A Importância da Educação Permanente aos Trabalhadores da Saúde como Ferramenta para Transformação Social / The Importance of Permanent Education to Health Workers as a Tool for Social Transformation

Authors

  • Jaqueline Rocha Borges dos Santos
  • Danyelle Loura Reis

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv3n6-282

Keywords:

política pública, educação em saúde, educação permanente, educação continuada, participação da comunidade.

Abstract

Objetivos: Discutir a importância da educação permanente em saúde aos trabalhadores e profissionais da área, bem como a correlação com as práticas desenvolvidas e o impacto que pode causar na comunidade, se corretamente desenvolvidas.

Métodos: O trabalho consistiu em uma revisão da literatura por meio de um levantamento bibliográfico sistemático utilizando duas bases eletrônicas, Pubmed e Scielo, acerca de temas relacionados às práticas de saúde e reflexões sobre o envolvimento da comunidade na execução das mesmas.

Resultados: Foram selecionados 76 artigos para a elaboração dessa revisão, sendo vinte e cinco do Pubmed e cinquenta e um do Scielo. Constatou-se que muitas das práticas de educação em saúde executadas não possuem boa resolubilidade devido à forma com que são desenvolvidas. Em sua maioria são ações pontuais, de curta duração e de caráter impositivo, sem que o indivíduo seja levado à reflexão para ser capaz de gerar uma mudança de atitude definitiva. Transformar as práticas de saúde tem sido um grande desafio.

Conclusões: Faz-se necessário que as Instituições de Ensino firmem ações que proporcionem a integração ensino-serviço-comunidade promovendo essa inserção desde o início da graduação para o estudante entender a realidade existente, garantindo que as ações sejam mais efetivas e condizentes às necessidades locais, com uma atuação compromissada com o SUS.

References

Ferreira VA, Magalhaes R. Nutrição e promoção da saúde: perspectivas atuais. Cad. Saúde Pública [Internet]. 2007; 23 (7): 1674-81. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v23n7/19.pdf. doi: 10.1590/S0102-311X2007000700019

8ª Conferência Nacional de saúde: quando o SUS ganhou forma [Internet]. [Brasília]: Ministério da Saúde (Brasil); 2019. Disponível em: http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/592-8-conferencia-nacional-de-saude-quando-o-sus-ganhou-forma

Organização Mundial de Saúde - OMS. The Ottawa Charter for Health Promotion (A Carta de Ottawa para Promoção da Saúde). OMS, 1986.

Brasil. Constituição (1988). Constituição da República Federal do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 5 out 1988.

Bordenave JE. Como escolher e organizar atividades de ensino? Vol. 3. [local desconhecido]: Rev. Interamericana de Educação de Adultos; 1983. p. 1-2.

Esteves AF, et al. PET - Saúde - medicina e educação em saúde no Programa de Saúde da Família: um relato de caso. Rev. Bras. Educ. Med. [Internet]. 2012; 36 (1): 187-90. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbem/v36n1s1/v36n1s1a27.pdf. doi: 10.1590/S0100-55022012000200027

Anastasiou LG. Ensinar, aprender, apreender e processos de ensinagem. In: Anastasiou LG. (Orgs.), Alves LP. Processos de ensinagem na universidade: pressupostos para as estratégias de trabalho em aula [Internet]. 10 ed. Joinville: UnivAlle; 2007. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2547831/mod_resource/content/1/Processos%20de%20Ensinagem.pdf

Vasconcelos M, et al. Módulo 4: práticas pedagógicas em atenção básica a saúde. Tecnologias para abordagem ao indivíduo, família e comunidade [Internet]. Belo Horizonte: Editora UFMG – Nescon UFMG; 2009. 70 p. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/1704.pdf

Freire P. Papel da Educação na Humanização. 9 ed. Rio de Janeiro: Revista Paz e Terra; 1971. p. 123-132.

Andrade MA, et al. Apoio institucional: estratégia democrática na prática cotidiana do Sistema Único de Saúde (SUS). Interface (Botucatu) [Internet]. 2014; 18 (1): 833-44. Disponível em: https://scielosp.org/pdf/icse/2014.v18suppl1/833-844/pt. doi: 10.1590/1807-57622013.0222

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 198/GM/MS, de 13 de fevereiro de 2004. Institui a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do Sistema Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento de trabalhadores para o setor e dá outras providências. Diário Oficial da União 2004; 14 fev 2004.

