Impacto econômico da morbimortalidade hospitalar por infarto agudo do miocárdio em idosos no Brasil / Economic impact of hospital morbimortality for acute myocardial infarction in the elderly in Brazil
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv3n6-242Keywords:
Infarto agudo do miocárdio. Avaliação de saúde. Epidemiologia. Economia.Abstract
Introdução. O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de mortalidade em pacientes com mais de 60 anos de idade. As desigualdades e as variações nos cuidados com IAM em pacientes idosos são bem reconhecidas, e foi demonstrado que idosos que apresentam IAM apresentaram piores resultados. Apesar dos recentes avanços na terapêutica, a morbidade e a mortalidade por IAM permanecem altas. No Brasil, com o envelhecimento da população, há pouca informação sobre hospitalizações e mortalidade intra-hospitalar por IAM em pacientes idosos. Objetivos. O objetivo do estudo é descrever as taxas de hospitalização e mortalidade por IAM na população idosa no Sistema Único de Saúde, entre 1995 e 2014. Metodologia. Foram obtidos dados sobre a admissão hospitalar, duração média da permanência e mortalidade intra-hospitalar, através do banco de dados do Sistema Único de Saúde (SIH / DATASUS) e todas as admissões relacionadas a IAM foram identificadas pela CID-9 e CID-10. As internações por IAM entre 1995 e 2014 em pacientes ? 60 anos de idade foram analisadas. Além disso, os totais das despesas relacionadas a essas internações foram identificados, ano a ano, com correção monetária para fins comparativos. Todos os dados foram estratificados por gênero e faixa etária. Resultados e Discussão. De 1995 a 2014, ocorreram 612.184 hospitalizações por IAM em idosos no Brasil. A maioria das admissões ocorreu entre os homens (58,3%). No geral, as internações absolutas aumentaram de 19.328 em 1995 para 50.632 em 2014. No entanto, as taxas de mortalidade hospitalar reduziram de 41,2 em 1995 para 33,3 mortes / 100 admissões em 2014 (R² = 0,553, p <0,01), o que foi mais significativo entre o grupo feminino (23,39 a 18,69 óbitos / 100 admissões) quando comparado com o subgrupo masculino (17,88 a 14,61 óbitos / 100 admissões). Essa redução da mortalidade hospitalar também foi mais relevante entre indivíduos com faixa etária entre 70 e 74 anos. O tempo médio de hospitalização manteve-se estável em 7,7 dias. Os custos totais associados às internações por IAM nesta população aumentaram de forma constante ao longo dos anos, de R$ 41,1 milhões em 1995 para R$ 190,9 milhões em 2014. Conclusão. Embora a taxa de internações por IAM em pessoas idosas tenha aumentado de 1995 a 2014, a mortalidade intra-hospitalar reduziu ao longo do mesmo período. Mesmo tendo em conta que as pessoas idosas são uma população mais frágil, a carga de custos ainda é preocupante, com um crescimento exponencial das despesas nos últimos anos.
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