A Sexualidade Estigmatizada: Desafios para uma atenção integral à saúde do homem portador de Transtorno Mental / Stigmatized Sexuality: Challenges to Integral Health Care for Men with Mental Disorders
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv3n6-306Keywords:
Saúde Mental, Atenção Primária à Saúde, Estigma Social, Sexualidade, Integralidade em Saúde.Abstract
Introdução: O estigma é um problema incapacitante para o homem com transtorno mental, pois rotula suas vivências e interfere na sua autoestima e masculinidade. Portanto, faz-se necessário dar voz a esse sujeito, a fim de compreender suas singularidades e promover o cuidado interdisciplinar e integral. Objetivo: Analisar as vivências e conhecimentos sobre sexualidade dos usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Método: Estudo descritivo, exploratório, de abordagem qualitativa, desenvolvido em um Centro de Atenção Psicossocial II na região agreste de Pernambuco, entre setembro de 2018 e maio de 2019. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com usuários adultos. A análise do conteúdo das entrevistas seguiu o método da Análise Textual Discursiva, operacionalizada através do software Atlas ti 7® versão demo free. Resultados e Discussão: O homem portador de transtorno mental sofre estigma social quanto a sua masculinidade. Sua sexualidade é negada e marginalizada. Evidenciou-se dificuldade dos homens usuários do CAPS de adesão a ações preventivas oferecidas pelas equipes da atenção primária a saúde, assim como preferência pelo atendimento no CAPS, relacionada a construção de redes de afetos e vínculos com a equipe desse serviço especializado. Um dos fatores facilitadores é a sensibilidade e capacitação dos profissionais no acolhimento ao homem com transtorno mental. Considerações Finais: Para a efetivação da equidade e integralidade na atenção à saúde do homem com transtorno mental é necessário promover a sua vinculação às unidades de atenção básica, abordar sua sexualidade sem estigmas sociais, bem como dar voz a esse sujeito sócio-histórico silenciado. Recomenda-se oferta de educação continuada aos profissionais de saúde e a abordagem continuada sobre a saúde sexual e reprodutiva masculina, não se limitando a campanha “Novembro Azul”.
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