Carvalho WM, Teodoro MD. Educação para os profissionais de saúde: a experiência da Escola de Aperfeiçoamento do SUS no Distrito Federal, Brasil. Ciênc. saúde coletiva [Internet]. 2019; 24 (6). Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v24n6/1413-8123-csc-24-06-2193.pdf. doi: 10.1590/1413-81232018246.08452019

Peduzzi M, et al. Educational activities for primary healthcare workers: permanent education and inservice healthcare education concepts in the daily life of primary healthcare units in São Paulo. Interface - Comunic., Saude, Educ. [Internet]. 2009; 13 (30): 121-34. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v13n30/en_v13n30a11.pdf. doi: 10.1590/S1414-32832009000300011

Ferraz F, et al. Políticas e programas de educação permanente em saúde no Brasil: revisão integrativa de literatura. Saúde & Transformação Social [Internet]. 2012; 3 (2): 113-28. Disponível em: http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/saudeetransformacao/article/view/1488/2601

Miccas FL, Batista SH. Educação permanente em saúde: metassíntese. Rev. Saúde Pública [Internet]. 2014; 48 (1): 170-85. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v48n1/0034-8910-rsp-48-01-0170.pdf. doi: 10.1590/S0034-8910.2014048004498

Faria RM. Institucionalização da política de educação permanente para o Sistema Único de Saúde: Brasil, 1997-2006 [tese na Internet]. São Paulo: Faculdade de Medicina; 2008. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5137/tde-05112008-141704/pt-br.php. doi: 10.11606/T.5.2008.tde-05112008-141704

Saupe R, Cutolo LR, Sandri JV. Construção de descritores para o processo de educação permanente em atenção básica. Trab. Educ. Saúde [Internet]. 2008; 5 (3): 433-52. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tes/v5n3/06.pdf. doi: 10.1590/S1981-77462007000300006

Viana AS, et al. Recursos humanos na atenção básica, estratégias de qualificação e Pólos de Educação Permanente no Estado de São Paulo. São Paulo: Centro de Estudos de Cultura Contemporânea/Consórcio Medicina USP; 2008. 205 p.

Ceccim RB. Educação permanente em saúde: desafio ambicioso e necessário. Interface - Comunic., Saúde, Educ. [Internet]. 2005a; 9 (16): 161-77. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v9n16/v9n16a13.pdf

Ceccim RB. Educação permanente em saúde: descentralização e disseminação de capacidade pedagógica na saúde. Cienc. Saúde Colet. [Internet]. 2005b; 10 (4): 975-86. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v10n4/a20v10n4.pdf. doi: 10.1590/S1413-81232005000400020

Ceccim RB. Onde se lê “recursos humanos em saúde”, leia-se “coletivos organizados de produção em saúde. Desafios para a educação. In: Pinheiro R, Mattos RA. (Orgs.). Construção social da demanda: direito à saúde, trabalho em equipe, participação e espaços públicos. Rio de Janeiro: Cepesc; 2005c. 161-80 p.

Ceccim RB, Feuerwerker LC. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis [Internet]. 2004; 14 (1): 41-65. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/physis/v14n1/v14n1a04.pdf. doi: 10.1590/S0103-73312004000100004

Paim JS. A investigação em sistemas e serviços de Saúde. In: Paim JS. Saúde política e reforma sanitária. Salvador: CEPS/ISC; 2002. p. 435-44.

Haddad J, Roschke MA, Davini MC. Educación permanente de personal de salud. Washington: Organización Panamericana da la Salud, 1994. (Serie Desarrollo de Recursos Humanos en Salud, 1000).

Mattos RA. Integralidade e a formulação de políticas específicas de saúde. In: Pinheiro R, Mattos RA. (Orgs.). Construção da integralidade: cotidianos, saberes e práticas em saúde [Internet]. Rio de Janeiro: Abrasco; 2003. 45-58 p. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v9n4/a29v9n4.pdf. doi: 10.1590/S1413-81232004000400029

Mattos RA. A integralidade na prática (ou sobre a prática da integralidade). Cad. Saúde Pública [Internet]. 2004; 20 (5): 1411-6. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csp/v20n5/37.pdf. doi: 10.1590/S0102-311X2004000500037

Pinto IC, Vieira da Silva LM, Baptista TV. Ciclo de uma política pública de saúde: problematização, construção da agenda, institucionalização, formulação, implementação e avaliação. In: Paim JS, Almeida Filho N. Saúde Coletiva: teoria e prática. Rio de Janeiro: MedBook; 2014.

