Impacto do trabalho de panificação na saúde e qualidade de vida dos padeiros / Impact of bakery work on health and quality of life of bakers
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv3n6-053Keywords:
Profissionais da panificação, padeiros, qualidade de vida, saúde do trabalhador, gastronomia.Abstract
Trata-se de uma pesquisa qualitativa que objetivou conhecer as percepções dos padeiros sobre os impactos do trabalho na sua saúde e na qualidade de vida. Para a coleta de dados aplicou-se um questionário semiestruturado e entrevista presencial, com dez alunos do curso de Gastronomia no estado do Ceará, Brasil, exercendo a profissão há mais de seis meses. Os resultados apontaram que 100% dos entrevistados relataram dor em decorrência dos movimentos repetitivos, localizadas nas costas, ombros, como também, tensão muscular. O estresse, o tempo de permanência em pé e a alta temperatura são citados como fatores prejudiciais à saúde, sendo que 80% ressaltam a importância do trabalho para suas vidas. Mesmo com políticas voltadas à saúde do trabalhador, ainda se apresenta escasso o campo de pesquisa relacionado à saúde e qualidade de vida dos profissionais da panificação, como também, é premente a adoção de medidas de controle da categoria.
References
Abrahão, J., Sznelwar, L., Silvino, A., Sarmet, M., & Pinho, D. (2009). Introdução à Ergonomia: da teoria à prática. São Paulo: Blücher.
Albuquerque, A. M. P. (2015). Programa de qualidade de vida no trabalho da UFRN: uma avaliação centrada na percepção dos trabalhadores. 2015. 118f. Dissertação (Mestrado em Gestão de Processos Institucionais) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.
Alves, J. H. F. (2000). Ginastica Laborativa: Métodos de prescrição de exercícios terapêuticos no trabalho. Fisioterapia Brasil, v. 1, n. 1, p. 19-22.
Bardin, L. (1979). Análise de Conteúdo. Tradução de Luiz Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Ed, 70.
Brasil, C. C. P. (2015). A voz da professora não pode calar: sentidos, ações e interpretações no contexto da integralidade em saúde. 2015. 232 f. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) – Universidade Estadual do Ceará, Universidade Federal do Ceará, Universidade de Fortaleza, Fortaleza.
Fayol, H. (1994). Administração Industrial e Geral. Curitiba: Atlas.
Ferreira, M. C., & Mendes, A. M. (2001). Só de pensar em vir trabalhar, já fico de mau humor”: atividade de atendimento ao público e prazer-sofrimento no trabalho. Estudos de psicologia, v. 6, n. 1, p. 93-104.
Gil, A. C. (2007). Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas.
Herzberg, F. I. (1968). One more time: how do you motivate employees? Harvard Business Review, Boston, v. 46, n. 1, p. 53-62.
Lopes, C. H. A. F., & Jorge, M. S. B. (2005). Interacionismo simbólico e a possibilidade para o cuidar interativo em enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 39(1), p. 103-108.
Maximiano, A. C. A. (1995). Introdução à administração. 4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas.
Mendes, A. M. (2004). Cultura organizacional e prazer e sofrimento no trabalho: Uma abordagem psicodinâmica. In A. Tamayo (Ed.), Cultura e saúde nas organizações (pp. 48-67). Porto Alegre, RS: Artmed.
Mendes, R., Dias. E.C. (1991). Da medicina do trabalho à saúde do trabalhador. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 25, n. 5, p. 341-349.
Minayo, M. C. S., Deslandes, S. F., & Gomes, R. (2013). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 33. ed. Petrópolis: Vozes.
Nadler, D. A., Lawler, E. E. (1983). Quality of work life: perspectives and directions. Organizational Dynamics, v. 11, n. 3, p. 20-30.
OMS. Organização Mundial da Saúde. (1946). Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO) [internet]. Nova Iorque: WHO; Disponível em: <http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/OMS-Organiza%C3%A7%C3%A3o-Mundial-da-Sa%C3%BAde/constituicao-da-organizacao-mundial-da-saude-omswho.html>. Acesso em: 03 ago. 2018.
Pilatti, L. A. (2012). Qualidade de vida no trabalho e teoria dos dois fatores de Herzberg: possibilidades-limite das organizações. Revista Brasileira de Qualidade de Vida, v. 4, n. 1, p. 18-24.
Quick, T. C., & Lapertosa, J. B. (1982). Análise do absentismo em usina siderúrgica. Revista brasileira de saúde ocupacional, v. 10, n. 40, p. 62-7.
Rocha, C. H., Santos, L. H. D., Moreira, R. R., Neves-Lobo, I. F., & Samelli, A. G. (2011). Verificação da efetividade de uma ação educativa sobre proteção auditiva para trabalhadores expostos a ruído J. Soc. Bras. Fonoaudiologia, São Paulo, v. 23, n. 1, p. 38-42.
Rodrigues, L. F., Nazareno, N. F., Oliveira, R., & Brasileiro, M. E. (2013). Protocolo de prevenção de riscos ambientais em cozinhas industriais. Revista Eletrônica de Enfermagem do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição [serial on-line], 2(2) 1-13.
Santana, A.M.C. (1996). A abordagem ergonômica como proposta para melhoria do trabalho e produtividade em serviços de alimentação. Florianópolis. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: < http://teses.eps.ufsc.br/index.asp>. Acesso em: 02 outubro 2007
Sesi, S. S. I. (2005). Diretoria de Assistência Médica e Odontológica – DAM. Gerência de Segurança e Saúde no Trabalho – GSST. Manual de segurança e saúde no trabalho. São Paulo: SESI.
Walton, R. E. (1973). Quality of Working Life: What is it? Sloan Management Review, v. 15, n. 1, p. 11-21.


