, p.e0143800. 2015. doi:10.1371/journal.pone.0143800.

LANE, J.M. Osteoporosis : medical prevention and treatment. Spine, v.22, suppl. 24 : p. 32S-37S. 1997.

LEMOS, M.C.D. et al. Qualidade de Vida em Pacientes com Osteoporose: Correlação entre OPAQ e SF-36. Rev Bras Reumatol. v.46, n.5, p.323-8.2006.

LESLIE, W.D.; MORIN, S.N. Osteoporosis epidemiology 2013: implications for diagnosis, risk assessment, and treatment. Curr Opin Rheumatol. v.26, n.4, p.440?446. 2014.doi:10.1097/BOR.0000000000000064.

LIMA-COSTA, M.F.; DE ANDRADE, F.B.; DE OLIVEIRA, C. Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI-Brazil). In: Gu D; Dupre ME. (Org.). Encyclopedia of Gerontology and Population Aging. 1ed.: Springer International Publishing, 2019, v. , p. 1-5. doi: 10.1007/978-3-319-69892-2_332-1

LIPS, P. Epidemiology and predictors of fractures associated with osteoporosis. Am J Med. v.103, n.2ª, p.3S?11S. 1997. doi:10.1016/s0002-9343(97)90021-8

LOOKER, A.C. et al. Prevalence and trends in low femur bone density among older US adults: NHANES 2005–2006 compared with NHANES III. J Bone Miner Res. v.25, p.64–71. 2010. doi: 10.1359/jbmr.090706.

LOURES, M.A.R. et al. Guidelines of the Brazilian Society of Rheumatology for the diagnosis and treatment of osteoporosis in men. Rev Bras Reumatol Engl v.57 Suppl 2:497?514. 2017 doi:10.1016/j.rbre.2017.07.003.

MALTA, D.C. et al. Resultados do monitoramento dos Fatores de risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis nas capitais brasileiras por inquérito telefônico, 2008. Rev Bras Epidemiol. v.15, n.3, p.639-50. 2012. doi:10.1590/S1415- 790X2012000300017.

MATHERS, C.D.; ROBINE, J.M. How good is Sullivan's method for monitoring changes in population health expectancies? Journal of Epidemiology and Community Health. V.51, n.1, p.80-86. 1997. doi:10.1136/jech.51.1.80.

NAVEGA, M.T.; FAGANELLO, F.R.; OISHI, J. Comparação da qualidade de vida entre mulheres com osteoporose acometidas ou não por fratura de quadril. Fisioter. Mov. v.21, n.3, p.101-108. 2008.

NEPOMUCENO, M.R.; TURRA, C.M. Tendências da expectativa de vida saudável de idosas brasileiras, 1998-2008. Rev. Saúde Pública. v.49.2015 doi:10.1590/S0034-8910.2015049005472.

NEVES, A.C.F.; CAROLO, M.L.; MOREIRA, C.A. Fatores de risco para osteoporose e fratura de fêmur em idosos de Curitiba. Rev. Med. UFPR.v.4, n.4, p.159-165. doi:10.5380/rmu.v4i4.50623.2016.

NOBRE, C.A.et al. Caracterização do uso do Alendronato para osteoporose na atenção primária à saúde. Revista Brasileira De Medicina De Família E Comunidade. v.11, n.38, p. 1-9. 2016. doi:10.5712/rbmfc11(38)901.

OLIVEIRA, A.C. Fatores ambientais e risco de quedas em idosos: revisão sistemática. Rev. bras. geriatr. Gerontol. v.17, n. 3, p. 637-645. 2014. doi:10.1590/1809-9823.2014.13087.

OLIVEIRA, J.I.V, Atuação do profissional de educação física para a prevenção e tratamento da osteoporose em idosos. Braz. J. Hea. Rev. V.2, n.2, p.809-819. 2019.

OSTERTAG, A. et al. A case-control study of fractures in men with idiopathic osteoporosis: fractures are associated with older age and low cortical bone density. Bone. v.52, n.1, p.48?55. doi:10.1016/j.bone.2012.09.020.2013.

PEREIRA, M.M. et al. Interleucina-6, capacidade funcional e qualidade de vida em homens idosos com baixa massa óssea praticantes de Tai Chi Chuan. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. v.19, n.3, p.23-28. 2011. doi.org/10.18511/rbcm.v19i3.2407.

PINHEIRO, M.M. et al. O impacto da osteoporose no Brasil: dados regionais das fraturas em homens e mulheres adultos - The Brazilian Osteoporosis Study (BRAZOS). Rev. Bras. Reumatol. v.50, n. 2, p. 113-120. 2010. doi:10.1590/S0482-50042010000200002.