Amaral MC, Pontes AG, Silva JV. O ensino de Educação Popular em Saúde para o SUS: experiência de articulação entre graduandos de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde. Interface (Botucatu) [Internet]. 2014; 18(2): 1547-58. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v18s2/1807-5762-icse-18-s2-1547.pdf. doi: 10.1590/1807-57622013.0441

Gonçalves CB, et al. A retomada do processo de implementação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde no Brasil. Saúde debate [Internet]. 2019; 43 (1). Disponível em: https://scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042019000300012&lang=pt. doi: 10.1590/0103-11042019s101

Guimarães JS, Lima IM. Educação para a Saúde: discutindo uma prática pedagógica integral com jovens em situação de risco. Saúde soc. [Internet]. 2012; 21 (4). Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v21n4/v21n4a09.pdf. doi: 10.1590/S0104-12902012000400009

Campos CE. O desafio da integralidade segundo as perspectivas da vigilância da saúde e da saúde da família. Ciênc. saúde coletiva [Internet]. 2003; 8 (2): 569-84. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v8n2/a18v08n2.pdf. doi: 10.1590/S1413-81232003000200018

Gonçalves RB. Tecnologia e organização das práticas de saúde: características tecnológicas do processo de trabalho na rede estadual de centros de saúde de São Paulo. São Paulo: Hucitec/Abrasco; 1994. 415 p.

Oliveira GN, et al. New possibilities for militancy in the field of healthcare: affirmation of deviations in encounters among SUS workers, managers and users. Interface - Comunic., Saude, Educ. [Internet]. 2009; 13 (1): 523-9. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1414-32832009000500005&lng=en&nrm=iso. doi: 10.1590/S1414-32832009000500005

Merhy EE. O desafio que a educação permanente tem em si: a pedagogia da implicação. Interface (Botucatu) [Internet]. 2000; 9 (16): 172-4. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v9n16/v9n16a15.pdf. doi: 10.1590/S1414-32832005000100015

Organização Mundial de Saúde - OMS. Trabalhando juntos pela saúde: relatório mundial de saúde 2006. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. (Série B, Textos Básicos de Saúde).

Silva JA, Ogata MN, Machado ML. Capacitação dos trabalhadores de saúde na atenção básica: impactos e perspectivas. Rev. Eletrônica Enferm. [Internet]. 2007; 9 (2): 389-401. Disponível em: https://www.fen.ufg.br/revista/v9/n2/pdf/v9n2a08.pdf

Bordenave JE, Pereira AM. Estratégias de ensino -aprendizagem. 25 ed. Rio de Janeiro: Vozes; 2004.

Oliveira RN. O agir comunicativo no contexto das práticas de educação em saúde pública: um estudo à luz da teoria da ação comunicativa de J. Habermas. Serv. Soc. Soc. [Internet]. 2011; 106: 267-83. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/sssoc/n106/n106a05.pdf. doi: 10.1590/S0101-66282011000200005

Miranda MG. Projeto político de formação do enfermeiro: contextos, textos, (re) construções [tese na Internet]. Natal (RN): Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 2010. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/18311/1/MoemiaGOM_TESE.pdf

Peres CM, et al. Aprendizado eletrônico na formação multiprofissional em saúde: avaliação inicial. Rev. bras. educ. med. [Internet]. 2012; 36 (1): 1. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbem/v36n1s1/v36n1s1a18.pdf. doi: 10.1590/S0100-55022012000200018

Garcia MB, Oliveira MM, Plantier AP. Interatividade e Mediação na Prática de Metodologia Ativa: o Uso da Instrução por Colegas e da Tecnologia na Educação Médica. Rev. bras. educ. med. [Internet]. 2019; 43 (1). Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbem/v43n1/1981-5271-rbem-43-1-0087.pdf. doi: 10.1590/1981-52712015v43n1rb20180154

De Sordi MR, Cyrino EG, Mendonça CS. A história da expansão recente das escolas médicas no Brasil: uma conversa sobre educação, inovação e compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). Interface (Botucatu) [Internet]. 2019; 23 (1). Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v23s1/pt_1807-5762-icse-23-s1-e190106.pdf. doi: 10.1590/interface.190106

Molina LR. Relato de aprendizagens e experiências vivenciadas por um farmacêutico no curso de especialização em educação na saúde para preceptores do SUS. Braz. J. Hea. Rev, Curitiba, v. 3, n. 6, p.15774-15791, 2020. Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BJHR/article/view/19446/16281. doi: 10.34119/bjhrv3n6-013

Published

12/18/2020

How to Cite

SANTOS, J. R. B. dos; REIS, D. L. A Importância da Educação Permanente aos Trabalhadores da Saúde como Ferramenta para Transformação Social / The Importance of Permanent Education to Health Workers as a Tool for Social Transformation. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 3, n. 6, p. 18972–18985, 2020. DOI: 10.34119/bjhrv3n6-282. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/21800. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers