Epidemiologia dos casos de internação hospitalar por epilepsia no estado do Tocantins em 2018 / Epidemiology of epilepsy cases in the state of Tocantins in 2018

Authors

  • Marianna Neves Nolasco
  • Winnye Marques Ferreira
  • José Roberto Lopez Rivero

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv3n6-148

Keywords:

Epilepsia, Internação, Crises.

Abstract

A epilepsia é uma síndrome neurológica determinada por desorganizadas descargas elétricas no cérebro, com grande prevalência nos primeiros anos de vida. Essas alterações geram crises que se manifestam de diversas maneiras, de acordo com a área acometida. Esta condição tem consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais e prejudica diretamente a qualidade de vida do indivíduo afetado. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Epilepsia 30% dos pacientes com epilepsia são considerados refratários, apesar de tratamento adequado com anticonvulsivantes. Neste sentido, o trabalho buscou quantificar as notificações de internação hospitalar no SUS no ano de 2018 por epilepsia no Estado do Tocantins, de acordo com a faixa etária. Para realizar a pesquisa, os dados foram extraídos a partir da base de dados do DATASUS, nas Informações de Saúde (TABNET). Observou-se que, no período em análise, das 401 notificações de internação hospitalar, a de maior incidência foi em crianças de 1-4 anos, representando aproximadamente 26%, com 106 dos casos relatados, seguido das crianças com 5-9 anos e os menores de um ano, com prevalência de cerca de 15% cada. Assim foi possível evidenciar que a faixa etária infantil representou a maior busca hospitalar com diagnóstico de epilepsia. Sendo assim, a classificação sindrômica é fundamental para a programação terapêutica e o estabelecimento do prognóstico nas epilepsias, principalmente na infância. É essencial o diagnóstico precoce para evitar crises refratárias e futuras complicações.

References

Andrade-Valença, Luciana PA et al. Epilepsia do lobo temporal mesial associada à esclerose hipocampal. Jornal de Epilepsia e Neurofisiologia Clínica, v. 12, n. 1, p. 31-36, 2006.

ARTAL, Francisco Javier Carod. Causas tropicales de epilepsia. Revista de neurologia, v. 49, n. 9, p. 475-482, 2009.

BETTING, Luiz Eduardo et al. Tratamento de epilepsia: consenso dos especialistas brasileiros. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2003.

CASELLA, Erasmo Barbante; MÂNGIA, Cristina MF. Abordagem da crise convulsiva aguda e estado de mal epiléptico em crianças. J Pediatr (Rio J), v. 75, n. Supl 2, p. s197-s206, 1999.

CHAVES, Rosemeire Simões et al. A Epilepsia e suas Complexidades. Psicologado, 2019.

CLÍNICO, Protocolo; TERAPÊUTICAS, Diretrizes. Portaria SAS/MS nº 1319, de 25 de novembro de 2013.

DA MOTA GOMES, Marleide. História da epilepsia: um ponto de vista epistemológico. J Epilepsy, v. 12, n. 3, p. 161-167, 2006.

DE MANREZA, Maria Luiza G. Algoritmo para diagnóstico e tratamento da epilepsia com início em idades mais tardias, 2014.

DE VILLAVERDE, José Ignacio López Fernández; GASTELU, Iñigo Pomposo. Patologia quirúrgica de la epilepsia. Revista de neurologia, v. 50, n. 10, p. 616-622, 2010.

FRAYMAN, LEILA et al. Qualidade de vida de pacientes submetidos a cirurgia de epilepsia. Arq Neuropsiquiatr, v. 57, n. 1, p. 30-33, 1999

FERNANDES, Paula Teixeira et al. Percepção de estigma na epilepsia. Journal of epilepsy and clinical neurophysiology, 2006.

GARZON, Eliana. Epilepsia refratária: conceito e contribuição das novas drogas antiepilépticas e de outras modalidades terapêuticas. Revista Neurociências, v. 10, n. 2, p. 66-82, 2002.

KÜMMER, Arthur et al. Frequência de epilepsia em pacientes psiquiátricos internados. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 27, n. 2, p. 165-166, 2005.

LIMA, José M. Lopes. Epilepsia - A abordagem clínica. Revista Portuguesa de medicina Geral e Familiar, v. 21, n. 3, p. 291-8, 2005.

MARANHÃO, Marcius Vinícius Mulatinho; GOMES, Eni Araújo; CARVALHO, Priscila Evaristo de. Epilepsia e anestesia. Revista Brasileira de Anestesiologia, p. 242-254, 2011.

MARCHETTI, Renato Luiz et al. Atitudes de psiquiatras brasileiros em relação à epilepsia. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 26, n. Supl 2, p. 23, 2004.

MARCHETTI, Renato Luiz et al. Transtornos mentais associados à epilepsia. Archives of Clinical Psychiatry, v. 32, n. 3, p. 170-182.

MENESES, Murilo S. et al. Epilepsia e desordens de malformação do desenvolvimento cortical. Jornal de Epilepsia e Neurofisiologia Clínica, v. 12, n. 3, p. 149-154, 2006.

MIN, Li Li et al. Projeto demonstrativo em epilepsia no Brasil. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2003.

MOREIRA, Sebastião Rogério Góis. Epilepsia: concepção histórica, aspectos conceituais, diagnóstico e tratamento. Mental, v. 2, n. 3, p. 107-122, 2004.

NOFFS, Maria Helena Silva et al. Avaliação neuropsicológica de pessoas com epilepsia. Revista Neurociências, v. 10, n. 2, p. 83-93, 2002

RIGATTI, Marcelo; TREVISOL-BITTENCOURT, Paulo Cesar. Causas de epilepsia tardia em uma clínica de epilepsia do Estado de Santa Catarina. Arq neuropsiquiatr, v. 57, n. 3-B, p. 787-792, 1999.

RIZZUTTI, Sueli; MUSZKAT, Mauro; VILANOVA, Luiz Celso Pereira. Epilepsias na infância. Neurociências, p. 108, 2000.

TERRA, Vera Cristina. Crises e Síndromes epilépticas na infância. 2018.

SALGADO, Priscila Camile Barioni et al. Qualidade de vida em epilepsia e percepção de controle de crises. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2001.

SOUZA, ELISABETE A. et al. Sentimentos e reações de pais de crianças epilépticas. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 1998.

WESTPHAL, Ana Carolina et al. Comparação da qualidade de vida e sobrecarga dos cuidadores de pacientes com epilepsia por esclerose mesial temporal e epilepsia mioclônica juvenil. J Epilepsy Clin Neurophysiol, v. 11, n. 2, p. 71-6, 2005.

YACUBIAN, Elza Márcia Targas; COTRERAS-CAICEDO, G.; RÍOS-POHL, L. Tratamento medicamentoso das epilepsias. São Paulo, 2004.

YACUBIAN, Elza Márcia Targas. Tratamento da epilepsia na infância. Jornal de Pediatria, 2002.

Published

11/30/2020

How to Cite

NOLASCO, M. N.; FERREIRA, W. M.; RIVERO, J. R. L. Epidemiologia dos casos de internação hospitalar por epilepsia no estado do Tocantins em 2018 / Epidemiology of epilepsy cases in the state of Tocantins in 2018. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 3, n. 6, p. 17268–17280, 2020. DOI: 10.34119/bjhrv3n6-148. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/20729. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers