Relação da terapia de privação androgênica com o risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer em pacientes com câncer de próstata: uma revisão de literatura / Relationship of androgenic deprivation therapy with the risk of developing Alzheimer's disease in patients with prostate cancer: a literature review
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n1-165Keywords:
Câncer de próstata. Doença de alzheimer. Terapia de privação androgênica.Abstract
Introdução: No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens com mais de 65 anos. Na terapia de privação androgênica (ADT) a massa tumoral é reduzida e sua evolução é retardada. A ADT é a principal terapêutica para o câncer metastático de próstata. Objetivo: Relacionar a ADT a um risco aumentado de desenvolver Doença de Alzheimer (DA). Metodologia de busca: foi realizada uma revisão literária de artigos publicados entre 2014 e 2019. Discussão: Placas amilóides cerebrais presentes na DA, se formam a partir da proteína ?-amilóide, influenciada por efeitos da ADT, bem como pelos agonistas do GnRH e pela perda de testosterona. A testosterona e, portanto, o estradiol, são reduzidos pela ADT, e alteram os níveis séricos e cerebrais de ?-amilóide. Além disso, receptores de GnRH ativam células imunes que influenciam as placas ?-amilóides do cérebro e a ADT induz ondas de calor que provocam distúrbios do sono e, por conseguinte, ocasionam a interrupção do processo natural de remoção de toxinas beta do cérebro através do sistema linfático durante um sono adequado. A ADT também ocasiona síndrome metabólica. A resistência à insulina é um possível mecanismo patológico da DA, no qual a desregulação da insulina e sua enzima de degradação impactam a morte neuronal e estimulam a formação de placas, o que caracteriza a DA como um diabetes "tipo 3".Considerações Finais: a correlação da ADT com o aumento do risco do desenvolvimento da DA está associada à duração da supressão de testosteona para câncer de próstata.
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