RADOMINSKI, S.C. et al. Brazilian guidelines for the diagnosis and treatment of postmenopausal osteoporosis. Rev. Bras. Reumatol. v.57(Suppl2): s452-s466. 2017. doi:10.1016/j.rbre.2017.07.001.

RIERA, R.; TREVISANI, V.F.M.; RIBEIRO, J.P.N. Osteoporose - a importância da prevenção de quedas. Rev. Bras. Reumatol. v. 43, n. 6, p. 364-368. 2003. doi:10.1590/S0482-50042003000600008.

ROBINE, J.M. et al. Trends in Health Expectancies. In: Jagger C., Crimmins E., Saito Y., De Carvalho Yokota R., Van Oyen H., Robine JM. (eds) International Handbook of Health Expectancies. International Handbooks of Population, 9. 2020.

ROBINE, J.M.; SAITO, Y.; JAGGER ,C. The relationship between longevity and healthy life expectancy. Quality in Ageing. v.10, n.2, p.5-14. 2009.

SILVA, A.C.V. et al. Fatores associados à osteopenia e osteoporose em mulheres submetidas à densitometria óssea. Rev Bras Reumatol. v.55, n.3, p.223-8. 2015. doi:10.1016/j.rbr.2014.08.012.

SOARES, G.F.C.; ANDRADE, E.G. D.A. S. A osteoporose: um dos principais fatores responsável de fraturas em idosos e sua relevância. Rev Inic Cient e Ext. v. 2, n.1, p. 24-9. 2019.

SOUZA, L.B.; MAZETO, G.M.F.S.; BOCCHI, S.C.M. Autogerindo o tratamento da osteoporose no regaste do bem-estar, mediado pela (in)visibilidade de indicadores da doença. Rev Latino-Am Enfermagem. v.18, n.3, p.106-13.2010.

SOUZA, R.D.; MORAIS, D.C.M. Qualidade de vida do paciente portador de osteoporose. FOCO: Caderno de Estudos e Pesquisas. n.9, p. 1:25. .2015.

SULLIVAN, D.F. A single index of mortality and morbidity. HSMHA Health Rep. v.86, n.4, p. 347-54. 1971. doi:10.2307/4594169.

TIAN, L. et al. Prevalence of osteoporosis and related lifestyle and metabolic factors of postmenopausal women and elderly men: A cross-sectional study in Gansu province, Northwestern of China. Medicine (Baltimore). v.96, n.43:e8294. 2017.doi:10.1097/MD.0000000000008294

VALLIN, J.; MESLE, F. Convergences and divergences in mortality: a new approach to health transition. Demogr Res. (Spec. ed.)2, p.11-44. 2004.doi:10.4054/DemRes.2004.S2.2.

VASCONCELOS.; A.M.N.; GOMES, M.M.F. Transição demográfica: a experiência brasileira. Epidemiol. Serv. Saúde. v.21, n.4, p.539-548. 2012. doi:10.5123/S1679-49742012000400003.

VERAS, R. Envelhecimento populacional contemporâneo: demandas, desafios e inovações. Rev Saúde Pública. v.43, n.3, p.548-54. 2009. doi:10.1590/S0034-89102009005000025.

VERAS, R. Fórum. Envelhecimento populacional e as informações de saúde do PNAD: demandas e desafios contemporâneos. Introdução. Cad. Saúde Pública. v.23, n.10, p. 2463-2466. 2007. doi:10.1590/S0102-311X2007001000020.

WARRINER, A.H.; CURTIS, J.R. Adherence to osteoporosis treatments: room for improvement. Curr Opin Rheumatol. v.21, n.4, p.356?362. 2009.doi:10.1097/BOR.0b013e32832c6aa4

WRIGHT, N.C,. et al The recent prevalence of osteoporosis and low bone mass in the United States based on bone mineral density at the femoral neck or lumbar spine. J Bone Miner Res. v.29, n.11, 2520-6. 2014. doi: 10.1002/jbmr.2269.

YANG, Y.J.; KIM, J. Factors in relation to bone mineral density in Korean middle-aged and older men: 2008–2010 Korea National Health and Nutrition Examination Survey. Ann Nutr Metab. v.64, p.50–9. 2014. doi: 10.1159/000362425.

Published

02/28/2021

How to Cite

BOMFIM, W. C.; CAMARGOS, M. C. S. Osteoporose nas regiões Norte e Nordeste do Brasil: estimativas do número de anos vividos com essa enfermidade pelos idosos/ Osteoporosis in the North and Northeast regions of Brazil: estimates of the number of years lived with this disease by the elderly. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 3894–3909, 2021. DOI: 10.34119/bjhrv4n1-309. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/25459. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers