Protocolo de reabilitação cardiorrespiratória no paciente pós-covid: relato de experiência / Protocol of cardiorespiratory rehabilitation in the post-covid patient: experience report
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv4n1-092Keywords:
COVID-19, Exercício de Reabilitação, Fisioterapia.Abstract
1 INTRODUÇÃO
A COVID-19 é uma doença infectocontagiosa, causada pelo vírus SARS-CoV-2, caracterizada por grandes inflamações do sistema respiratório. Os pacientes graves podem desenvolver síndromes pós cuidados intensivos, e os não graves, limitações musculoesquelética e redução da capacidade cardiorrespiratória. No período agudizado da fase inflamatória, podem ocorrer injúrias cardíacas, principalmente miocardite e/ou pericardite. A fisioterapia atua desde os cuidados hospitalares, como nas sequelas, com a reabilitação cardiopulmonar e musculoesquelética dos pacientes acometidos pela doença.
2 OBJETIVO
Descrever um protocolo de reabilitação cardiorrespitarória no paciente com sequelas de COVID-19.
3 METODOLOGIA
Trata-se de um relato de experiência, realizado na Clínica Escola de Fisioterapia do Centro Universitário do Estado do Pará, no mês de junho, com um paciente do sexo masculino acometido pela COVID-19. O protocolo proposto consistiu na avaliação e tratamento fisioterapêutico cardiorrespiratório com o total de 15 sessões, durante 5 semanas, com 50 minutos de atendimento.
4 RELATO DE EXPERIÊNCIA
Durante a avaliação, as queixas principais eram o cansaço e a diminuição da SPo2 ao realizar as atividades de vida diária (AVD´s), como pegar um objeto no chão, subir escadas e correr. O objetivo fisioterapêutico era proporcionar o retorno as AVD´s. O tratamento, na 1° e 2° sessão, consistiu em exercícios de incursão respiratória simples. A partir da 3° sessão foi iniciado exercícios respiratórios fracionados, exercícios sustentados, respiração diafragmática, suspiros respiratórios, expiração forçada e respiração com freno labial, com isometria de membros superiores (MMSS) em sedestação. Na 4º sessão, iniciou-se exercícios respiratórios com movimentos ativos de MMSS e isometria de membros inferiores (MMII) em sedestação e bipedestação. Com a 5º e 6° sessão, iniciou-se exercícios na bicicleta, esteira e caminhada de baixa intensidade associado a exercícios respiratórios e de MMSS. Do 7º ao 15º atendimento foi realizado exercícios respiratórios associados a treino de força e condicionamento como correr, subir e descer escadas, polichinelo, corrida estacionária, agachamento, abdominal e exercícios com aumento de peso para MMSS e MMII. Paciente no decorrer das sessões conseguiu manter a Spo2 maior que 96% antes, durante e após os exercícios.
5 CONCLUSÃO
A COVID-19 é uma doença infectocontagiosa, podendo evoluir com alterações no sistema cardiorrespiratório, necessitando da reabilitação fisioterapêutica. Através do tratamento com exercícios respiratórios diversos, associado aos MMSS e MMII e outros. Ao final, teve-se melhora significante do cansaço e da SPo2, não apresentando mais desconfortos respiratórios. Portanto, a fisioterapia tem papel importante na evolução e após a doença.
References
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